Destaque da edição:
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CNC espera queda de 8,5% nas vendas para o Dia dos namorados – Cenário persistente de retração do mercado de trabalho, crédito mais caro e confiança de consumidores em baixa levam a CNC a projetar novo re¬cuo de vendas nesta data comemorativa. De acordo com estimativa da CNC, o volume de vendas do comércio vare¬jista brasileiro voltado para o próximo Dia dos Namorados deverá registrar queda de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. Confirmada essa expectativa, o resul¬tado das vendas ficaria, assim como nas demais datas âncoras já ocorridas em 2016, significativamente aquém do desempenho verificado no mesmo pe¬ríodo do ano passado, quando o setor apurou retração de 1,1%. Além disso, esse seria o pior resultado de vendas para o Dia dos namorados desde o iní¬cio da série, em 2004. Principal carro-chefe das vendas asso¬ciadas ao Dia dos Namorados, o seg¬mento de vestuário e acessórios deverá registrar perda real significativa (-8,7% em relação à mesma data do ano passa¬do), assim como o ramo de informática e comunicação (-10,5%). Menos depen¬dentes do crédito, as lojas de artigos pessoais e utilidades domésticas (-3,1%) e as farmácias e perfumarias (-0,6%) deverão registrar perdas menores. O Dia dos Namorados é uma das seis da¬tas comemorativas mais importantes do calendário varejista brasileiro, devendo movimentar neste ano R$ 1,8 bilhão, o correspondente a 3,5% do faturamento esperado para todo o mês de junho.
Outras matérias:
• Mercado melhora projeção do PIB, mas continua negativa – No último relatório Focus di¬vulgado pelo Banco Central (27/05), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 7,06%, após chegar a 6,94% há quatro se¬manas passadas, e é o segundo au¬mento consecutivo nesta estimativa. Continua acima do limite superior da meta de inflação, entretanto abai¬xo da taxa de 10,67% realizada em 2015. Contudo, a projeção para 2017 continuou estável, permanecendo em 5,50%. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,71% para maio e 0,31% para junho. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,74% para maio e 0,34% para junho, valores próximos ao esperado pelo mercado. Após a terceira reunião do Copom deste ano, a meta da taxa de juros Selic permaneceu em 14,25%. A próxima reunião será nos dias 7 e 8 de junho e se espera a manutenção deste indicador. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2016 é de 12,88%, esperando novos cortes na taxa du¬rante o segundo semestre deste ano. Já para 2017, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance 11,25%, menor do que a esperada há quatro semanas (11,75%). A estimativa para o crescimento do PIB de 2016 alcançou -3,81%, após o resultado de 2015 mostrar uma re¬tração de 3,8%, de acordo com dados do IBGE. Além da previsão para este ano ser menor do que o realizado no ano passado, também demonstra uma piora em relação ao crescimento de 0,1% realizado em 2014. Entretanto, para 2017 já se espera um resultado positivo, com avanço de 0,55% na economia. É a segunda semana se¬guida que esta estimativa tem uma melhora; o dado anterior previa um crescimento de 0,50%.
• Energia renovável – Autogiro – A matriz energética mundial está em transformação. Embora os combus¬tíveis fósseis continuem como o prin¬cipal vetor de geração de energia, está ocorrendo uma acentuada expansão das energias renováveis ao redor do mundo, motivada seja pela preocupação com a segurança energética, seja com o risco de aquecimento global. Inúmeras são as fontes de energia dispo¬níveis em nosso planeta, sendo que essas fontes se dividem em dois tipos: as fontes de energia renováveis e as não renováveis. As energias renováveis oferecem muitas oportunidades de inovação tecnológi¬ca, com elevado potencial de redução de custos. Em alguns países menos desenvolvidos, as energias renováveis são vistas ainda como alternativa para proporcionar o acesso a fontes energéti¬cas em áreas e comunidades remotas do país, contribuindo para a inclusão social e o combate à pobreza. Existem vários tipos de energias renová¬veis, e cada vez mais, com o constante desenvolvimento das tecnologias e ino¬vações, descobrem-se novas formas de produção de energia elétrica, utilizando como fonte os fenômenos e recursos naturais, como é o exemplo da recente invenção de um mecanismo monobloco concebido para impulsionar geradores de energia elétrica ou quaisquer outros sis¬temas secundários que se movimentam com dependência de recursos hídricos ou térmicos, denominado Autogiro. Pode-se afirmar que o invento Autogi¬ro é um mecanismo que revolucionará o sistema que atualmente utiliza água, combustíveis, energia solar e eólica. Será o mais importante instrumento na defesa do meio ambiente, que proporcionará luz para todos os habitantes do planeta, com produção de energia limpa, regionalizada, nas cidades, municípios, conjuntos habi¬tacionais e até grandes edifícios, hotéis, shopping centers, por um custo de produ¬ção e transmissão direto ao consumidor, reduzindo a conta de luz a menos de 50% dos atuais preços praticados.
• Não basta dar o peixe – O novo ministro da área social (Mi¬nistério do Desenvolvimento Social e Agrário), que também incorporou a reforma agrária, logo que assumiu, pro¬meteu fazer uma auditoria no programa Bolsa Família, entre outros atos. Uma das razões para se posicionar dessa maneira é porque irá manter o reajuste de 9% dos benefícios autorizado pela ex-presidente. Tornando o programa mais restrito, de acordo com as circunstâncias possíveis para isto, a autoridade espera mitigar o impacto adicional dessa elevação sobre as contas públicas em geral, mais adiante. No momento em que as contas do se¬tor público não fecham porque estão combalidas e expõem tremendo déficit, qualquer pressão para o aumento do dese¬quilíbrio financeiro passa pela cobertura a ser feita por ajustes de curto, médio e de longo prazo – quer seja pela redução dos mesmos e/ou outros gastos; e/ou por intermédio de mais receita. Uma das formas de arrefecer o problema é procurar eliminar o determinismo econô¬mico causado para os recipientes do Bolsa Família. O instrumento de transferência de renda evidentemente produz melhorias nas condições de vida de milhões de pessoas, concedendo-lhes recursos para compras. Mas, enquanto dá a aproximadamente 40 milhões de pessoas algum poder de consumo, gera certo imobilismo social, bem como acomodação por parte dos reci¬pientes, com a permanência do status quo determinado pela situação.