Destaque da edição:
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Perspectivas para o comércio – A deterioração do mercado de trabalho, que ocorre com maior aceleração neste ano, é mais um dos elementos que contribuem para o enfraquecimento das vendas do varejo. No último mês, comércio e serviços foram responsáveis por 70% das demissões apuradas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE – ou 209 mil posições. A taxa de desemprego ficou em 6,9% – maior valor desde junho de 2010. Os juros reais elevados inibem a tomada de crédito para o consumo, e as restrições de emprego e renda fazem com que as despesas familiares se concentrem nos artigos mais básicos e necessários. Em maio, as vendas no varejo restrito, apuradas pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), também do IBGE, cederam 4,5% ante maio de 2014 – a maior queda desde agosto de 2003 (-5,7%). No varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, a queda de 1,8% em maio ante abril, além de ser a sexta consecutiva, é a mais intensa para o mês, desde o início da série, em 2003. O segundo semestre sinaliza uma possível melhora no elemento que mais influencia as vendas reais do comércio varejista: o preço, embora ainda esteja distante de recuperação real da atividade de forma mais ampla.
Outras matérias:
Desvalorização adicional do câmbio eleva incertezas – O primeiro semestre de 2015 foi marcado por ajustes de política econômica. Alguns deles, mais difíceis, ficaram muito aquém do esperado – como é o caso da política fiscal – e precisarão ser estendidos para os anos seguintes. Por outro lado, houve um forte ajuste de preços relativos por meio de dois canais: preços administrados e câmbio. Muito embora a redução de distorções nesses vetores seja fundamental para a correção de desequilíbrios nas contas públicas e na conta corrente do balanço de pagamentos, seus impactos de curto prazo intensificam a retração da atividade econômica. O impacto do câmbio sobre os preços depende de alguns fatores. Entre eles, está o nível de atividade econômica. Quanto maior o grau de ociosidade da capacidade produtiva, maior será a dificuldade dos produtores em repassar o aumento do custo dos insumos importados para os preços ao consumidor, e maior a compreensão das margens de lucro. Ou seja, quanto mais profunda a recessão atual, menor será o impacto do câmbio sobre a inflação. A elevada volatilidade da taxa de câmbio também é prejudicial, pois dificulta o planejamento de investimentos e precificação de contratos.
Pior semestre do varejo desde 2003 – De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, em junho de 2015, o volume de vendas do comércio varejista apresentou variação de -2,7% em relação a junho de 2014. As maiores quedas ocorreram nos ramos de móveis e eletrodomésticos (-13,6%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-5,9%). Por outro, lado as vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação apresentaram o melhor desempenho ante os demais setores (+7,9%), segurando uma oscilação mais expressiva do indicador. A perspectiva de fortes quedas nos ramos de materiais de construção (-5,4%) e, principalmente no comércio automotivo (-19,1%), levará, inevitavelmente, o varejo ampliado ao seu pior resultado anual (-6,5%) ao final de 2015. Em 2014, o varejo registrou sua primeira queda anual (-1,6%) desde o início da série histórica em 2004.
Cuidados no comércio eletrônico – Participar do mundo virtual deixou de ser uma opção para as empresas e se tornou fundamental. Ainda que em caráter meramente institucional, não se concebe, atualmente, ficar de fora das páginas da internet. No entanto, muitas companhias investem em sites comerciais – que buscam as vendas – aparentemente atrativos, mas que não apresentam os resultados esperados. Isso pode decorrer das dificuldades inerentes ao próprio meio, que embute custos importantes, concorrência acirrada e margem de lucro pequena, mas também de erros que ocorrem de forma corriqueira. No caso das pequenas empresas, um erro muito comum é entregar a construção do site para um funcionário ou familiar, que por conhecer informática e transitar no âmbito da internet, é eleito para tal finalidade. Mas a criação de um site está muito além de usar as ferramentas disponíveis e programas específicos. Quando se busca negócios – mesmo que seja para a fixação de marca, por exemplo – é necessário ter o foco na “usabilidade”, o que significa a facilidade de navegação na página, com encadeamento lógico nas etapas de busca pelo conteúdo desejado. Quanto mais amigável, rápida e fácil for a navegação, maior o foco do interessado no conteúdo, que de outra forma se perde nas dificuldades de uso do site. Outro equívoco comum é construir um site institucional, tendo como base e modelo os folhetos de apresentação da empresa. Apenas repetir na página web o que está exposto no material impresso é desperdício de recursos e de oportunidade. O material gráfico é limitado em sua natureza. Já no site existem dezenas de ferramentas – imagens, filmes, áudio e instrumentos de comunicação e interação – que facilitam a divulgação do negócio, seus produtos e serviços, de forma muito mais efetiva.