Fecomércio-PE apresenta programa à Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa

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10/10/2019
 
Para debater sobre a importância da independência financeira feminina, especialmente quando a mulher é vítima de violência doméstica, a Fecomércio-PE apresentou à Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe) o Programa de Formação Empreendedora (Forme), uma iniciativa do Instituto Fecomércio que qualifica empreendedores informais e microempreendedores formais, desenvolvendo competências relacionadas às atitudes empreendedoras. 
 
A diretora-executiva do Instituto Fecomércio-PE, Brena Castelo Branco, explicou que, entre outros temas, o Forme, trabalha o autoconhecimento e a autoestima ao preencher lacunas entre a formação acadêmica e o mercado de trabalho. Ela traçou um perfil do empreendedorismo no País, ressaltando que, segundo pesquisa do Sebrae, 51,9 milhões de pessoas entre 18 e 64 anos têm ou estão envolvidas na criação de um negócio. As mulheres respondem por pouco menos da metade (48,7%) dos empreendedores em estágio inicial.
 
O programa é feito na própria comunidade, geralmente à noite, e, embora atenda aos dois gêneros, de acordo com Brena, traz impactos especialmente para a parcela feminina. “A gente não espera formar apenas empresários, mas pessoas com um novo comportamento, conhecimento, habilidade e, principalmente, atitude para um mercado tão difícil para as mulheres. Exige-se delas que sejam mães, como se não estivessem no mercado, e que estejam no mercado como se não fossem mães.”
 
Ex-aluna de uma das turmas do projeto, promovido em Camaragibe, Rosilene Moraes da Silva apresentou o próprio relato de experiência no Forme. “Passei por um processo de violência emocional e, graças a Deus, me libertei. Hoje me encontro numa situação bem diferente. O Forme traz a possibilidade de crescer, se reconhecer e saber todos os recursos que temos para explorar o mundo afora”, disse ela, que, atualmente, trabalha no segmento de costura criativa.
 
A presidente da Comissão da Mulher da Alepe, a deputada estadual Gleide Ângelo (PSB), destacou a importância dos programas de geração de renda para as mulheres vítimas de violência doméstica. “Mulher não apanha porque gosta, ninguém gosta, mas por dependência emocional ou financeira. E quando ela alcança a independência financeira, torna-se mais fácil curar a emocional”, pontuou.
 
A reunião também contou com a participação das vereadoras Aline Mariano (PP), Michele Collins (PP) e Goretti Queiroz (PSC), que integram a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal do Recife. Aline, que defendeu uma maior articulação com o grupo parlamentar da Alepe, contou que o colegiado da Câmara passou a funcionar nesta legislatura. “Precisamos desconstruir a cultura patriarcal e empoderar cada vez mais as mulheres. Quanto mais nos integrarmos, mais ocuparemos espaços de poder e fortaleceremos a luta pelas políticas de gênero”, frisou.
 
Ao fim da reunião, as deputadas Dulcicleide Amorim (PT), Alessandra Vieira (PSDB) e Roberta Arraes (PP) propuseram que o Forme seja realizado, respectivamente, em Petrolina (Sertão do São Francisco), no Polo de Confecções do Agreste e na Região do Araripe.

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