Sumário Econômico 1565

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PIB cresce pelo segundo ano seguido, mas ainda está 4,4% abaixo do nível pré-crise – Em 2018, a economia brasileira cresceu 1,1% em relação ao ano anterior, de acordo com dados das contas nacionais divulgados em 28/02 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de consolidar a tendência de recuperação da economia no País, as marcas deixadas pela última recessão ainda custarão a ser apagadas.

PIB cresce pelo segundo ano seguido, mas ainda está 4,4% abaixo do nível pré-crise – Em 2018, a economia brasileira cresceu 1,1% em relação ao ano anterior, de acordo com dados das contas nacionais divulgados em 28/02 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de consolidar a tendência de recuperação da economia no País, as marcas deixadas pela última recessão ainda custarão a ser apagadas. Nos anos de 2015 e 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro acumulou perda de 7,0%, encontrando-se, ao final do último trimestre de 2018, 4,4% abaixo do nível verificado antes da crise. A percepção da CNC é de que as condições que propiciaram a retomada do crescimento econômico no ano passado estão minimamente preservadas, mas ainda há espaço para a queda das taxas dos juros, dado o patamar atual confortavelmente baixo da meta de inflação. Considerando um cenário ao final do ano no qual a inflação esteja próxima a 3,85%, a CNC revisou de +2,4% para +2,3% sua expectativa de crescimento da economia brasileira para 2019. Essa alta deverá ser impulsionada pelo consumo das famílias (+2,6% ante 2018).

Percentual de famílias com dívidas aumenta em fevereiro de 2019 – O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 61,5% em fevereiro de 2019, o que representa um aumento em relação aos 60,1% observados em janeiro de 2019. Também houve redução em relação a fevereiro de 2018, quando o indicador alcançou 61,2% do total de famílias. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também aumentou em fevereiro de 2019 na comparação com o mês imediatamente anterior, passando de 22,9% para 23,1% do total. Houve diminuição, porém, do percentual de famílias inadimplentes em relação a fevereiro de 2018, que havia registrado 24,9% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes também aumentou na comparação mensal, passando de 9,1% em janeiro para 9,2% do total em fevereiro de 2019. O indicador havia alcançado 9,7% em fevereiro de 2018.

A reforma previdenciária e a diferença de gêneros – A reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro busca reduzir muitas distorções e dirimir incorreções a fim de que seja possível atuar no presente visando a atingir o futuro, desarmando uma bomba-relógio anunciada mais para a frente, a qual comprometerá as finanças públicas e a capacidade de investimento do setor público. Caso seja aprovada, estima-se uma economia de R$ 1,1 trilhão ao longo de dez anos no País. A proposta da reforma pretende equiparar as idades mínimas no magistério e na área rural para 60 anos. Isso porque, segundo representante do Ministério da Economia, essas profissões são consideradas como exercício da função e não de gênero. A despeito da batalha parlamentar que será aprovar a reforma previdenciária, nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) conclui que o Estado deveria primeiramente concentrar em tratar as questões das desigualdades dos gêneros, que ainda são altas. Isso ocorreu nos países centrais. Para depois, então, aumentar gradativamente a idade de aposentadoria feminina, até a equiparação.

O emprego no turismo em janeiro de 2019 – Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em janeiro do corrente ano, a economia brasileira gerou 34.313 novos empregos. Um bom sinal, pois o dado fica perto de 10% diante do resultado negativo das demissões líquidas, havidas em dezembro, de 340.962. No desempenho conjuntural de ritmo lento, as atividades turísticas fecharam 5.126 postos. Segundo pesquisa mensal realizada pela CNC, com base em 67 classes e subclasses da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) de atividades predominantemente turísticas do Caged, esse saldo de janeiro praticamente dividiu ao meio o resultado de todo o exercício de 2018 (+11.162). Na pesquisa da CNC, poucas unidades da Federação registraram saldo positivo. A criação de vagas concentrou-se no Sul e no Centro-Oeste, ressaltando-se Santa Catarina (+613), Mato Grosso (+404) e Distrito Federal (+246). São Paulo (-3.592) e Rio de Janeiro (-1.001) fizeram os maiores ajustes de pessoal por serem mais populosos e ricos, mercados maiores e mais movimentados.

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