Sumário Econômico 1469

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Destaque da edição:

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A dinâmica da dívida pública brasileira – O crescimento acelerado da dívida pública a partir de 2014 evidenciou um grave problema de ordem fiscal no Brasil. A dívida pública bruta passou de 48,9% do PIB, em 2013, para 62,1% do PIB em 2015. Devido à conjuntura econômica atual de déficits fiscais elevados, juros altos e PIB em queda, estima-se que neste ano a relação dívida/PIB deverá acelerar sua trajetória de crescimento, alcançando patamares próximos a 75%. Esse crescimento acentuado do endividamento está relacionado à elevada necessidade de financiamento público, causada, por um lado, por aumento dos gastos públicos e redução das receitas fiscais, produzindo déficits primários a partir de 2014, e, por outro, por reversão da política monetária e aumento dos prêmios de risco, levando a juros elevados.

Crédito representa 50,3% do PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro tiveram queda de 0,5% em outubro de 2016 ante o mês imediatamente anterior, continuando a tendência negativa dos últimos meses. Esta é a oitava queda no ano, sendo o crescimento de 0,3% em maio a única exceção. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 50,3% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em outubro de 2016, a variação foi de -2,0% (10,1 p.p. abaixo da variação de +8,2% observada no mesmo período do ano anterior). Contudo, a retração no acumulado do ano até o décimo mês foi ainda maior (-3,9%). Os empréstimos baseados em recursos livres somaram R$ 1.543,5 bilhões (25,1% do PIB e 49,9% do saldo total do crédito). Na comparação mensal, houve recuo de 0,2%, enquanto na comparação em 12 meses o recuo foi de 3,7%. As operações com recursos direcionados representaram 25,2% do PIB, com saldo de R$ 1.551,6 bilhão e responsável por 50,1% do total do saldo de crédito. No acumulado em 12 meses, recuaram 0,2% – a primeira taxa negativa da série histórica.

X Encontro Sul Sudeste da MPE – No dia 25 do mês passado, a Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais (Conampe) realizou, em Curitiba, o X Encontro Sul Sudeste da MPE, para discutir desburocratização e tributação, no auditório lotado do Victoria Vila Hotel, com umas 400 pessoas. Ocupando toda a sexta-feira, o X Encontro dividiu-se em temas de interesse dos representantes do segmento das MPEs da seguinte forma: na parte da manhã, os debates transcorreram depois das palestras sobre As Políticas do Governo Federal para as MPEs e Estratégias de Cooperação e Aliança das Empresas Paranaenses no Mercado Internacional – O Papel da Empresa, das Entidades de Representação e do Governo. Na parte da tarde, as discussões centraram-se no tema O Associativismo e o Desenvolvimento das MPEs. Após o coffee break, os debates encerraram-se no painel Tributação e Desburocratização. Antes do encerramento, os participantes foram brindados com a palestra motivacional sobre o tema Empreender em Época de Crise.

Fusão a frio – Dois pesquisadores, Andrea Rossi (engenheiro) e Sergio Focardi (físico), da Universidade de Bolonha, na Itália, afirmaram ter construído uma nova máquina de fusão a frio comercialmente viável, chamada de catalisador de energia, ou E-Cat. Mesmo a máquina sendo desacreditada, seus inventores continuaram trabalhando para provar que a fusão a frio realmente funciona. A experiência de fusão a frio foi divulgada duas décadas atrás, mas o processo sempre foi visto com desconfiança. É aparentemente impossível dois tipos de átomos, geralmente um elemento mais leve e um metal pesado, fundirem-se, liberando calor puro que pode ser convertido em eletricidade. Contudo, outros cientistas não conseguiram reproduzir o experimento, e o que se viu a seguir foi uma briga que pouco tem de científico: como os dois pesquisadores foram ridicularizados pela comunidade científica, quase ninguém mais se atreveu a colocar a mão na massa e ver o que havia de real ou de irreal no experimento, sob o risco de também cair na descrença.

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