Sumário Econômico 1486

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Destaque da edição:

Reformas necessárias

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Reformas necessárias

Estão na pauta das ações de governo mudanças no sistema de Previdência e alterações na legislação do trabalho. Em termos etimológicos, a palavra reforma tem várias acepções, mas, neste texto, significa mudar determinado estado de coisas para melhor. Não sem enfrentar enormes resistências do mundo corporativo lastreadas em “direitos adquiridos”, ainda que estes comprometam na Previdência as gerações futuras e no trabalho a produtividade total dos fatores de produção, e peça essencial do desenvolvimento econômico e do nível de emprego. Sem nos deter no intricado debate que essas duas reformas estão gerando, cabe, entretanto, fazer algumas reflexões de caráter objetivo. No que concerne à Previdência, a dinâmica de nossa população, com relação ao Direito do Trabalho, sua defasagem no tempo.

Alta da confiança do comércio em abril: crescimento generalizado de todos os itens

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 102,3 pontos em abril, ante os 99,9 pontos apurados em março. Com esse resultado, o índice alcançou a zona de avaliação positiva (acima dos 100 pontos do corte de indiferença), fato que havia ocorrido pela última vez em fevereiro de 2015. Na série com ajuste sazonal, o Icec aumentou +2,1%. Estão melhores as avaliações das condições correntes (+5,6%) e as expectativas de curto prazo (+0,6%), assim como aumentaram as intenções de investimento (+3,2%). Em relação a março de 2016, os empresários do comércio também estão mais confiantes: o Icec aumentou 27,7%, décima taxa positiva consecutiva nesta base de comparação. O subíndice que mede as condições correntes (Icaec) do Icec alcançou 70,1 pontos em abril, aumento de +5,6% na série que considera os ajustes sazonais. Na comparação anual, o Icaec teve a nona variação positiva (+65,3%), porém o índice ainda se encontra na zona negativa, abaixo dos 100 pontos. A percepção dos varejistas quanto às condições atuais novamente melhorou em relação aos três itens, tanto na passagem mensal quanto na comparação com abril do ano passado. Desde fevereiro de 2016, a avaliação das condições correntes vem acelerando. Naquele mês, foi apurada a primeira taxa positiva na base de comparação mensal desde julho de 2015.

Dia das Mães deverá registrar alta nas vendas após dois anos

Com a menor variação de preços dos últimos anos desde 2007, CNC projeta crescimento de 3,8% no volume de vendas em relação a 2016. Setor deve gerar 20,6 mil vagas de emprego temporário. O volume de vendas voltadas para o próximo Dia das Mães deve apresentar crescimento de 3,8% em 2017, segundo estimativa da CNC. Uma vez confirmada essa previsão, a data comemorativa volta a registrar crescimento real no faturamento após dois anos consecutivos de queda. Em 2015 e 2016, as vendas variaram -0,4% e -9,0%, respectivamente. O Dia das Mães é a segunda data comemorativa mais importante do varejo brasileiro e deve movimentar aproximadamente R$ 9,2 bilhões neste ano. Os desempenhos dos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico e de móveis e eletrodomésticos devem ser os destaques neste ano com variações de +6,7% e +6,4%, respectivamente, em relação ao Dia das Mães do ano passado. Já as vendas do setor de vestuário e calçados, principal ramo do varejo nesta data com cerca de 40% do faturamento total, devem se manter praticamente estáveis (+0,5%) em relação ao mesmo período do ano passado.

Eleições francesas

O sucesso ou o fracasso do novo presidente francês terá impacto bem além da França – e além da Europa. Se Emmanuel Macron for bem-sucedido, as forças do nacionalismo e do extremismo político – representadas na França por sua oponente derrotada, Marine Le Pen – sofrerão um revés em todo o mundo, mas, se ele falhar, o populismo, o nacionalismo e o protecionismo logo poderão ressurgir. Enquanto o novo presidente saboreia uma vitória esmagadora sobre Le Pen (a despeito do baixo comparecimento às urnas no segundo turno), ele também sabe que o voto acumulado dos eleitores da extrema esquerda e da extrema direita, no primeiro turno da eleição presidencial, foi próximo de 50%. Isso significa que quase metade dos eleitores franceses quer esmagar “o sistema”. É tarefa de Macron mostrar que o sistema pode funcionar melhor. No entanto, há chances altas de fracassos: Macron precisa, simultaneamente, revigorar a economia francesa e o projeto europeu. Ambos são notoriamente difíceis de reformar e enfrentam profundos desafios estruturais, que podem derrotar até mesmo o político mais imaginativo e dinâmico. As tarefas de reformas no país e na Europa estão ligadas, pois, ao menos que ele possa demonstrar ao governo alemão que a França está mudando genuinamente, é improvável que os alemães arrisquem aprofundar a integração da União Europeia, o que Macron acredita ser necessário para fazer com que a moeda única europeia funcione.

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