Destaque da edição:
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O resgate lento do comércio varejista – A atual crise da economia brasileira atingiu o comércio ainda no segundo semestre de 2014, a partir de quando o setor passou a registrar perdas trimestrais consecutivas no nível de atividade. As inconsistências nas políticas macroeconômicas praticadas a partir de 2013 foram responsáveis pelos resultados negativos do varejo: políticas intervencionistas nos preços de bens e serviços, bem como no preço do câmbio. O ambiente de deterioração dos preços acelerou o movimento de alta nas taxas de juros e a recessão econômica, que se tornou um problema urgente a ser enfrentado. Esse quadro deflagrou a crise fiscal, constatada a insustentabilidade da trajetória do endividamento com déficits crescentes da dívida pública.
Vendas do varejo fecham 2016 com quedas históricas – Apesar da perda de força da inflação na segunda metade do ano, o crédito caro e restrito, o mercado de trabalho fraco e a confiança ainda em patamares baixos aprofundaram as perdas ao longo de 2016. O volume de vendas do varejo acumulou queda de 8,7% em 2016, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (14/02) pelo IBGE. Esse foi o pior resultado anual do setor na série histórica ampliada iniciada em 2004. No conceito restrito – que conta com oito dos dez ramos do varejo –, registrou-se outro recorde negativo, com retração de 6,2% em relação a 2015. Ambos os resultados, portanto, fizeram de 2016 o ano mais fraco do varejo em termos de volume de vendas.
Brexit: “Soft” ou “Hard”? – No dia 23 de junho de 2016, o Reino Unido realizou um plebiscito para decidir sobre sua permanência na União Europeia (EU). A população ficou dividida e o resultado foi acirrado: 52% votaram a favor da Brexit (saída do Reino Unido da UE), contra 48% que votaram pela permanência. O mundo recebeu o resultado com certa perplexidade, a libra esterlina desvalorizou-se, as bolsas de valores caíram, previsões catastróficas sobre os impactos econômicos da decisão surgiram de várias fontes. Mas, passados pouco mais de três meses, nada de concreto aconteceu. O governo da primeira-ministra Theresa May informou que acionará o Artigo 501 do Tratado de Lisboa em março de 2017, em uma estratégia de ganhar tempo para definir o que a própria Grã-Bretanha pretende para sua relação futura com a Europa – o que parece longe de estabelecido – e com o resto do mundo. Há uma infinidade de possíveis acordos entre as partes sendo discutidos e, embora não existam definições definitivas, eles podem ser vagamente classificados como opções “hard” (dura) ou “soft” (suave) para o Brexit.