O inverno é uma estação de oportunidades para o comércio. É momento de aproveitar a queda da temperatura para investir em produtos específicos e de maior valor agregado que fomentam as vendas do setor. Faltando poucos dias para a nova estação, que inicia oficialmente em 21 de junho, cresce o otimismo com a possibilidade de expansão das vendas no período. A temporada de frio impacta, de forma positiva, 69,1% do comércio de tecidos, vestuário e calçados de Minas Gerais, como aponta a pesquisa Vendas de Inverno – Opinião do Empresário/2019, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio-MG.
Entretanto, o otimismo dos empresários diminuiu na passagem de 2018 para 2019. Enquanto no último ano 58,4% dos empresários esperavam vendas melhores, neste ano apenas 40,5% esperam aumento no volume vendido. No mesmo sentido, o percentual de empresários que aguardam uma piora nas vendas subiu 23,6 pontos percentuais.
O economista-chefe da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, destaca que esse pessimismo está amparado pelo clima de incertezas, pelo relato de baixo fluxo de clientes nos estabelecimentos e, na visão desses empresários, pela perspectiva de uma temporada de frio menos intensa do que no último. “Considerando os fatores econômicos, o ambiente de incertezas tem gerado uma queda na confiança dos agentes econômicos, contribuindo para a estagnação da atividade econômica e a piora nas perspectivas”, disse.
Visando às oportunidades de negócio, 86,1% dos empresários investiram ou pretendem investir em novos produtos, 80,5% em divulgações e propaganda e 12% na contratação de funcionários temporários. Entre aqueles que vão promover ações na loja para atrair o consumidor, 51,4% apostarão em publicações nas redes sociais, campanhas, eventos no estabelecimento e exposições em feiras, enquanto 31,9% vão realizar as tradicionais promoções e liquidações.
Para 65,8% dos empresários entrevistados, o consumidor deve gastar entre R$70,00 e R$300,00 com produtos da loja. Em sua maioria, o comércio espera por vendas a prazo: 70,4% comprarão produtos de forma parcelada no cartão de crédito e 20,2% no crediário/carnê.