Destaque da edição:
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A importância da reforma da Previdência – A Previdência Social, em nosso país, é baseada no modelo de participação segundo o qual são as contribuições dos trabalhadores da ativa, bem assim a dos empregadores, que custeiam as respectivas aposentadorias e pensões. Todavia, esse modelo está em franco conflito com a dinâmica demográfica, que nos mostra uma expansão do número de idosos mais rápida que a dos trabalhadores na ativa. Dessa forma, o sistema caminha para um fatal desequilíbrio financeiro. A aposentadoria precoce, conjugada com a elevação sistemática da expectativa de vida, é uma equação que leva à insolvência do sistema, como vem acontecendo no Brasil. O sistema nacional tem, pelo menos, dois defeitos inaceitáveis: 1) permite a aposentadoria precoce, que conduz igualmente a um número insuficiente de anos de contribuição; e 2) é abundante em isenções e privilégios inconcebíveis do ponto de vista do necessário equilíbrio financeiro.
Crédito representa 48,7% do PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro tiveram queda de 1,0% em janeiro deste ano contra o mês imediatamente anterior, após crescimento em dezembro e novembro de 2016. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 48,7% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em janeiro de 2017, a variação foi de -3,9%, 10,0 p.p. abaixo da variação de +6,1% observada no mesmo período do ano anterior. Os empréstimos baseados em recursos livres somaram R$ 1,5 bilhão, 24,3% do PIB e 49,8% do saldo total do crédito. Na comparação mensal, houve recuo de 1,5%, contrário aos resultados positivos de +0,3% em novembro de 2016 e +0,5% em dezembro de 2016. Na análise mensal, os empréstimos para pessoas físicas apresentaram estabilidade, foram melhores que a média geral (-1,0%), enquanto os empréstimos para pessoas jurídicas foram piores, com variação de -3,2%. Na comparação em 12 meses, o recuo dos empréstimos livres foi de 5,1%. Esta queda foi influenciada pela retração de 10,7% nos empréstimos para pessoa jurídica, enquanto os empréstimos para pessoa física evoluíram em 0,6% positivamente.
Inflação 2016 – A maior deterioração da economia doméstica, com expressiva contração da atividade no ano de 2016, respondeu pela maior parte da desaceleração da inflação no período. Tanto os índices que captam os preços no atacado quanto ao consumidor registraram perda de força no ano passado. Apesar da desaceleração, a inflação ainda se manteve em um patamar acima da média dos últimos anos. Os IGPs (Índices Gerais de Preços) apresentaram variações abaixo de 2015. O IGP-M e o IGP-DI – índices com mesma metodologia, divergindo somente nos períodos de coleta – elevaram 7,2% e 7,1%, resultado inferior ao ano anterior, com alta de 10,5% e 10,7%, respectivamente. O índice utilizado no regime de metas de inflação pelo Banco Central – IPCA – apresentou alta de 6,3% em 2016, a menor alta anual em três anos. Tal resultado se situou abaixo do teto da meta, que é de 6,5%. No ano anterior, o índice atingiu elevação de 10,7%. A recessão da economia doméstica, aliada à ausência do realinhamento de algumas tarifas públicas ocorridas em 2015 e à valorização do real frente ao dólar, levou o índice a novamente se situar dentro dos intervalos da meta.
Inovar sempre – Num mundo onde a única certeza é a de que a inovação é o caminho para se manter vivo no mercado em constante mudança, as empresas cada vez mais necessitam se reinventar, procurando aproveitar oportunidades para inovar. Se não fizerem isso a máxima, nenhuma boa ideia resiste à má implementação e a um serviço ruim, o que pode conduzir ao fracasso da inovação e/ou da organização. Para que uma inovação possa vir a ser proposta, ao menos três questões devem ser respondidas: É mercadologicamente desejável? É tecnologicamente possível? É comercialmente viável, escalável e replicável? No mundo em transformações aceleradas, as organizações também precisam observar o foco do cliente, ter a percepção do que este precisa. Esta é a simetria da observação que pode redundar no sucesso de qualquer inovação. Quando se tem o foco do cliente, o desenvolvimento da inovação busca gerar valor para o usuário/cliente do produto ou serviço. Afinal, produtos têm preço, mas são os benefícios que possuem valor. Assim, o valor gerado pode ser definido pelo mercado e de acordo com o desejo do cliente.
Avaliação da conformidade – O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), entidade executiva do governo federal, é o gestor do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), obedecendo às políticas públicas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) que, por sua vez, é tecnicamente assessorado pelo Comitê Brasileiro de Avaliação da Conformidade (CBAC). Com a promulgação da norma brasileira ABNT NBR ISO/IEC 17000, em 31 de outubro de 2005, esta passou a ser a melhor forma para apresentação dos conceitos, definições, vocabulário e princípios gerais da Avaliação da Conformidade (AC). Segundo esta norma, a AC é a “demonstração de que os requisitos especificados relativos a um produto, processo, sistema, pessoa ou organismo são atendidos”. Subentende-se que qualquer avaliação feita para verificar se um objeto atende a requisitos preestabelecidos encaixa-se neste conceito. Entretanto, há que se distinguir a avaliação da conformidade feita pontualmente daquela feita sistematicamente, que é o campo da avaliação da conformidade.