Para Geraldo Alckmin, reforma promoverá Previdência mais justa

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O governador do estado mais populoso e economicamente mais rico do País e um dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2018, Geraldo Alckmin participou da décima edição do E Agora, Brasil?, série de debates realizada pelo jornal O Globo, com parceria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 21 de novembro, no Rio de Janeiro. Alckmin falou sobre o cenário político, sua trajetória e enfatizou a importância das reformas para o País, como as reformas política, da Previdência e tributária.

Regime geral para a Previdência

O governador do estado mais populoso e economicamente mais rico do País e um dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2018, Geraldo Alckmin participou da décima edição do E Agora, Brasil?, série de debates realizada pelo jornal O Globo, com parceria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 21 de novembro, no Rio de Janeiro. Alckmin falou sobre o cenário político, sua trajetória e enfatizou a importância das reformas para o País, como as reformas política, da Previdência e tributária.

Regime geral para a Previdência

Sobre a reforma da Previdência, Alckmin declarou que é a favor de um regime geral para a Previdência Social e que não pode haver um para o setor privado e outro para o setor público. Segundo o governador, a média de pagamento da Previdência Social, no ano passado, para 30 milhões de aposentados de todo o setor produtivo era de R$ 1.191; no setor público federal do Executivo era de R$ 8 mil; no Judiciário, R$ 16 mil ; e no Legislativo, R$ 24,8 mil em média. “Não podemos querer que o que ganhe mil e cem pague a conta. A reforma está errada, ela não é só para resolver o problema fiscal, é para fazer justiça. À medida que você vai excluindo o setor público, se transforma numa reforma do INSS. É preciso um regime geral da Previdência Social para todos, setores público e privado”, defendeu.

Reforma política

O governador criticou a grande fragmentação partidária, resultado de um excesso de partidos no País, e destacou que a reforma política deveria ter proibido a coligação eleitoral. “Pior do que ter 50 partidos no País, é ter 28 na Câmara Federal. A fragmentação da representação parlamentar é um grande problema. Por isso, eu quero destacar que, se eu for candidato e for eleito, a reforma política será a primeira. Há um princípio na medicina que diz: sublata causa, tollitur effectus, ou seja, suprima a causa que o efeito cessa”, defendeu Alckmin.

Déficit fiscal e reforma trabalhista

A questão fiscal também foi abordada. Para Alckmin, a sociedade ainda não está consciente da gravidade do problema fiscal enfrentado no País. “Como pode um país, em que a dívida pública bruta chegou a 70,5% [do Produto Interno Bruto (PIB)] em 2016 e que tem déficit primário de R$ 160 bilhões por ano, dar aumento com quatro anos de antecedência? É inacreditável!”, avaliou.

Alckmin defendeu que a participação no atual governo foi necessária para avançar com a reforma trabalhista, que não foi perfeita, mas já significou um progresso histórico para o País. “Nós precisávamos tirar um estado autárquico e ineficiente das costas do trabalhador e do empreendedor”, afirmou.

Privatizações e segurança pública

Outros temas do debate foram questões relativas à segurança pública e às privatizações. O governador afirmou que existem 150 empresas estatais, um terço delas (40) criado durante o governo do PT, e que sua proposta é diminuir o Estado, por meio de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), mas que não vai mexer em empresas como o Banco do Brasil, entre outras, que são produtivas e dão retorno ao País. Quanto à segurança pública, destacou que é preciso rever o modelo institucional em que cada poder, municipal, estadual e federal, tem o seu papel. Afinal, o tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro são crimes federais. “Está tudo nas costas dos governos dos Estado. Todo dia, tem crime, e o Estado é o culpado, não tem lugar no mundo em que o governo federal não tenha liderado esse trabalho. Propus uma agência nacional de inteligência, unindo Polícia Federal, Forças Armadas, Abin, Gabinete de Segurança Institucional e a inteligência dos Estados”, concluiu Alckmin.

O debate foi conduzido pelos colunistas de O Globo Miriam Leitão e Merval Pereira. O projeto E Agora, Brasil? é uma parceria da CNC e O Globo, reunindo a equipe de editores e colunistas do jornal com empresários e executivos para debater as principais questões do cenário nacional. Entre os convidados que participaram das edições anteriores do encontro estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; o juiz Sergio Moro; a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia; o prefeito de São Paulo, João Dória; entre outros nomes.

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