Sumário Econômico 1467

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Destaque da edição:

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Aumento da confiança ainda não indica retomada do consumo – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou elevação de 0,5% na comparação com outubro de 2016 e queda de 2,8% em relação a novembro de 2015. Quatro componentes da pesquisa tiveram variação positiva na comparação mensal. No entanto, o índice ainda permanece em um nível menor que 100 pontos, abaixo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual. Adicionalmente, o nível anual de quatro dos indicadores ainda apresenta forte queda.

Produção industrial mostra crescimento após dois meses de queda – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial teve uma pequena recuperação em setembro deste ano (+0,5%), após duas quedas consecutivas (-0,1% em julho e -3,5% em agosto). Desde o início do ano, este foi o sexto mês de crescimento. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Além deste aumento, a Indústria Extrativa mostrou aceleração de 2,6%. Este foi o quinto resultado positivo neste ano. Enquanto a de Transformação avançou 0,2%, após dois meses seguidos de retração. Houve queda na maioria das categorias de uso analisadas, sendo Bens de Capital o maior destaque (-5,1%). As exceções foram Bens Intermediários, em que houve crescimento de 1,2%, e Bens de Consumo Duráveis, +1,9%. Apesar desses valores positivos, na comparação com setembro de 2015, houve queda de 4,8% (melhor do que a taxa de agosto, -5,0%, e a menos negativa do ano), continuando a tendência negativa observada desde dezembro de 2013. Assim como na análise anterior, a Indústria de Transformação, com recuo de 4,1%, não foi a principal influência, pois a Indústria Extrativa obteve uma retração de 9,2%. Em ambos os casos, houve continuidade de suas tendências negativas. Quando consideramos o mesmo período do ano anterior, todas as categorias de uso recuaram, com Bens de Capital sendo, novamente, o maior destaque (-7,2%). Bens de Consumo Duráveis mostrou o segundo maior resultado negativo (-6,5%). Equipamentos de transporte não industrial foi a atividade com maior queda (-31,5%).

Medidas duras para o Rio – A quase falência do setor público brasileiro praticamente enterra, pelo menos para os anos vindouros, o ciclo de um modelo de gestão da coisa pública que conduz ao exagerado desequilíbrio das finanças. No curso natural do processo, salvo a interrupção de agora, a extensão da situação materializar-se-ia na explosão do déficit e no sobrepeso do que irá recair sobre o setor privado e as famílias. Portanto, a circunstância levaria a um leque de consequências nefastas, dentre as quais a imposição da perda do status presente dos agentes, determinada pela necessidade do ajuste que o setor público vai precisar realizar. Para enfrentar a crise e arrumar as finanças, o Estado Nacional vai ter que agir de maneira austera no uso dos recursos, evitando desperdícios e focando elevar receitas. Para isso, exigindo da sociedade o entendimento sobre o corte de despesas e a quota de contribuição para o aumento de impostos, apesar do desgaste político. Isso porque o ajuste desagrada diversos setores, mexe com interesses políticos e afeta direta e/ou indiretamente todos os segmentos da sociedade.

Seminário Internacional sobre a Qualidade do Ar – Realizado no mês de outubro o Seminário Internacional sobre a Qualidade do Ar, pela Diretoria de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente, que faz parte da estratégia para retomada das discussões sobre as medidas necessárias ao cumprimento dos novos padrões estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização das Nações Unidas (ONU). Os entendimentos entre governo federal, indústria e sociedade civil foram interrompidos em 2014, na reunião do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), órgão responsável por normatizar os níveis das emissões de poluentes no ambiente. O referido seminário faz parte da ação sobre gestão da qualidade do ar, desenvolvida pelo Departamento de Qualidade Ambiental na Indústria, do MMA, no âmbito do projeto Diálogos Setoriais União Europeia-Brasil. Este projeto é coordenado em conjunto pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) – por meio da Direção Nacional do Projeto – e pela Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra), cujo objetivo é contribuir para o progresso e o aprofundamento da parceria estratégica e das relações bilaterais entre o Brasil e a União Europeia, por intermédio do apoio ao intercâmbio de informações entre o Brasil e a União Europeia referente às ações adotadas para o controle da poluição atmosférica, de modo a subsidiar o estabelecimento de novas diretrizes e novos instrumentos, a fim de implementar e pôr em prática o Plano Nacional de Qualidade do Ar Brasileiro.

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