Sumário Econômico 1442

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Destaque da edição:

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Mercado espera nova queda na indústria em 2016 – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial retraiu 2,5% em fevereiro deste ano, após crescimento de 0,4% no primeiro mês de 2016. Em fevereiro de 2015, também houve queda em relação a janeiro, entretanto com uma variação menos intensa, de -0,4%. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Apesar desta queda, a indústria extrativa mostrou aceleração de 0,6%. Este foi o primeiro resultado positivo depois de quatro meses seguidos de recuo. Enquanto a de transformação recuou 2,8%, seguindo a tendência negativa iniciada em junho e ao contrário do crescimento de 0,6% realizado em janeiro. Houve queda na maioria das categorias de uso analisadas, sendo bens de consumo duráveis o maior destaque (-5,3%). A única exceção foi para bens de capital, onde houve crescimento de 0,3%. As estimativas do último relatório Focus disponibilizado pelo Banco Central (1º/04) mostram uma mediana de -5,80% para o crescimento da indústria este ano, ou seja, esperando-se uma nova queda para o setor em 2016. Apesar de negativo, este resultado é melhor do que a redução de 8,3% ocorrida em 2015. Entretanto, ainda é pior do que o resultado de 2014 (-3,0%). Para 2017, a previsão é de que o setor se recupere, com crescimento de 0,69%.

 

Outras matérias:

Na contramão da crise – A CNC mapeou mais de 600 profissões e identificou aquelas que cresceram, mesmo em meio à atual crise econômica. Atividades ligadas à agropecuária e aos serviços pessoais são os destaques. O maior número de vagas criadas no período em análise se deu entre os trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações (71,5 mil postos), seguidos pelos operadores de telemarketing (27,5 mil) e recepcionistas (25,4 mil). Essas profissões têm em comum o fato de serem características do setor de serviços. Aliás, o setor terciário se destacou entre as profissões com maior empregabilidade, uma vez que atividades típicas da prestação de serviços de alimentação, saúde e cuidados pessoais figuram entre aquelas com maior geração de vagas. Além dos serviços, a agropecuária, setor que vem sobressaindo no cenário econômico brasileiro nos últimos anos, também se destacou em ramos de atuação como fruticultura e agricultura de pequeno porte. As características predominantes dessas profissões mostram que, 10 das 15 atividades contempladas na lista anterior possuem predominância feminina. Esse atributo também se reflete no contingente de profissionais em atuação nessas profissões – 66,6% das pessoas ocupadas nessas atividades são do sexo feminino.

Comércio eletrônico e ICMS – A Emenda Constitucional nº 87/2015, que trata da repartição do ICMS entre estados vendedores e compradores, nas operações de comércio eletrônico, começou efetivamente a vigorar em 1º de janeiro de 2016, tendo em vista a regulamentação dada pelos Convênios Confaz ICMS 93 e 152. As empresas pagam, mensalmente, todos os tributos em um único documento de arrecadação. Desta forma, o pagamento unificado compreende o IRPJ, a CSLL, o PIS, a Cofins, o IPI, o ICMS, o ISS e o INSS. Ou seja, o pagamento do ICMS já estaria contemplado. No entanto, a nova legislação sobre o ICMS nas transações interestaduais não presenciais para cliente não contribuinte do imposto (comércio eletrônico) não faz qualquer previsão de exceção às empresas ao abrigo do SIMPLES. Assim, vários analistas e organizações entendem que, no caso, se pratica a bitributação, o que desaguou em interposição de Ação Direta de Inconstitucionalidade, pelo Conselho Federal da OAB, que foi liminarmente acolhida no STF em 17 de fevereiro último.

Recessão – A recessão é a pior etapa do ciclo econômico, constituindo-se na baixa do nível de atividade através do aprofundamento da fase anterior – o desaquecimento. Na recessão, desemprego e enfraquecimento da inflação caminham juntos, assim como o desalento e a insatisfação permeiam as preocupações da sociedade. Além de não ser uma boa, a recessão amplia as incertezas, fazendo com que haja maior instabilidade quanto ao futuro. No presente, os seus efeitos refletem-se pela baixa do volume de negócios, depreciação do valor dos ativos, fechamento de empresas, diminuição do lucro e da renda, entre outros. A situação fica mais dramática porque a inflação não cede – embora já emita sinais de adoçamento. Mas se encontra alta e longe da meta para padrões em 12 meses: 9,95% (IPCA-15). E por que a inflação não cede ou cai muito pouco? Não bastasse o desaquecimento do mercado, os preços no ano passado ficaram pressionados pelas tarifas e o dólar. De alguma forma houve indexação, encarregando-se de reproduzir relativa inercialidade, de forma que os repasses realimentaram a inflação, enquanto o PIB caiu. Este fenômeno é conhecido por estagflação.

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