A Comissão Especial da Reforma Trabalhista (PL 6787/2016) receberá os presidentes das seis principais centrais sindicais – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral de Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) – na terça-feira (7/3) e os dirigentes das maiores confederações patronais – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Confederação Nacional da Indústr
A Comissão Especial da Reforma Trabalhista (PL 6787/2016) receberá os presidentes das seis principais centrais sindicais – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral de Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) – na terça-feira (7/3) e os dirigentes das maiores confederações patronais – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Confederação Nacional de Serviços (CNS) e Federação Brasileira de Bancos (Febraban) – na quarta-feira (8).
Para o relator na comissão, deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), essas audiências serão importantes para ouvir os principais impactados pelas mudanças que o Executivo quer implantar. “Acho que quem tem a possibilidade de nos municiar com subsídios, com argumentos, com contribuições que, certamente, vão aperfeiçoar o projeto e vão esclarecer e melhorar o debate são aqueles diretamente envolvidos no processo permanente de negociação, de ajuste. E representando as duas partes que são os trabalhadores e os empregadores.”
A maior parte das centrais participou do anúncio oficial no Palácio do Planalto, em dezembro de 2016. A CUT, porém, se recusou a ir ao evento. Segundo a entidade, a mudança do projeto permitiria a negociação ser feita com um representante dos trabalhadores nas empresas com mais de 200 empregados e dispensaria o apoio sindical.
Os representantes dos empresários falarão à comissão na quarta-feira (8) à tarde.
Na quinta-feira (9) pela manhã (9h), a comissão ouvirá outros seis convidados para falar sobre o direito do trabalho urbano. Virão representantes da Justiça do Trabalho, de advogados trabalhistas, do setor universitário e da indústria de máquinas e equipamentos.
Reforma mais ampla
Rogério Marinho afirmou que poderá ampliar a abrangência do projeto em seu relatório. Segundo ele, dois pontos devem entrar: o fim do chamado imposto sindical e a redução de processos na Justiça do Trabalho. “Vamos aproveitar esse momento para debatermos outros pontos que são igualmente importantes e têm gerado conflitos e dificuldades em nossa economia relativos à lei do trabalho.”
Na última reunião do colegiado, o presidente, deputado Daniel Vilela, do PMDB goiano, afirmou que haverá 16 audiências públicas de terças a quintas-feiras antes da apresentação do relatório de Marinho. A audiência da terça-feira será a terceira do colegiado e o relatório deve ser apresentado em meados de abril.