Sumário Econômico 1498

Compartilhe:

Destaque da edição:

Destaque da edição:

Avanços tecnológicos e sobrevivência – Nas conjunturas de crise, como a que o Brasil está atravessando atualmente, todas as empresas sofrem algum abalo ou danos, especialmente as de menor porte, que são mais vulneráveis do que as médias e grandes, com estrutura capaz de melhor adaptarem-se às flutuações dos negócios. De um modo geral, todos são atingidos: os governos perdem arrecadação, as indústrias reduzem a produção, o comércio e os serviços diminuem as vendas, e o mercado de trabalho encolhe, com o consequente aumento do desemprego da mão de obra e da renda dos trabalhadores. Nesse contexto, os lucros são reduzidos e caem os investimentos, gerando um círculo vicioso de recessão, em que a perda de ganho de um setor afeta os demais e vice-versa. A conjuntura recessiva cria certo darwinismo empresarial, em que os mais fortes se adaptam, se fortalecem e sobrevivem. As indústrias e os setores de serviços são os que primeiro e com maior intensidade sofrem os efeitos das crises. Mas o comércio, também, acaba sendo afetado.

Mercado de trabalho: Estado do Rio de Janeiro registrou o pior desempenho do País – Saldo negativo do Estado representou 35% dos cortes ocorridos no primeiro semestre. Trabalhadores ligados à construção civil foram os mais afetados. De acordo com dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos seis primeiros meses de 2017, o saldo entre admissões e desligamentos de trabalhadores formais no Brasil ficou positivo em 67.358 postos de trabalho. Entretanto, no Rio de Janeiro, o saldo na geração de vagas formais continua altamente negativo. De janeiro a junho deste ano, o mercado de trabalho celetista fluminense eliminou 65.582 postos de trabalho, sendo, portanto, do ponto de vista do emprego, o estado onde a crise nacional e, principalmente, a local ainda produzem impactos preocupantes.

Mercado espera deflação nos índices da FGV – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (04/08), a mediana das expectativas para o IPCA deste ano aumentou pela terceira vez e alcançou 3,45%, continuando a tendência de alta das últimas semanas e mostrando uma taxa maior do que a previsão de 3,38% de quatro semanas passadas. Contudo, segue abaixo do limite superior da meta de inflação e da taxa de 6,29% realizada em 2016. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,16% para julho e 0,35% para agosto deste ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,11% e 0,26%, respectivamente, valores próximos, contudo abaixo, dos estimados pelo mercado. A projeção para o IPCA de 2018 mostra estabilidade, permanecendo em 4,20%, também pela terceira semana.

Retomada em compasso de espera – A trajetória do volume de crédito na economia brasileira mostra inflexão em 2014, quando atingiu o pico (R$ 3,2 trilhões). Quando a economia adentrou no ciclo recessivo, o estoque tendeu a reduzir-se devido ao enfraquecimento das forças de mercado. Em 2015, atingiu R$ 3,106 trilhões e, no ano seguinte, R$ 3,08 trilhões. Os números apontam o uso do crédito como uma ferramenta importante na vida das pessoas físicas e jurídicas, uma vez que o acesso a esses recursos possibilitam consumo, vendas, investimentos, produção e lucro, fazendo o dinheiro circular.

Prorrogado o prazo da consulta pública do CTF/APP – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) prorrogou o prazo da consulta pública sobre o projeto de revisão do enquadramento das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais do Cadastro Técnico Federal (CTF/APP) até o dia 18 de agosto de 2017. O objetivo é receber contribuições que permitam aperfeiçoar a regulamentação do tema. O CTF é um dos instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981) que tem por objetivo a preservação, a melhora e a recuperação da qualidade ambiental.

Leia mais

Rolar para cima