Sumário Econômico 1443

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Destaque da edição:

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Confiança do comércio aumentou em março – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da CNC, atingiu 80,9 pontos em março, aumento de 1,1% em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal. O resultado na passagem mensal foi novamente influenciado pela melhora nas avaliações das condições correntes (+9,0%). O subíndice de expectativas obteve ligeiro aumento (+0,2%), enquanto as intenções de investimentos caíram (-1,6%). Em relação a março de 2015, o Icec reduziu 13,9%, refletindo a contínua retração da atividade do comércio, provocada especialmente pela deterioração do mercado de trabalho. O subíndice que mede as condições correntes (Icaec) do Icec alcançou 44,1 pontos, aumentando 9,0% na passagem de fevereiro para março, na série com ajuste sazonal. Após consecutivas quedas de julho de 2015 até janeiro deste ano, em março a avaliação das condições correntes voltou a crescer, como foi observado também em fevereiro. No ano, entretanto, a variação do Icaec foi negativa em -28,1%. A percepção dos varejistas quanto às condições atuais melhorou em março, tanto no que diz respeito à avaliação sobre o setor do comércio (+34,2%) quanto sobre o desempenho da própria empresa (+5,9%) e o desempenho da economia brasileira (+1,1%). No entanto, o volume de comerciantes que avalia as condições atuais como “piores” continua elevado: para 92,9% dos varejistas, a economia piorou em março de 2016. Em fevereiro, esse percentual foi de 93,3% e, em janeiro, 94,4%.

 

Outras matérias:

Mercado estima redução na Selic este ano – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (08/04), a mediana das expectativas para o IPCA reduziu para 7,14%, após chegar a 7,46% há quatro semanas, e é a quinta redução consecutiva nesta estimativa. Continua bem acima do limite superior da meta de inflação, entretanto abaixo da taxa de 10,67% realizada em 2015. A projeção para 2017 também foi reduzida, atingindo 5,95%, após permanecer durante oito semanas com a previsão de 6,0%. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,60% para abril e 0,50% para maio. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,60% para abril e 0,44% para maio, ambos os valores próximos aos esperados pelo mercado. Após a segunda reunião do Copom deste ano, a meta da taxa de juros Selic permaneceu em 14,25%. O mercado espera que o mesmo ocorra na próxima reunião, que será nos dias 26 e 27 de abril, mantendo a taxa estável. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2016 foi de 13,75%, esperando novos cortes na taxa durante este ano. Já para 2017, a previsão é que a meta da Selic seja reduzida para 12,25%, maior do que a taxa esperada há quatro semanas (12,50%). A estimativa para o crescimento do PIB de 2016 alcançou -3,77%, após o resultado de 2015 mostrar uma retração de 3,8%, de acordo com dados do IBGE. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), série elaborada pelo Banco Central e considerada uma aproximação das Contas nacionais, registrou queda de 0,61% em janeiro contra o mês anterior, dados com ajuste sazonal, e recuo de 8,12% na comparação anual. Apesar da previsão para este ano ser melhor do que a realizada no ano passado, isto demonstra uma piora em relação ao crescimento de 0,1% realizado em 2014. Entretanto, para 2017 já se espera um resultado positivo, com avanço de 0,30% na economia.

