Destaque da edição:
Confiança das famílias mostra maior evolução anual da série
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Confiança das famílias mostra maior evolução anual da série
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou queda de 0,2% na avaliação mensal e aumento de 11,1% em relação a maio de 2016. O índice total ainda permanece em um nível menor que 100 pontos, abaixo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual. O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou piora de 1% na comparação mensal; e o daquelas com renda acima de dez salários mínimos apresentou aumento de 3,2%. O índice das famílias mais ricas está em 89,5 pontos; e o das demais, em 75,4 pontos. Os índices abertos por faixa de renda também continuam abaixo dos 100 pontos.
Queda inédita na venda de alimentos interrompe sequência positiva do varejo
Apesar de registrar recuperações em três dos dez segmentos do setor e perdas menos acentuadas no comparativo anual, vendas encerraram o primeiro trimestre com queda de 2,5%. CNC mantém projeção de 2017 em +1,5%. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje (11/05) pelo IBGE, o volume médio de vendas do varejo recuou 1,9% no mês de março em relação ao mês anterior, já considerados os ajustes sazonais – resultado que interrompeu uma sequência de quatro altas consecutivas nessa base comparativa. Cinco dos dez segmentos pesquisados registraram alta no mês com destaque para os ramos de móveis e eletrodomésticos (+6,1%) – que registrou seu melhor resultado em 15 meses – e de materiais de construção (+2,7%). A reação em dois segmentos onde o tíquete médio não é tão elevado quanto, por exemplo, no comércio automotivo coincide com o avanço de 6,5% no crédito concedido às pessoas físicas naquele mês – a maior variação mensal em seis anos.
Resultados de abril indicam manutenção da descompressão dos preços
Os últimos resultados dos índices de preços indicam manutenção do processo de desaceleração da inflação em 2017. Tanto o IPCA como seu índice prévio registraram descompressão em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse processo tende a se intensificar, refletindo um cenário benigno para os preços ao longo do ano. O IPCA-15 – prévia do índice utilizado no regime de metas de inflação – apresentou alta de 0,21% no mês de abril, contra +0,15% em março. A inflação registrou o resultado mais baixo para o mês desde o ano de 2006. O resultado divulgado pelo IBGE ficou abaixo da média de 0,27% estimada pelos analistas. No ano, o índice apresentou elevação de 1,22%, abaixo da elevação de 3,32% do mesmo período do ano anterior. No acumulado em 12 meses, a inflação acusou alta de 4,41%, abaixo dos 4,43% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. É a primeira vez que o IPCA fica abaixo de 4,5% desde agosto de 2010, nessa base de comparação.
Mudanças nos negócios
Os tempos de crise não são bons. As recessões geram insatisfação, incertezas e queda dos rendimentos. As vendas encolhem; caem os lucros; dependendo da intensidade, os preços tendem a estabilizar ou deflacionar; os trabalhadores perdem força negociadora e assim os salários sofrem perdas; aumenta-se o risco dos investimentos e inúmeros empreendimentos são encerrados. A conjuntura recessiva cria certo darwinismo empresarial. Nos negócios, sobrevivem as mais fortes, em geral as grandes, aquelas empresas preparadas, que possuem boa reciprocidade com o sistema bancário, apresentam gorduras para queimar e têm nichos de mercado cativos, não sendo tão suscetíveis a enfrentar períodos de crise. Para a empresa permanecer funcionando no ambiente econômico, isso vem sendo analisado em seus diversos aspectos pela literatura gerencial. A imensa bibliografia a respeito da gestão estratégica e da administração ensina através de inserção de novos conceitos, bem como de novos modelos de negócio, propostas de criação de valor ao consumidor e entendimento sobre o que vem acontecendo com as inovações, tendências de consumo e soluções para mitigar carências e problemas visando satisfazer necessidades dos consumidores.