No E agora, Brasil?, Senac é elogiado em debate sobre Educação

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Educação foi o tema da terceira edição do ano da série de debates E agora, Brasil?, promovida pelos jornais O Globo e Valor Econômico com patrocínio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os convidados para o encontro, realizado em 14 de maio de 2019, foram o alemão Andreas Schleicher, presidente do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), e Mozart Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, dois dos maiores especialistas do setor, que veem a questão educacional brasileira com grandes desafios pela frente, mas também com um grande potencial de transformar a realidade do País. O Senac foi mencionado pelo trabalho de qualidade realizado na educação profissional.

“O Brasil tem todas as condições de avançar nos seus indicadores”, disse Andreas. “Mas será preciso buscar um modo de pensar e agir diferente. Quando você quer que o aluno pense por ele mesmo, desenvolva habilidades que vão além do cálculo e da leitura, vai ter que oferecer um modelo diferente”, completou.

Atenção à qualidade na aplicação dos recursos

Para o especialista alemão, apesar de os recursos serem importantes, é necessário determinar e acompanhar melhor a forma como o dinheiro é aplicado. “Há países que gastam menos ou igual ao Brasil, mas alcançam resultados melhores. É fundamental ver a Educação, principalmente nos níveis mais básicos, como um investimento do país.  Foi assim em países como Indonésia e China, que estão alcançando grandes resultados. Mas não é apenas pelo desempenho em cálculo ou leitura, mas também pelo ambiente que estimula a criatividade e a interação interpessoal. São as demandas e desafios das sociedades atuais”, afirmou Andreas, destacando a valorização do papel dos professores como fundamental nesse processo.

Mozart Ramos, com uma extensa trajetória acadêmica, tendo sido reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), disse que o Brasil tem dificuldade de fazer as escolas funcionarem em rede, compartilhando experiências bem-sucedidas que diminuiriam os desníveis e as desigualdades no ensino. “Há também um distanciamento entre a educação básica e o ensino superior. Nossa formação é muito teórica e pouco prática. Precisamos criar mecanismos que atendam às necessidades do século XXI, que incluam, por exemplo, o uso do ensino a distância. Acredito em um modelo híbrido, aproveitando o melhor do ensino presencial e do EAD. Temos boas experiências, o que falta é o Brasil aprender com o Brasil”, enfatizou Mozart.

Reconhecimento ao trabalho do Senac

O Senac foi mencionado em duas perguntas dos participantes, pela atuação no campo da educação profissional, reconhecido por Mozart como um trabalho de qualidade. Uma dessas intervenções foi do secretário executivo do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, Eraldo Alves da Cruz, que lembrou a contribuição do Senac para a formação de profissionais que ajudam no desenvolvimento do setor. Mozart disse que o bacharelado em Gastronomia da UFPE só foi possível pela contribuição do Senac. “Isso me dá a oportunidade de homenagear o presidente Josias Albuquerque, uma referência para mim, uma grande inspiração e que está fazendo muita falta”, ressaltou.

Representando o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o diretor da Confederação e presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-RJ, Antonio Florencio Queiroz, destacou o empenho da entidade em apoiar o diálogo e a discussão sobre os temas de maior relevância para o País. “A Educação brasileira foi aqui tratada com profundidade e conhecimento. Ficamos felizes com a oportunidade do debate e com as citações e o reconhecimento do Senac por sua atuação estratégica na formação profissional, em Pernambuco e em todo o Brasil”, afirmou Antonio Florencio.

       

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