Destaque da edição:
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CNC espera recuo de 6,5% nas vendas do comércio em 2016 – Após resultado negativo do comércio, a CNC mais uma vez revisou a expectativa de queda de 6,0% para 6,5% no volume de vendas do varejo restrito. A manutenção da elevada taxa de juro real e a fragilidade do mercado de trabalho vêm impactando o comportamento do varejo. Descontados os efeitos sazonais, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro no conceito restrito recuou 0,8% entre os meses de setembro e outubro, de acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje (13/12) pelo IBGE. As quedas de 0,3% no segmento automotivo e de 4,0% no de materiais de construção levaram o varejo ampliado a registrar a oitava queda do ano (-0,3% em relação a setembro).
Mercado espera novo corte na Selic em 2017 – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (09/12), a mediana das expectativas para o IPCA foi reduzida pela quinta vez, alcançando 6,52%, menor do que a previsão de 6,84%, de quatro semanas passadas. Continua ligeiramente acima do limite superior da meta de inflação, entretanto abaixo da taxa de 10,67% realizada em 2015. A projeção para 2017 também mostra desaceleração, reduzindo para 4,90%. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,52% para dezembro e 0,62% para janeiro do próximo ano. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,47% e 0,63%, respectivamente, valores próximos aos esperados pelo mercado. Na última reunião do Copom deste ano, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida para 13,75%. A próxima e primeira reunião de 2017 será nos dias 10 e 11 de janeiro, quando o mercado espera novo corte de 0,50 ponto na taxa. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2017 foi de 10,50%, ou seja, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida.
Balança comercial – Nas duas primeiras semanas de dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 865 milhões, representando melhora em relação ao número registrado no mesmo período de 2015. No mesmo sentido, acumulado no ano, as exportações brasileiras superaram as importações, resultando em um saldo positivo de US$ 44,14 bilhões. O acumulado até o momento é maior que o superávit registrado na balança comercial de todo o ano passado (US$ 19,69 bilhões). Comparando as médias de exportação das duas primeiras semanas de dezembro com o mesmo período de 2015, houve queda de 9,8%, em virtude da redução nas vendas de produtos básicos (-16,9%) e manufaturados (-11,1%). Em relação aos produtos semimanufaturados, o aumento foi de 9,8%. Nas importações, o valor foi 17,8% acima da média de dezembro de 2015, em razão do aumento de gastos, principalmente, com cereais e produtos de moagem (+128,1%), equipamentos eletroeletrônicos (+58,3%) e veículos automóveis e partes (+47,5%).
MPE Benefício Tributário – Constituir e depois levar adiante uma empresa no Brasil não é tarefa fácil, no dia a dia. Apesar da disposição empreendedora do brasileiro, tornar-se empresário significa matar um leão por dia. Conspiram contra inúmeros fatores, como os enfrentamentos que o cidadão tem para registrar, abrir e montar uma empresa. Diante do volume de coisas a fazer, a situação transforma o empresário em um Hércules. Afinal, são muitos os labirintos da burocracia, das repartições, dos órgãos e dos sistemas que necessita percorrer e acessar. Somado ao custo de abertura, aos emolumentos e às taxas para cumprimento das normas e das certidões, tem-se o prolongado tempo para que todas as exigências sejam satisfeitas, não bastasse o custo do dinheiro, um dos mais caros do mundo. Em muitos casos, se considerado em adição o custo de aluguel, condomínio, e outras taxas, pode-se pressupor a diferença abissal entre a quantidade de ideias e de projetos que não conseguiram sair do plano ou do papel e o número de negócios que efetivamente acontecem.
Levantamento do Tribunal de Contas da União sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Federal nº 12.305/10, tem sido o mais novo instrumento para a preservação do meio ambiente, que tem por finalidade minimizar os impactos causados pelos resíduos derivados dos meios de produção e consumo de inúmeros produtos. A PNRS no Brasil ganhou destaque no debate como fundamental para o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos catadores de materiais recicláveis e para a criação do conceito de responsabilidade compartilhada. Por meio desse pensamento, toda a cadeia produtiva é responsável pela gestão dos resíduos. Porém, os desafios para sua implementação, consubstanciados pelos acordos setoriais, são grandes, principalmente os relacionados aos investimentos que necessitam ser feitos nessa área. O prazo para o fim dos lixões era 2014 e agora está agendado para 2018.