Sumário Econômico 1475

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Destaque da edição:

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Comerciantes menos pessimistas do que há um ano – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 95,7 pontos em janeiro, ante os 99,1 pontos apurados em dezembro. Na série com ajuste sazonal, o índice caiu 2,3%, após uma sequência de sete aumentos consecutivos. Em relação a janeiro de 2016, o Icec aumentou 18,4%, sétima taxa positiva nesta base de comparação. Os três subíndices que compõem a confiança dos comerciantes registram queda neste início de ano: a avaliação das condições correntes, -6,0%, as expectativas de curto prazo, -1,4%, e as intenções de investimentos do comércio, -0,6%.

Mercado espera IPCA de 4,50% apenas em 2018 – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (20/01), a mediana das expectativas para o IPCA deste ano foi reduzida pela terceira vez, alcançando 4,71%, menor do que a previsão de 4,85% de quatro semanas passadas. Continuando abaixo do limite superior da meta de inflação e da taxa de 6,29% realizada em 2016. Seguindo esta tendência, outros índices de inflação também tiveram redução em suas estimativas para este ano, como o IGP-DI (5,16%) e o IGP-M (5,35%). No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,53% para janeiro e 0,60% para fevereiro deste ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 0,56% e 0,65%, respectivamente, valores próximos aos esperados pelo mercado e aumentando pela segunda semana. A projeção para 2018 mostra estabilidade, permanecendo em 4,50%. Na primeira reunião do Copom de 2017, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida para 13,00%, redução de 0,75 ponto. A próxima reunião deste ano será nos dias 21 e 22 de fevereiro, quando o mercado espera novo corte de 0,75 ponto na taxa.

Inadimplência recua em dezembro – Foi divulgado pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) o balanço do fechamento de inadimplentes em 2016, que encerrou dezembro com 58,3 milhões de pessoas com o nome sujo. Considerando o mês anterior com 58,5 milhões de inadimplentes, houve uma queda de 200 mil, o que corresponde a 0,41%. Este retrocesso ocorreu pelos recursos aplicados do 13º salário. Comparado com dezembro do ano anterior, o indicador progrediu em 1,44%, mas, de acordo com o SPC e a CNDL, é a menor variação desde o início da série histórica. Em janeiro de 2016, o País atingiu um total de 57,6 milhões de inadimplentes, uma elevação de 700 mil consumidores negativados. O cenário econômico conturbado não tem favorecido o pagamento de dívidas, por conta do achatamento da renda, do aumento do desemprego e da inflação de 6,29% no ano, abaixo do teto da meta de 6,5%.

Empreender Mais Simples – Em janeiro do corrente ano, o governo concedeu às MPEs mais uma medida de política econômica de apoio ao segmento, visando atender a demandas em tempos difíceis caracterizados pela diminuição das vendas, pelas dificuldades de acesso ao crédito e pelo elevado endividamento por parte das empresas e das famílias. Assim como na primeira medida, o governo reiterou a preocupação com a suscetibilidade das MPEs diante da conjuntura recessiva, por serem empresas frágeis que mais necessitam de vantagens comparativas, bem como de tratamento diferenciado em relação às médias e às grandes. A primeira medida em favor das MPEs em 2017 veio do final do ano passado. A Lei Complementar nº 155/2016 implementou ampla reforma no Simples Nacional, em que boa parte dos dispositivos somente vai entrar em vigor no começo de 2018, como o novo teto do faturamento. Entretanto, um dos pontos que já passaram a viger imediatamente é a extensão do prazo para pagamento dos débitos fiscais de 60 meses para 120 meses. A estimativa das autoridades com o alongamento das dívidas é beneficiar 600 mil empresas hoje optantes do regime tributário do Simples Nacional.

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