A qualificação dos profissionais do setor óptico e o combate à informalidade foram dois dos principais temas abordados na reunião de 18 de abril da Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Ópticos (CBÓptica) da CNC. Os empresários e líderes setoriais presentes ao encontro, realizado no Rio de Janeiro, destacaram a necessidade de ações integradas e o compartilhamento de informações entre as entidades do Sistema Comércio, para que sejam alcançados resultados efetivos, que beneficiem as empresas.
A qualificação dos profissionais do setor óptico e o combate à informalidade foram dois dos principais temas abordados na reunião de 18 de abril da Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Ópticos (CBÓptica) da CNC. Os empresários e líderes setoriais presentes ao encontro, realizado no Rio de Janeiro, destacaram a necessidade de ações integradas e o compartilhamento de informações entre as entidades do Sistema Comércio, para que sejam alcançados resultados efetivos, que beneficiem as empresas.
De acordo com os participantes da reunião, que contou com a presença do vice-presidente Administrativo da CNC, Darci Piana, e do secretário geral da entidade, Marcos Arzua, o mercado óptico está se ressentindo de profissionais com uma boa qualificação, principalmente em nível técnico. Existem diversos cursos de formação nos departamentos regionais do Senac, mas a proposta é que as experiências locais, principalmente na modalidade de Ensino a Distância (EAD), sejam compartilhadas e discutidas, com a participação do Departamento Nacional do Senac. “A Câmara é um espaço de diálogo e troca de experiências”, disse o coordenador da CBÓptica, André Roncatto, presidente do Sindióptica-RS. “Vamos aproveitar a reconhecida qualidade do Senac e, juntos, construir o melhor modelo para o nosso setor”.
A informalidade também é uma grande fonte de preocupação para os empresários. Manoel da Silva Filho, presidente do Sindióptica-MT, apresentou um relato da situação em seu Estado e na cidade de Cuiabá. Segundo ele, além do comércio ambulante, que vende produtos de procedência ilegal, as óticas estão sofrendo também uma concorrência cada vez maior de relojoarias, joalherias e outros tipos de lojas, que estão aviando receitas sem o devido amparo legal. “Estamos buscando soluções no âmbito legislativo e, no caso do comércio de produtos contrabandeados, um trabalho coordenado com a Polícia Federal e a Secretaria da Fazenda”, disse Manoel Filho.
André Roncatto citou a experiência do trabalho integrado do Sindióptica-RS com a Fecomércio gaúcha na criação de um comitê voltado para o combate à informalidade, que tem beneficiado não apenas o setor óptico. “Reunimos as autoridades diretamente envolvidas nos municípios e realizamos ações conjuntas para coibir a informalidade”, explicou o coordenador da Câmara.
Outros destaques da reunião da CBST em 18/04/2016:
Status do projeto Ver para Aprender nas Empresas – Irlando Tenório Moreira e Roberto Vilhena, do Sesc-DN, informaram que o guia do programa está sendo reestruturado e a metodologia adaptada, para que até julho possa ser apresentada a proposta de levar este importante programa de educação e saúde visual, hoje voltado para as escolas, também para as empresas.
Campanhas do Sindióptica-RS – Roberto Tenedini apresentou o trabalho realizado para combater duas práticas médicas que vêm prejudicando o setor óptico gaúcho: a indicação de marcas para as lentes e a indicação de óticas. Composta de cartazes, folders, anúncios e spot de rádio, a campanha tem dado bons resultados, segundo Tenedini, executivo do Sindicato.
Legislação – Cristiane Soares, da Assessoria de Gestão das Representações (AGR), e Douglas Pinheiro, da Assessoria Legislativa (Apel), ambos da CNC, fizeram uma atualização das principais matérias regulatórias e legislativas, como a criação do Grupo de Trabalho da ABNT que vai tratar da atualização das normas do setor, ainda em fase de definição, e os Projetos de Lei nº 5554/2015 e nº 4008/2015, aguardando pareceres e a instalação das comissões no Congresso.