Destaque da edição:
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Saques nas contas do FGTS já injetaram R$ 7,2 bilhões no varejo – Do total de R$ 16,6 bilhões sacados das contas inativas entre março e abril deste ano, 43% chegaram ao varejo. De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os recursos decorrentes dos saques nas contas inativas do FGTS geraram um impacto positivo de R$ 7,2 bilhões nas vendas do comércio varejista brasileiro nos meses de março e abril deste ano. No acumulado do bimestre, esse valor corresponde a 43% do montante sacado (R$ 16,6 bilhões, segundo informações da Caixa Econômica Federal) e equivale a 6,2% das vendas bimestrais nos segmentos positivamente impactados.
Comércio exterior de bens e de serviços ajuda alguns setores a diminuir os impactos da crise – O setor externo, no que diz respeito à Balança Comercial, é uma das variáveis com desempenho favorável na conjuntura macroeconômica. Para 2017, espera-se que o superávit comercial esteja entre US$ 55 e 60 bilhões, no entanto, os resultados atuais das transações de bens com o exterior mostram a dependência das exportações de commodities. Os valores recordes do saldo comercial têm sido promovidos por exportações crescendo a taxas maiores do que as importações desde janeiro do ano corrente. Enquanto os valores das vendas externas cresceram 19,6% entre janeiro e maio deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2016, o valor das importações aumentou em 9,4%. Esse movimento de altas, entretanto, é recente. Desde março de 2015 até o fim de 2016, tanto valores mensais de exportações quanto de importações experimentaram quedas sucessivas, com maior expressão as reduções das importações.
Mercado espera novos cortes na Selic – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (30/06), a mediana das expectativas para o IPCA deste ano recuou para 3,46%, continuando a tendência de queda das últimas cinco semanas, taxa menor do que a previsão de 3,90% de quatro semanas passadas. Continuando abaixo do limite superior da meta de inflação e da taxa de 6,29% realizada em 2016. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de -0,15% para junho e 0,18% para julho deste ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de -0,27% e 0,06%, respectivamente, valores bem abaixo dos estimados pelo mercado. A projeção para o IPCA de 2018 também mostra queda, reduzindo para 4,25%. Na última reunião do Copom, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida em 1 ponto e alcançou 10,25%. A próxima reunião deste ano será nos dias 25 e 26 de julho, quando o mercado espera um corte de menor intensidade, 0,75 ponto, alcançando 9,50%. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2017 é de 8,50%, ou seja, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance patamar de um dígito. Para 2018, a mediana é ligeiramente menor, de 8,25%.
Agropecuária II – No Sumário anterior, vimos que a agricultura tem sido esteio do crescimento porque as exportações têm crescido e o setor vem gerando empregos. A produção em 2017 será maior do que no ano passado, e com o mercado em desaquecimento o excedente de oferta contribuirá para a perda de fôlego da inflação, até por conta da deflação dos alimentos. Com relação à pecuária, depois de mais de uma década sem o Brasil conseguir vender para os Estados Unidos, as exportações foram reativadas ano passado. Agora a nova suspensão das importações norte-americanas de carnes bovinas frescas (in natura) oriundas do Brasil produzirá efeitos que por ora são uma incógnita. Isso porque muitos países tomam como referência a fiscalização dos Estados Unidos para realizarem as suas compras. Enquanto a média mundial de reação positiva à vacina da febre aftosa é de 1%, a carne brasileira exportada apresentou 11%. A decisão americana potencializa prejuízos para os exportadores, manchando a imagem do País no mercado internacional.