Competindo em um cenário global – Uma das características mais importantes da internet é a sua capacidade de vencer fronteiras. Outros meios de comunicação, como o rádio ou a televisão, também têm essa capacidade, e filmes de época mostram, de forma recorrente, pessoas em torno de um rádio sintonizado na BBC de Londres, nos anos 1940, buscando por notícias da guerra. No entanto, somente a internet trouxe a capacidade da interatividade imediata. Hoje se fala com interlocutores em diversos países do mundo ao mesmo tempo. E isso vem sendo uma ferramenta extraordinária para as empresas transnacionais, que podem fazer reuniões virtuais de seus executivos por um custo ínfimo. É uma ferramenta para a educação, para o aprendizado de idiomas, de culturas e de aproximação humana, de possibilidades infinitas. E, é claro, um canal de comércio e de negócios, que vem sendo muito bem aproveitado em todo o mundo, inclusive no Brasil. No entanto, ao mesmo tempo em que possibilita incrementar as vendas das empresas brasileiras, por ser um meio que não respeita fronteiras, cria as condições para que o consumidor tenha acesso direto ao mercado global e, com isso, desafia nossas empresas para um tipo de concorrência ainda desconhecido. Tendo em vista essa revolução comercial, a Ipsos (uma empresa multinacional de pesquisas), a pedido do PayPal, conduziu uma pesquisa global, com mais de 23 mil internautas de 29 países – incluindo o Brasil – para traçar um amplo panorama dos hábitos de consumo on-line e as principais tendências do comércio chamado cross-border, ou seja, entre fronteiras. Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha, Áustria, Suíça, Itália, Espanha, Holanda, Suécia, Polônia, Turquia, Rússia, Israel, Emirados Árabes, Estados Unidos, Canadá, Brasil, México, Argentina, Índia, Japão, Coreia do Sul, Cingapura, Austrália, África do Sul, Nigéria e Egito foram os países pesquisados, tendo as entrevistas se realizado entre 17 de setembro e 28 de outubro de 2015. O trabalho de campo no Brasil foi conduzido entre 23 de setembro e 5 de outubro de 2015, a partir de uma amostra de 800 pessoas.

Reforma da Previdência – No dia 4 de abril, a Fundação Getulio Vargas (RJ) promoveu o seminário Reforma da Previdência: Uma Oportunidade para o Brasil. A seleta plateia pôde lotar o auditório da instituição. Quanto à FGV, é reconhecida a excelência nos eventos que realiza. Portanto, as apresentações foram de altíssimo nível. O seminário pertence a um ciclo de outros que a FGV pretende disparar, a fim de se tornar polo irradiador de ideias, constituindo-se no eixo das discussões sobre temas em favor da sociedade. Nos dias 28 e 29 de abril, a Fundação receberá o FMI para discutir a questão fiscal. Em maio, reunirá escolas públicas e privadas dos níveis fundamental e médio para dialogar a respeito do Enem e vestibular. Dada a relevância do assunto Previdência, as palestras foram conduzidas por especialistas e estudiosos. No elenco dos participantes: o presidente, diretores e professores da FGV; professores convidados; ex-secretários de política econômica; representantes do Ministério do Trabalho, do IPEA, entre outros. Aqui, por questão de espaço, faremos um arrazoado das anotações feitas durante as exposições. Isso porque ao pretender explorar o tema, traz-se à baila questões cujas dimensões são gigantescas e complexas em diversos aspectos. Exemplo: existem muitas regras para a aposentadoria; as leis são aplicadas de acordo com o tipo de categoria profissional e setor da economia; dependem do gênero, do tempo de contribuição, da idade, ou se o solicitante é rural ou urbano.

A importância dos recursos hídricos – Diante da importância da água para a nossa sobrevivência e da necessidade urgente de manter esse recurso disponível, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, no dia 22 de março de 1992, o Dia Mundial da Água, que visa à conscientização da população sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural. A demanda hídrica global é fortemente influenciada pelo crescimento da população, pela urbanização, pelas políticas de segurança alimentar e energética, e pelos processos macroeconômicos, tais como a globalização do comércio, as mudanças na dieta e o aumento do consumo. Em 2050, prevê-se um aumento da demanda hídrica mundial de 55%, principalmente devido à crescente demanda do setor industrial, dos sistemas de geração de energia termoelétrica e dos usuários domésticos. As demandas concorrentes pela água impõem decisões difíceis quanto à sua alocação e limitam a expansão de setores críticos para o desenvolvimento sustentável, em particular para a produção de alimentos e energia. A competição pela água – entre “usos” da água e “usuários” da água – aumenta o risco de conflitos localizados, e as desigualdades são perpetuadas no acesso aos serviços, com impactos significativos nas economias locais e no bem-estar humano.

 

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