Destaque da edição:
Destaque da edição:
Queda da atividade econômica perde força no primeiro trimestre – Inflação menor e perspectiva de redução da taxa de juros levam a CNC a revisar de -3,9% para -3,5% a expectativa para o PIB em 2016. O Produto Interno Bruto encolheu 0,3% no primeiro trimestre de 2016, em re¬lação aos três últimos meses do ano passado, segundo dados divulgados em 1º/06 pelo IBGE. Apesar de negativa, essa variação, que expurga os efeitos sazonais, aponta a menor queda no ritmo de atividade econômica desde o último quarto de 2014 (+0,2%). Pela terceira vez nos últimos quatro trimestres, todos os grandes setores da economia apresentaram retrações, com destaque para a indústria (-1,2%). Sob a ótica da demanda, as maiores quedas ocorreram na formação bruta de capital fixo (-2,7%) e nas importações (-5,6%). O consumo das famílias, agregado que responde por mais de 60% da economia, registrou recuo de 1,7%, o maior desde o segundo trimestre de 2015 (-2,1%). A queda de 5,4% do PIB em relação ao mesmo trimestre do ano passado foi menos acentuada do que a da leitura anterior (-5,9% na comparação entre o quarto trimestre de 2015 e os três últimos meses de 2014). Dentre os grandes setores, a indústria (-7,3%) foi o maior destaque negativo pelo oitavo trimestre seguido. Os demais setores (agro¬pecuária e serviços) oscilaram -3,7%. Do ponto de vista das despesas, os investimentos voltaram a decepcionar, variando -17,5% em relação ao mesmo período de 2015, sobressaindo negativamente frente aos demais agregados desde abril de 2014. O consumo das famílias recuou de for¬ma menos intensa no primeiro trimestre de 2016 (-6,3% contra -6,8% no final do ano passado). Castigado pelos reflexos da crise sobre o mercado de trabalho, o comércio voltou a amargar forte perda (-10,7%) nessa base comparativa, sendo o maior destaque negativo dentre os subsetores que compõem o PIB pelo oitavo trimestre consecutivo.
• Produção industrial desacelera queda – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial cresceu 0,1% em abril deste ano, após crescimento de 1,4% no terceiro mês de 2016. Em abril de 2015, houve uma queda de 1,5% em relação a março. Desde o início do ano passado, este foi o quinto mês com avanço. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Além deste aumento, a Indústria extrativa mostrou aceleração de 1,3%. Este foi o segundo resultado positivo neste ano. Enquanto a de Transformação acelerou 0,2%, contrariando a tendência negativa iniciada em junho e contribuindo com o crescimento de 2,0% realizado em março. Houve queda na maioria das categorias de uso analisadas, sendo Bens de consumo duráveis o maior destaque (-4,4%). As únicas exceções foram para Bens de capital, onde houve crescimento de 1,2%, e Bens intermediários (+0,5%). Apesar destes valores positivos, na comparação com abril de 2015 houve uma queda de 7,2%, menos negativa do que a taxa de março (-11,5%) e continuando a tendência negativa observada desde dezembro de 2013. Assim como na análise anterior, a Indústria de transformação, com recuo de 5,8%, não foi a principal influência, pois a Indústria extrativa obteve uma retração de 15,7%. Em ambos os casos, houve continuidade de suas tendências. Ligeiramente diferente do observado na comparação anterior, quando consideramos o mesmo período do ano anterior, todas as categorias de uso recuaram, com Bens de capital mostrando o segundo maior resultado negativo (-16,5%), logo após Bens de consumo duráveis, com retração de 23,7%.
• Portos e ação da iniciativa privada – A adoção do novo marco legal para o setor portuário, em 2013 – a chamada Nova Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013) –, ocorreu de uma maneira que, na prática, vem se mostrando limitada, no sentido de estabelecer consenso entre os diversos setores atuantes (ex¬portadores, importadores, companhias de navegação, operadores de terminais e prestadores de serviço), como também gerou dezenas de questões legais, que atrasaram de forma preocupante o pro¬cesso de licitação e concessão de novos terminais privados. Considerando o setor como estratégico no processo de retomada do crescimento econômico, a CNC vem participando, no âmbito da Comissão Portos, do esforço institucional privado junto ao governo brasileiro – em diferentes esferas – estabelecendo as seguintes prioridades, elencadas no Plano de Ação 2016-2018: Plano de Ação 2016-2018. Os nove temas elencados a seguir, plenamente alinhados à política portuária empresarial da entidade, são prioritários na elaboração e execução do cronograma operacional de atividades da comissão, sem prejuízo de eventuais adequações e atualizações que se mostrem necessárias.
• XVIII Fórum Nacional – Nos dias 17, 18 e 19 de maio, aconteceu a XXVII versão do Fórum Nacional, como sempre no BNDES-RJ. Após abertura apoteótica, com a presença da Orquestra Sinfônica Brasileira, o evento presidido por João Paulo dos Reis Velloso transcorreu como de costume. Sendo que, desta vez, o ex-ministro do Planejamento dos anos 1970 marcou um golaço. Na parte da tarde do primeiro dia para discutir o painel Definindo a Economia e a Indústria que se Quer para o País, compareceram à sede do banco cinco governadores (RS, SC, RJ, MG e AL) e o secretário da Fazenda de São Pau¬lo. Em contrapartida à importância das autoridades, frustrou o rigor do tempo cronometrado dado para cada um. Havia muito a ser discutido. Principal¬mente com as mudanças de rumo na gestão da economia brasileira, quando a maioria dos Estados tem as finanças combalidas. E, como era de esperar, todos os governadores ali presentes rela¬taram, na medida do tempo possível, os problemas que vêm enfrentando e que se convergem na escassez de recursos para poder realizar os investimentos necessários que tanto a sociedade exige. O secretário de Fazenda de SP manifestou que a Lei de Responsabilidade Fiscal deveria vir com uma nova legislação, para que fosse mais eficiente; reconheceu que há muita rigidez nos gastos públicos; e para enfrentar a crise falta flexibilidade – para cortes de gastos. Assim, criou o termo rotas de escape, dizendo que não há definição legal para superar situações como a atual.
• Vídeos sobre eficiência energética – Da geração de energia ao seu consumo final. A Eficiência energética significa a busca por melhoria constante na utilização dos insumos energéticos. Para o consumidor final, isso significa a utilização racional e inteligente da energia, implicando a diminuição do valor das contas. Este procedimento, além do fator econômico, permite aos agentes do setor elétrico (empresas de geração, transmissão e distribuição) aumentar a oferta de energia de forma barata e sustentável. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) disponibiliza, no canal do YouTube, sete vídeos sobre eficiência energética. O estímulo a projetos para a redução do consumo de energia, atualmente, é uma das importantes iniciativas desenvolvidas pelo ministério. Produzidos em parceria com o Progra¬ma das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os vídeos abordam de maneira didática temas como etiqueta¬gem de eficiência energética, auditoria e gestão energéticas de edifícios, apresentação da plataforma ProjetEEE, além de incluir o sistema complementar de aquecimento solar de água. De acordo com a Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, os vídeos são importantes materiais de apoio às capacitações oferecidas, ao longo de 2016 e 2017, aos setores públicos e privados, bem como material para a disseminação e divulgação dos resultados do Projeto 3E.