Fundo Amazônia – As florestas brasileiras desempenham importantes funções sociais, econômicas e ambientais, por meio da oferta de uma variedade de bens e serviços e cerca de 60% do território nacional é coberto por vegetação nativa, distribuída nos seis biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal. Recentemente, a Alemanha e a Noruega suspenderam parte dos repasses financeiros para ações de proteção ambiental na Amazônia (Fundo Amazônia), em represália à atual orientação da política ambiental brasileira. Em seus dez anos de existência, o Fundo Amazônia captou doações no montante de R$ 3,4 bilhões, sendo US$ 1,3 bilhão (93,8%) proveniente da Noruega; US$ 68,1 milhões (5,7%), da Alemanha; e US$ 7,7 milhões (0,5%), da Petrobras. O Fundo Amazônia conta com uma estrutura de governança composta por dois comitês, dos quais fazem parte representantes do governo federal, dos governos dos estados da Amazônia Legal, da sociedade civil (organizações não governamentais, povos indígenas e setor empresarial) e da comunidade científica. Após a decisão do governo federal de paralisar as ações do Fundo Amazônia, sob a justificativa de que teria encontrado supostas irregularidades na condução do programa pelo BNDES, os maiores estados da região Norte passaram a buscar parcerias diretas com doadores internacionais para financiar ações de combate ao desmatamento. A Amazônia é riqueza e orgulho de todos os brasileiros, e o esforço na construção de um modelo de desenvolvimento para a região que concilie progresso e conservação é o mesmo que acompanha a história de todas as sociedades humanas em sua evolução.
A concentração aumenta – As idiossincrasias do Brasil determinam problemas de natureza estrutural de longa data, os quais são inerentes ao funcionamento da economia e em conformidade com o perfil da estrutura produtiva instalada. Por extensão, as características salientam-se na conjuntura econômica recessiva. Nesse contexto, as dificuldades de saída da crise – desde 2014 até o momento – têm levado a uma situação de desemprego massivo, crescimento da pobreza e deterioração das condições do mercado em virtude da forte desigualdade entre os trabalhadores, seus rendimentos e qualificações. O aumento da concentração na distribuição da renda mina relativamente as possibilidades de crescimento mais equitativo da economia em decorrência da exclusão, pois restringe o acesso maior de consumidores ao mercado de bens e serviços, limitando o crescimento econômico equitativo e inclusivo.
Mercado aumenta sua expectativa de crescimento do PIB – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (16/08), a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu, pela segunda semana consecutiva, para 3,71%. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,19% para agosto, 0,20% para setembro e 0,27% para outubro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,22%, 0,18% e 0,22%, respectivamente. A mediana das projeções dos analistas para o IPCA de 2020 manteve-se em 3,90%, pela quinta semana seguida; e, para 2021, a estimativa é de 3,75%. Já para 2022, a inflação esperada é de 3,50%.