Inovação transforma destinos e amplia a competitividade do turismo brasileiro

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Desenvolvimento de novos produtos, inteligência de mercado, tecnologia e empreendedorismo estão entre as propostas para tornar a atividade turística mais dinâmica, diversificada e conectada às novas demandas dos visitantes

Em um cenário de mudanças aceleradas no comportamento dos consumidores, inovar deixou de ser apenas vantagem competitiva e passou a ser uma condição para o desenvolvimento do turismo. O eixo estratégico Inovação, reunido na publicação Políticas Públicas de Turismo – Propostas e Recomendações, do Sistema CNC-Sesc-Senac, propõe estimular novos produtos, serviços, experiências e modelos de negócio capazes de ampliar a atratividade dos destinos e gerar mais valor para os territórios.

A proposta de desenvolvimento de novos produtos turísticos está presente em 25 unidades da Federação. A recomendação é desenvolver experiências alinhadas à vocação territorial e ao potencial de geração de valor de cada destino, contribuindo para diversificar a oferta turística e fortalecer sua competitividade.

A estratégia prevê a disponibilização de inteligência de mercado, diretrizes nacionais e apoio técnico-financeiro para orientar a criação de produtos e experiências. A intenção é aproximar as características e potencialidades de cada território das novas demandas do mercado, ao mesmo tempo em que se amplia a capacidade de diferenciação dos destinos.

Esta matéria integra uma série de conteúdos dedicada aos sete eixos estratégicos das propostas e recomendações de políticas públicas para o turismo brasileiro, documento entregue aos presidenciáveis e candidatos das Eleições 2026. A agenda reúne diretrizes para fortalecer e ampliar a competitividade do setor, organizadas nos eixos Acessibilidade, Mobilidade, Criatividade, Inovação, Tecnologia, Marketing e Segurança, considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável da atividade turística no País.

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Tecnologia e inteligência

A inovação também está diretamente relacionada às transformações do mercado global. O chamado Turismo 5.0 combina uso intensivo de dados, hiperconectividade, personalização das experiências, inovação tecnológica, sustentabilidade e integração digital.

Nesse contexto, o visitante contemporâneo está mais informado, exigente e conectado. Serviços eficientes, experiências autênticas, infraestrutura qualificada, acessibilidade, segurança e compromisso socioambiental passam a integrar as expectativas de quem viaja. Assim, a competitividade de um destino depende não apenas de seus atrativos naturais e culturais, mas também de sua capacidade de planejar, gerir e inovar.

As propostas defendem, por isso, investimentos em pesquisa e desenvolvimento no turismo, por meio de parcerias com startups e outros integrantes do ecossistema de inovação. A aproximação deve contribuir para a educação empreendedora, a criação de soluções inovadoras e o desenvolvimento de novos modelos de negócio.

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Diversificação para gerar valor

A inovação se conecta ainda à economia criativa e à diversificação da oferta turística. O desenvolvimento de experiências diferenciadas pode agregar valor aos destinos, estimular a inovação, reduzir a sazonalidade e aumentar a capacidade de atração de diferentes públicos.

As recomendações também destacam que a inovação precisa estar apoiada em condições estruturais adequadas. Infraestrutura urbana, serviços essenciais, circulação e integração entre destinos são elementos que influenciam a experiência do visitante e criam condições para que novos produtos turísticos possam prosperar.

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Uma agenda construída de forma participativa

A agenda de inovação integra um conjunto mais amplo de recomendações elaboradas com base em um processo nacional de construção de políticas públicas. Pelo menos 850 instituições participaram da iniciativa, que também contou com a contribuição de 32 entidades nacionais representativas da cadeia produtiva do turismo, responsáveis pela elaboração e assinatura das propostas nacionais.

Elaborada no âmbito do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Agenda reúne recomendações voltadas ao fortalecimento da competitividade dos destinos, à atração de investimentos e à promoção do desenvolvimento econômico e social.

A efetivação das recomendações também incorpora as contribuições das 27 unidades da Federação, construídas durante as oficinas do programa Vai Turismo – Rumo ao Futuro, iniciativa nacional da CNC voltada ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento da competitividade do turismo brasileiro.

Nos últimos anos, o Sistema CNC-Sesc-Senac intensificou sua atuação em temas considerados centrais para o futuro do setor, entre eles sustentabilidade, inovação, transformação digital e responsabilidade social. A abordagem parte da compreensão de que o turismo contemporâneo exige planejamento, integração institucional e visão estratégica.

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Inovar para acompanhar o crescimento

As propostas foram criadas em um momento de expansão da atividade turística no País. Em 2025, o turismo brasileiro alcançou seu melhor desempenho dos últimos 14 anos, representando cerca de 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB), impulsionado pelo crescimento do turismo doméstico e pelo recorde de 9,3 milhões de turistas internacionais.

Diante desse cenário, a inovação ganha papel estratégico, além de acompanhar as transformações do mercado, a capacidade de criar novos produtos, incorporar tecnologia, utilizar inteligência de mercado e fortalecer o empreendedorismo. Esse eixo estratégico pode ajudar os destinos brasileiros a transformar suas vocações territoriais em experiências competitivas, diversificadas e capazes de gerar valor econômico.

Leia a íntegra do documento aqui.

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