Criatividade impulsiona identidade e competitividade dos destinos turísticos

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Propostas do Sistema CNC-Sesc-Senac defendem protagonismo de comunidades e empreendedores locais e fortalecimento da economia criativa para ampliar a competitividade do turismo brasileiro

Em um mercado turístico cada vez mais orientado pela busca por experiências autênticas, criatividade e valorização da cultura local ganham espaço como instrumentos para diferenciar destinos e fortalecer seu potencial competitivo. É nessa perspectiva que a criatividade figura entre os eixos estratégicos prioritários apontados pelo Sistema CNC-Sesc-Senac para o desenvolvimento do turismo brasileiro.

Reunidas na publicação Políticas Públicas de Turismo – Propostas e Recomendações, as propostas foram apresentadas aos pré-candidatos à Presidência da República durante a Agenda dos Presidenciáveis 2026. Elaborada no âmbito do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Agenda reúne recomendações voltadas ao fortalecimento da competitividade dos destinos, à atração de investimentos e à promoção do desenvolvimento econômico e social.

O documento destaca que a criatividade e a valorização dos ativos culturais locais são elementos centrais para a diferenciação dos destinos no mercado global. Em sintonia com diretrizes internacionais de desenvolvimento territorial sustentável, o fortalecimento da economia criativa pode contribuir para a construção de experiências capazes de atender às expectativas do chamado Turista 5.0, interessado em conexões genuínas com a cultura, a identidade e o modo de vida de cada destino.

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Protagonismo local

Uma das propostas apresentadas é fomentar, em escala nacional, o protagonismo de comunidades e empreendedores locais na construção de experiências turísticas. A recomendação prevê a adoção de diretrizes, metodologias e mecanismos de apoio que valorizem a identidade cultural, estimulem a participação social e favoreçam soluções autênticas e enraizadas nos territórios.

A iniciativa busca colocar os próprios atores locais no centro da criação e da estruturação de produtos turísticos, aproximando a oferta das características e dos modos de vida de cada destino. A valorização desses ativos pode contribuir para transformar manifestações culturais, saberes e identidades locais em experiências turísticas com maior capacidade de diferenciação.

Economia criativa como vetor de desenvolvimento

Outra frente defendida na Agenda é o estímulo à economia criativa como vetor de desenvolvimento. A proposta prevê a implementação de programas de estruturação de produtos turísticos, com apoio técnico e financeiro, para qualificar, posicionar e ampliar a competitividade dos destinos.

A medida parte do entendimento de que criatividade não se limita à criação de novas experiências, mas também pode contribuir para estruturar e qualificar aquilo que cada território já possui. Com apoio adequado, empreendedores e comunidades podem ampliar a capacidade de transformar seus ativos culturais em produtos turísticos mais estruturados e competitivos.

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Uma Agenda construída de forma participativa

As recomendações nacionais resultam de um processo amplo de construção. Pelo menos 850 instituições participaram do ciclo de elaboração das propostas, que contou ainda com a contribuição de 32 entidades nacionais representativas da cadeia produtiva do turismo. Essas organizações estiveram à frente da elaboração das recomendações nacionais e assinam o documento.

A Agenda também incorpora as prioridades identificadas nas 27 Unidades da Federação durante as oficinas do programa Vai Turismo – Rumo ao Futuro, iniciativa nacional da CNC voltada ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento da competitividade do turismo brasileiro.

A consolidação das propostas estaduais permite identificar os temas mais recorrentes nos debates realizados em todo o País. Entre as recomendações relacionadas à criatividade, foram contabilizadas 49 ocorrências, considerando a soma das aparições de temas repetidos.

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Criatividade entre as prioridades dos Estados

Duas recomendações se destacaram no levantamento estadual. A criação de programas que envolvam comunidades e empreendedores locais na construção de produtos e experiências turísticas, destacando protagonismo e identidade cultural e gerando soluções autênticas e enraizadas no território, foi priorizada por 26 Unidades da Federação.

A proposta de estimular a economia criativa como vetor de desenvolvimento e implementar programas de estruturação de produtos turísticos, com apoio técnico e financeiro para qualificar, posicionar e ampliar a competitividade dos destinos, apareceu entre as prioridades de 23 estados.

Os números mostram a convergência entre as demandas identificadas regionalmente e a Agenda Nacional apresentada pelo Sistema CNC-Sesc-Senac.

O eixo da criatividade se conecta, assim, a uma visão de turismo que reconhece o território e suas comunidades como partes essenciais da experiência do visitante. A valorização dos ativos culturais locais, associada ao estímulo à economia criativa e ao apoio à estruturação de produtos, integra uma estratégia para ampliar a competitividade sem dissociá-la das características de cada destino.

Em um cenário de expansão da atividade turística brasileira, a Agenda apresentada pela CNC coloca a criatividade entre os caminhos para transformar identidade cultural e participação local em oportunidades de desenvolvimento. Em 2025, o turismo brasileiro alcançou seu melhor desempenho dos últimos 14 anos, representando cerca de 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB), impulsionado pelo crescimento do turismo doméstico e pelo recorde de 9,3 milhões de turistas internacionais.

Leia a íntegra do documento aqui.

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