O preocupante crescimento da dívida pública interna brasileira foi o tema discutido na reunião do Conselho Técnico da CNC, em 12 de abril, no Rio de Janeiro. O conselheiro convidado a abordar o assunto foi o chefe da Divisão Econômica da Confederação, Carlos Thadeu de Freitas. Segundo o economista da CNC, que foi também diretor do Banco Central, o atual momento traz dúvidas, incertezas e tensões para os detentores de títulos públicos.
O preocupante crescimento da dívida pública interna brasileira foi o tema discutido na reunião do Conselho Técnico da CNC, em 12 de abril, no Rio de Janeiro. O conselheiro convidado a abordar o assunto foi o chefe da Divisão Econômica da Confederação, Carlos Thadeu de Freitas. Segundo o economista da CNC, que foi também diretor do Banco Central, o atual momento traz dúvidas, incertezas e tensões para os detentores de títulos públicos.
“Houve um crescimento vertiginoso da dívida pública nos últimos anos”, observou Carlos Thadeu. “Estamos de novo em uma situação crítica, com previsão de que a dívida possa chegar a 80% do PIB brevemente”, completou, alertando para a insustentabilidade deste cenário, em função do desequilíbrio fiscal. “As despesas públicas estão aumentando, enquanto as receitas caem, afetadas pelo cenário econômico.”
Para Carlos Thadeu, qualquer que seja o desdobramento da crise política que o Brasil atravessa, será preciso priorizar o reequilíbrio das contas públicas. “Com a realização de algumas reformas as coisas poderão mudar radicalmente”, avaliou o economista.
O consultor Econômico da Presidência da CNC, Ernane Galvêas, destacou que, somente em 2016, a dívida pública interna deve crescer em R$ 790 bilhões. “É isso que indica um caminho perigoso, a possibilidade de o governo não ter condições de continuar rolando a dívida e pagar os papeis que estão no mercado”, afirmou Galvêas, que foi ministro da Fazenda de 1980 a 1985 e presidente do Banco Central por duas vezes.