Após primeiro ano de queda, CNC prevê recuo de 2,6% na receita dos serviços em 2016

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O setor de serviços teve a primeira queda no faturamento em 2015, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje, 17 de fevereiro, pelo IBGE. O faturamento do setor apresentou recuo de 3,6% em relação ao ano passado, o menor índice da série histórica iniciada em 2012.

 

O setor de serviços teve a primeira queda no faturamento em 2015, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje, 17 de fevereiro, pelo IBGE. O faturamento do setor apresentou recuo de 3,6% em relação ao ano passado, o menor índice da série histórica iniciada em 2012.

 

Os destaques da queda inédita do volume de receitas em 2015 foram os subsetores de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correios (-6,1%) e os serviços prestados às famílias (-5,3%). Entretanto, os demais subsetores obtiveram, respectivamente seus piores resultados anuais: Serviços de comunicação e informação (0,0%), serviços profissionais administrativos e complementares (-4,3%) e, outros serviços (-9,0%).

 

“Parte da queda reportada pela PMS pode ser atribuída a uma aceleração nos preços dos serviços envolvidos na pesquisa”, afirmou o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Fabio Bentes. “A maior variação de preços dentre os dez grupos de atividades pesquisadas ocorreu no transporte terrestre (+11,6%), seguido por outros serviços prestados às famílias tais como serviços pessoais e de lazer (+8,6%)”, completou Bentes. A queda mais acentuada da receita dos serviços prestados às famílias no quarto trimestre do ano passado (-6,1% ante os três últimos meses de 2014) e, principalmente no grupo transportes (-7,4%) reforçam ainda a percepção de uma queda mais acentuada do PIB no 4º trimestre do ano passado.

 

Para 2016, a CNC estima um recuo menor no setor, -2,6%, em função de projeções menos negativas para o PIB (-3,3% contra -3,8% em 2015, segundo o relatório Focus do Banco Central) para a inflação no ano corrente (-7,6%, ainda de acordo com o relatório do BC).

 

Acesse a análise completa da CNC.

 

 

 

 

 

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