Sumário Econômico 1480

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Destaque da edição:

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Reação no final de 2016 não impediu queda anual recorde no setor de serviços – Primeiro avanço bimestral do volume de receita do setor de serviços em mais de três anos não evitou o pior desempenho do setor em seis anos (-5,0% ante 2015). O setor de serviços encerrou 2016 com queda de 5,0% no volume de receitas na comparação com o ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (15/02) pelo IBGE. O setor, que já havia sofrido sua primeira queda em 2015 (-3,6%), registrou, assim, seu pior desempenho anual desde o início da série histórica iniciada em 2012 (+4,3%). Nos dois anos seguintes, as variações foram de +4,1% e +2,5%. Os destaques negativos de 2016 ficaram por conta de segmentos que se comportam como termômetros do nível de atividade e dos investimentos, tais como transportes (-7,6%) e serviços administrativos e complementares (-5,5%). Já os serviços prestados às famílias (-4,4%) registraram perda menor do que a de 2015 (-5,3%). Serviços de informação e comunicação (-3,2%) e o grupo outros serviços (-2,8%) – que engloba atividades imobiliárias, de reparação e alguns serviços públicos – apuraram retração menor que a média.

Percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas em atraso aumenta em fevereiro de 2017 e alcança o maior patamar desde janeiro de 2010 – O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 56,2% em fevereiro de 2017, o que representa uma alta em relação aos 55,6% observados em janeiro de 2017, a primeira após quatro meses consecutivos de queda. Contudo, o indicador ficou abaixo dos 60,8% de fevereiro de 2016. Acompanhando a alta do percentual de famílias endividadas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também aumentou em fevereiro de 2017, na comparação mensal, de 22,7% para 23,0% do total. Em fevereiro de 2016, esse indicador havia alcançado 23,3% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, por sua vez, apresentou alta em ambas as bases de comparação, alcançando 9,8% em fevereiro de 2017, ante 9,3% em janeiro de 2017 e 8,6% em fevereiro de 2016. Foi o maior patamar desse indicador desde janeiro de 2010.

IPCA registra o menor resultado para fevereiro desde 2000 – O IPCA – índice utilizado no regime de metas de inflação – registrou a menor variação para o mês de fevereiro desde o ano 2000. O índice apresentou alta de 0,33% no mês, contra +0,38% em janeiro. No ano, o índice apresentou elevação de 0,71%. No acumulado em doze meses, a inflação acusou alta de 4,76%. É a primeira vez que o IPCA fica abaixo de 5% desde junho de 2012 nessa base de comparação. Tal resultado se deu principalmente pela combinação de menor aceleração dos preços dos alimentos devido às safras robustas, além da continuidade da fraca atividade e da apreciação da taxa de câmbio. O melhor comportamento da inflação no período tende a levar o índice em direção ao centro da meta.

Mercado espera PIB positivo para este ano – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (10/03), a mediana das expectativas para o IPCA deste ano foi reduzida para 4,19%, menor do que a previsão de 4,47% de quatro semanas passadas. Continuando abaixo do limite superior da meta de inflação e da taxa de 6,29% realizada em 2016. Seguindo esta tendência, outros índices de inflação também tiveram redução em suas estimativas para este ano, como o IGP-DI (4,51%) e o IGP-M (4,62%). No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,27% para março e 0,44% para abril deste ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,19% e 0,45%, respectivamente, valores próximos aos esperados pelo mercado e menores do que na semana anterior. A projeção para o IPCA de 2018 mostra estabilidade, permanecendo em 4,50%.

Dia Mundial da Água – Água suficiente e segura é disponibilizada para atender às necessidades básicas de todas as pessoas. Os recursos hídricos e a gama de serviços providos por esses recursos contribuem para a redução da pobreza, para o crescimento econômico e para a sustentabilidade ambiental. Desde a segurança alimentar e energética até a saúde humana e ambiental, a água contribui para as melhorias no bem-estar social e no crescimento inclusivo, afetando os meios de subsistência de bilhões de pessoas. A demanda hídrica global é fortemente influenciada pelo crescimento da população, pela urbanização, pelas políticas de segurança alimentar e energética e pelos processos macroeconômicos, tais como a globalização do comércio, as mudanças na dieta e o aumento do consumo. Segundo Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, em 2050, prevê-se um aumento da demanda hídrica de 55%, principalmente devido à crescente demanda do setor industrial, dos sistemas de geração de energia termoelétrica e dos usuários domésticos.

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