Diante de um ano novo, novas perspectivas econômicas são traçadas no Brasil e na Bahia. Ciente disso, a Fecomércio-BA promoveu dia 19 de janeiro um encontro com a imprensa baiana para explicar e elucidar questões envolvendo a conjuntura atual do País. O evento, realizado na sede da Federação, contou com a presença do chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, e do consultor econômico da Federação, Fábio Pina.
Diante de um ano novo, novas perspectivas econômicas são traçadas no Brasil e na Bahia. Ciente disso, a Fecomércio-BA promoveu dia 19 de janeiro um encontro com a imprensa baiana para explicar e elucidar questões envolvendo a conjuntura atual do País. O evento, realizado na sede da Federação, contou com a presença do chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, e do consultor econômico da Federação, Fábio Pina.
Segundo os especialistas, em comparação ao ano passado, 2017 será um período positivo para a economia. O representante econômico da CNC, Carlos Thadeu, explica que os principais desafios do Brasil são gerar mais atividade econômica, tentar acabar com o alto índice de desemprego e regular as taxas de juros. “Ao longo do tempo, o País perdeu a ancoragem fiscal e isso resultou na elevação dos juros reais. Hoje podemos perceber sinais positivos como a taxa de inflação de janeiro corrente (IPCA 15) é a mais baixa desde 1994. Isso significa que a percepção de risco caiu, possibilitando a queda do dólar e dos juros, bem como a melhora da nossa confiança”, concluiu o economista.
Já na Bahia o cenário encontra-se um pouco melhor. Em relação às taxas de endividamento, os baianos fecharam 2016 com um resultado mais satisfatório do que o mesmo período de 2015, chegando a 51%, enquanto no Brasil o índice de endividamento fechou em cerca de 60%. O consultor da Federação atribui essa queda ao planejamento familiar para não captar mais dívidas: “Quem pode se recuperar do endividamento não entrou em novos, o que é um comportamento natural de quem postergou compras planejadas, como a aquisição de um carro ou de viagens”. Ainda segundo Fábio Pina, o Brasil deverá ter um crescimento de 0,5% em 2017. “A recuperação vai ser lenta. Talvez ela comece em 2017, mas, para voltarmos para os melhores patamares de consumo, estamos falando de 2020 em diante”, explica o consultor, ressaltando que provavelmente a melhora da situação econômica do País começará a ser vista no final do ano.
Anfitrião do evento, o presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade, crê numa recuperação gradual em 2017, apesar das dificuldades, como o alto índice de desemprego na Bahia e no Brasil. “Acredito que as reformas previdenciária, trabalhista, tributária e política, se conduzidas pelo governo federal, vão ajudar a reverter a situação do País”, declarou Souza Andrade.