Destaque da edição:
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Falta um tema na campanha presidencial: precatórios – A campanha política para eleição do Presidente da República, em 5 de outubro, vem ganhando as atenções do eleitorado, em razão dos relevantes temas que têm sido abordados pelos três principais candidatos: as questões políticas, sociais e econômicas. Com efeito, os candidatos têm apresentado propostas efetivas sobre educação, saúde, segurança pública, reforma política, reforma tributária, programas sociais, previdência social, meio ambiente, bem como sobre questões objetivas, como: inflação, taxa de juros, agronegócio, programas sociais, fator previdenciário, reforma previdenciária para o regime geral e o dos serviços públicos, rede hospitalar, “importação” de médicos, aborto, união de pessoas do mesmo sexo, criminalização versus legalização das drogas, responsabilidades penal e, ainda, redução do número de Ministérios, burocracia, pré-sal, situação da Petrobras, contabilidade pública “criativa”, logística dos transportes, financiamento pelo BNDES de obras em outros países, etc. Entretanto, nenhum dos candidatos abordou, até o momento, a tormentosa questão dos precatórios, que interessa a milhares de credores dos entes públicos.
Outras matérias:
Confiança do comércio tem primeira alta em dez meses – O subíndice que mede a avaliação das condições correntes (Iceac) registrou queda de 0,4% na passagem de julho para agosto. Com esse resultado, o indicador acumulou sete retrações seguidas na comparação mensal, atingindo o menor nível em toda a sua série histórica. Em relação a agosto de 2013, houve queda de 9,1%. A queda do Icaec em agosto decorreu, principalmente, do recuo no nível de satisfação das condições atuais do comércio (-2,3%). Para 62,1% dos empresários pesquisados, as condições atuais do setor estão piores que há um ano. O Sudeste (68,6 pontos) e o Sul (72,9 pontos), regiões com pior desempenho de vendas ao longo do ano corrente, são aquelas que apresentam os menores níveis de satisfação. Ao variar +4,3%, o subíndice de expectativas (Ieec) foi o maior responsável pela alta mensal do Icec em agosto. Esse resultado representou a primeira variação positiva do Ieec após nove meses de quedas. Ainda assim, quando comparado ao nível de otimismo de agosto de 2013, nova queda (-6,6%), porém com a menor variação dos últimos seis meses. As regiões Sul (136,4 pontos) e Sudeste (135,2 pontos), ainda influenciadas pelos resultados relativamente mais fracos do varejo em 2014, seguem como as menos otimistas nos três itens que compõem o Ieec.
Crédito desacelera em julho – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 0,2% em julho contra o mês imediatamente anterior, a menor taxa desde janeiro de 2014, 0,1%, e 0,7 ponto percentual abaixo do resultado de junho, 0,9%. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 2,8 trilhões no último resultado, representando 56,1% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em julho de 2014, a variação foi de +11,4%, 4,7 p.p. abaixo da variação de 16,1% observada no mesmo período do ano anterior. O resultado acumulado no ano até julho foi um crescimento de 4,4%, abaixo do avanço de 7,5% no mesmo período em 2013. Os empréstimos baseados em recursos livres somaram R$ 1.516,2 bilhões, 30,0% do PIB e 53,5% do saldo total do crédito. Na comparação mensal houve retração de 0,5%, entretanto em 12 meses houve aceleração de 5,0%. No acumulado do ano, a taxa foi positiva em 0,5%. Este recuo na relação mensal foi influenciado principalmente pela redução de 1,1% nos empréstimos a pessoas jurídicas (PJ), enquanto os empréstimos a pessoas físicas (PF) aumentaram 0,2%, nesta base de comparação. Nos últimos 12 meses os empréstimos a PF mostraram avanço bem abaixo da média geral, 5,0%.
XXVI Fórum Nacional – Nos dias 10 e 11 de setembro do corrente ano, aconteceu no Rio de Janeiro a 26ª versão (sessão especial) do Fórum Nacional (www.forumnacional.org.br), seminário realizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), com o apoio de empresas como Light, Correios, Petrobras, CEF e alguns bancos privados; e de entidades como a Fiesp, CNI, Firjan, Ibmec, Sebrae, Ipea, BM&F Bovespa, Governo do Estado do RJ, Secretaria de Cultura, entre outras. Nos dois dias de intenso trabalho, a audiência teve a oportunidade de assistir debates sobre o tema Visões do Desenvolvimento Brasileiro e Nova Revolução Industrial – a maior desde 1790, bem como a possibilidade de refletir acerca do “futuro das nossas cidades” depois da distribuição do documento sobre favela. Como sempre, rigoroso na gestão do tempo disponível dos palestrantes, o seminário foi presidido pelo ex-ministro do Planejamento (1969-1979) que através do Fórum tem buscado discutir soluções para as questões do desenvolvimento brasileiro. Assim, Reis Velloso conduziu com eficiência os seguintes painéis: Visões do desenvolvimento brasileiro; Rumo ao Brasil desenvolvido: Nova revolução industrial – a maior desde 1790; A favela é cidade; Revolução na infraestrutura e desenvolvimento humano; Favela é cidade: fazer acontecer; o futuro das nossas cidades.