Sumário Econômico 1435

Compartilhe:

Destaque da edição:

Destaque da edição:

O perfil do endividamento das famílias brasileiras em 2015 – Em 2015, observou-se uma redução de 1,3% do número médio de famílias com dívidas com cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnês, financiamento de carro, financiamento de casa, entre outros. O percentual de famílias com dívidas permaneceu abaixo do patamar observado em 2014 em boa parte do ano; contudo, passou a apresentar aumento na comparação anual a partir de setembro de 2015. Ainda assim, o percentual médio de famílias endividadas recuou de 61,9% em 2014 para 61,1% em 2015. Apesar da redução do endividamento, os indicadores de inadimplência da pesquisa apresentaram alta em 2015. Em relação a 2014, o número médio de famílias com contas ou dívidas em atraso aumentou 8,4%. Após ter alcançado o menor patamar da série em fevereiro de 2015 (17,5%), o percentual de famílias inadimplentes apresentou tendência de alta, alcançando em dezembro o maior patamar do ano e o mais elevado desde junho de 2012. Com exceção dos meses de fevereiro, outubro e novembro, em todos os demais meses do ano de 2015 houve alta no indicador. A média anual do percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso alcançou 20,9% do total em 2015, ante 19,4% do ano anterior.

 

Outras matérias:

Comércio eletrônico regulamentação desnecessária – Ao que parece, o governo está cogitando elaborar uma proposta de Marco regulatório para o comércio eletrônico. Em nosso entendimento, tal iniciativa é equivocada e desnecessária. Todas as relações de compra e venda do varejo – relações de consumo, inclusive efetuadas por canal virtual – já estão cobertas pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Código Civil, onde couber. Além disso, o comércio eletrônico não é uma atividade em si mesma, mas tão somente um canal de vendas e suas especificidades devem, o tanto quanto possível, ter tratamento através da auto regulação. Visando cuidar de alguns aspectos do comércio eletrônico, o Decreto nº 7962/2013 já estabelece diversas medidas de caráter peculiar. Por exemplo: os sites nacionais devem disponibilizar, em local de destaque e de fácil visualização, as seguintes informações: o nome empresarial e número de inscrição do fornecedor, quando houver, no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda; o endereço físico e eletrônico, e demais informações necessárias para sua localização e contato; e as características essenciais do produto ou do serviço, incluídos os riscos à saúde e à segurança dos consumidores. No mesmo diapasão, o decreto impõe que sejam discriminadas com clareza quaisquer despesas adicionais, como frete e seguro; as modalidades de pagamento, a disponibilidade do produto ou serviço e a forma e o prazo para entrega ou execução dos mesmos. Em relação a esses itens, os mesmos já são plenamente atendidos pelas empresas virtuais, principalmente as grandes redes, e mesmo as menores já seguem o mesmo caminho, pois essas informações são importantes para o sucesso nas vendas.

Estimativa da meta para a Selic é rebaixada para 14,64% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central em 22/01, a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 7,23%, após chegar a 6,86% há quatro semanas passadas. Esta é a quarta aceleração consecutiva, continuando bem acima do limite superior da meta de inflação e na sua maior estimativa desde o início do ano passado. Seguindo a mesma tendência de crescimento nas previsões, as projeções para 2017 aumentaram para 5,65%, maior do que a estimativa de 5,17% há quatro semanas. No curto prazo as projeções dos analistas são de 1,05% para janeiro e 0,85% em fevereiro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 1,09% para janeiro e 0,85% para fevereiro, ambos os valores próximos ao mercado, apesar de maiores. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2014 foi de 6,41%, enquanto em 2015 fechou o ano em 10,67%. Após a primeira reunião do Copom deste ano, a meta da taxa de juros Selic permaneceu em 14,25%, diferentemente dos 14,75% esperados pelo mercado. A próxima reunião do Copom será nos dias 1 e 2 de março. Após o Banco Central manter estável a taxa na última reunião, a mediana das estimativas da Selic para 2016 foi reduzida para 14,64%. Esta foi à primeira queda após três semanas consecutivas com a expectativa de 15,25%. Para 2017, a previsão é que a meta da Selic seja de 12,75%.

Geração de energia eólica – Dados disponibilizados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) apontam que o Brasil, em 2014, foi o quarto país do mundo que mais expandiu sua capacidade de geração eólica. Segundo especialistas, a metodologia de leilões para a contratação de energia ajudou nesse processo. A edição mais recente do Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico, do MME, mostra que a capacidade instalada do setor de geração eólica cresceu 56,9%, considerando o período de 12 meses encerrado em novembro de 2015, em relação aos 12 meses anteriores. A estimativa é de que a capacidade instalada chegue a 24 mil megawatts. Desse total, 21 mil deverão ser gerados no Nordeste. O Brasil encontra-se na lista de maiores produtores de energia eólica do mundo. O levantamento Energia Eólica no Brasil e Mundo, do MME, aponta que o País foi o quarto no ranking mundial de expansão de potência eólica em 2014. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas em 2015, o que representa investimento da ordem de R$ 19,2 bilhões. Atualmente, o País necessita ampliar sua matriz de energia, e essa expansão se passa pela fonte eólica.

 

Leia mais

Rolar para cima