Em palestra no Innovation Day, economista defende redução da carga tributária, desburocratização e incentivos ao empreendedorismo
A segunda palestra do Innovation Day, evento da Semana S para empresários, realizado em Florianópolis, foi ministrada pelo economista, ex-ministro de Minas e Energia e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Economia Adolfo Sachsida. Sua apresentação teve como tema “Brasil em Perspectiva: economia, reformas e ambiente de negócios”.
O evento é de realização do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Santa Catarina e que acontece simultaneamente em todos os Estados do País, com organização dos Sistemas locais.
Durante a palestra, Sachsida destacou a importância de ações que trazem facilidades à população e ao empresariado, como redução da carga tributária, digitalização de serviços, sustentabilidade fiscal e zelo com as contas públicas.
“Um dos caminhos para resolver a deterioração fiscal do País é buscar receitas extraordinárias que não incidam em aumento de tributos e também trabalhar em concessões, aprimoramento de marcos legais e na desburocratização de serviços públicos”, reforçou Sachsida.
Outro ponto destacado foi a necessidade da desburocratização e incentivos para empreendedores, inclusive do comércio: “quando um empreendedor quer instalar uma nova loja em um município, ele encontra dificuldades, quando na verdade deveria ser incentivado a abrir seu negócio, gerar empregos e movimentar a economia local”.
Na continuação da palestra, Sachsida expôs dados sobre o endividamento de famílias e empresas do Brasil, ressaltando que a solução deve passar pelo poder público, com a diminuição da carga tributária e incentivos à geração de empregos, empreendedorismo e movimentação da economia.
Para encerrar, Sachsida trouxe uma reflexão: “o único lugar onde dez anos passam em dois segundos é no cinema. Mudanças exigem tempo e preparação, e devemos estar prontos”. Após a explanação, o palestrante respondeu a perguntas do público sobre assuntos contemporâneos, como a revogação da “taxa das blusinhas” e os impactos negativos que a ação pode trazer ao comércio nacional.