A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) promoveu, em 1° de dezembro, o 8º Seminário de Direito do Trabalho, que teve a presença de profissionais da área jurídica para debater as transformações que têm pautado o mercado de trabalho do Brasil e do mundo.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) promoveu, em 1° de dezembro, o 8º Seminário de Direito do Trabalho, que teve a presença de profissionais da área jurídica para debater as transformações que têm pautado o mercado de trabalho do Brasil e do mundo.
A edição deste ano abordou o tema “Atuação sindical e autonomia da vontade” em painéis sobre conceitos relevantes para o cotidiano das empresas do comércio de bens, serviços e turismo. “Levando em conta a nova realidade do mercado e experiências inovadoras, devemos trocar conhecimentos e incentivar o diálogo, a fim de adequarmos melhor o nosso setor ao cenário atual”, destacou o presidente do Sistema Fecomércio-MG, Lázaro Luiz Gonzaga, na abertura do evento.
Após apresentar a palestra “O mundo do trabalho em transformação: perspectivas nacionais e internacionais”, a assessora Jurídica da Presidência da Fecomércio-MG, Tacianny Machado, acrescentou que o grande desafio do direito do trabalho hoje é absorver e harmonizar as necessidades de empregados e empresas diante da tecnologia, atualizada constantemente. “É preciso procurar formas de atender a essa nova realidade. Há mais de 100 milhões de processos no Judiciário, e temos que buscar mais autonomia para solucionar conflitos”, enfatizou.
O papel da negociação coletiva e da atuação sindical foi o tema de outro painel, “Negociação coletiva – tendências e desafios”, que teve a participação do vice-presidente da Fecomércio-SP, Ivo Dall’Acqua, do presidente do Conselho de Administração do Instituto Mundo do Trabalho, Célio Pereira Oliveira Neto, e do advogado da Divisão Sindical da CNC, Roberto Lopes.
O segundo painel, com a analista do TRT/MG Mirella Karen de Carvalho, abordou o “Direito Processual – O novo CPC e as implicações no processo do trabalho”.
A terceira mesa, que tratou da “Mediação e novas formas de solução de conflitos coletivos”, contou com o juiz Antônio Gomes, titular da 45ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, e a advogada Fernanda Maria Dias de Araújo Lima, diretora-presidente da Fundação Nacional de Mediação e Conflitos. “A legislação, hoje, praticamente fica presa à Justiça. Porém, o setor público não tem condições de reconhecer todas as realidades de cada segmento. Se as entidades sindicais fizerem com que os órgãos do trabalho se sensibilizem das particularidades da sua área, teremos bons resultados”, destaca Gomes.