Sumário Econômico 1462

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Destaque da edição:

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O problema fiscal e a solução adequada – Sem dúvida, o grande problema político-econômico do momento é a retomada do equilíbrio fiscal. Há vários anos, o governo vem, crescentemente, gastando em custeio soma muito superior ao que arrecada com tributos e contribuições. Com isso, vem acumulando uma enorme dívida pública, que gera um clima de desconfiança para a população em geral e o empresariado em particular e assusta, sobremodo, os investidores nacionais e estrangeiros. Em 2015, o governo gastou R$ 111,2 bilhões a mais do que arrecadou. Em 2016, esse déficit deverá subir para R$ 170,5 bilhões e, em 2017, estima-se que, com o corte de gastos, essa cifra possa cair para R$ 139 bilhões. A dívida pública bruta, entre 2015 e 2016, deve aumentar cerca de R$ 700,0 bilhões, chegando a 75% do PIB, com previsão de atingir 80% em 2017. Esse é o tamanho da crise fiscal, sem considerar o peso dos juros sobre a dívida pública, que, em 2015, alcançou R$ 501,8 bilhões. Em boa hora, o governo do presidente Michel Temer, com a orientação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defende a correção desse fantástico déficit fiscal mediante um acentuado corte nas despesas orçamentárias da União e dos Estados.

Setor externo – Os resultados do Balanço de Pagamentos do mês de agosto mostram que houve déficit de US$ 579 milhões nas transações correntes, formando um número deficitário acumulado de US$ 25,8 bilhões nos últimos 12 meses, o que representa 1,46% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar do resultado negativo, os números apresentam melhora em relação ao mesmo período de 2015. A conta de serviços também apresentou resultado deficitário de 2,2 bilhões no mês, ainda assim, houve uma redução de 16,1% em relação a agosto do ano passado. A melhora em questão ocorreu em virtude de aumentos nas receitas e despesas brutas. No que diz respeito à conta financeira do Balanço, as captações líquidas superaram as concessões líquidas em US$ 116 milhões. Houve entrada líquida de US$ 7,2 bilhões em investimentos diretos no Brasil, aproximadamente US$ 2 bilhões a mais do que agosto de 2015. O acumulado dos últimos 12 meses mostra, porém, que, até o mesmo mês de 2015, o País tinha recebido US$ 1 bilhão a mais do que o acumulado de 2016.

Evento ACREFI – No dia 16 deste mês, a Associação das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) realizou, na cidade de São Paulo, evento intitulado Orientação Financeira. Mais de cem pessoas tiveram a oportunidade de assistir a palestras a respeito das ações que as empresas vêm fazendo sobre o que é orientação e educação financeiras. Os presentes foram brindados com as seguintes exposições: Kiko Mistrorigo (TV PinGuim); Carlos Henrique Alves (Varejo – Microfinanças do Bradesco); Andre Demarco (Produtos, Serviços e Educação da BM&F Bovespa); e Issac Ferreira (diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do Banco Central). O diretor da TV PinGuim fez um histórico da empresa, destacando o desenho animado Peixonauta – carro-chefe e líder de audiência –, voltado para o universo de crianças entre 2 e 8 anos da TV paga no Brasil, exportado também para dezenas de países e já agraciado com prêmios internacionais. Certos episódios de Peixonauta tratam do uso do dinheiro de maneira lúdica e consciente para que as crianças possam entender a importância e o valor do dinheiro, bem como possam correlacioná-lo com o próprio bem-estar e o do planeta, também.

Passivos ambientais de resíduos industriais – Cada vez mais é significativa a presença do termo passivo ambiental na mídia. O assunto ganha dimensões econômicas, sociais e jurídicas antes inimaginadas. As atividades econômicas e seus efeitos sobre o meio ambiente são questões mundialmente discutidas. Para evitar, compensar ou minimizar seus impactos ambientais negativos, as atividades econômicas potencialmente poluidoras são atualmente objetos de legislações específicas, disciplinadores de procedimentos tecnológicos e operacionais capazes de eliminar ou reduzir poluentes. Além das normas legais, outras recomendações e propostas, ainda sem regulamentação, estão paulatinamente sendo implementadas no sentido de efetiva responsabilidade das obrigações quanto à restauração de danos ao ambiente. O reconhecimento do passivo ambiental é de fundamental importância para a correta avaliação da situação econômico-financeira das empresas de uma forma geral.

Paranaguá e Antonina – Com o objetivo de tornar os portos paranaenses competitivos e atraentes, capazes de receber megacargueiros, com estrutura capaz de escoar importante parcela da produção nacional de grãos e movimentar grandes volumes de granéis líquidos e carga geral, foram realizados significativos investimentos nos últimos cinco anos, somando R$ 511,9 milhões em infraestrutura e logística. Atualmente, outros R$ 428 milhões estão sendo licitados, atingindo um montante de R$ 939 milhões em investimentos. Paranaguá e Antonina em Números: são 3.131 metros de cais comercial; três píeres com seis berços para navios de 200 metros; 21 berços que comportam 15 cais comerciais e quatro dolfins, que somam 225 metros. O canal de navegação tem 15 metros de profundidade, e 23 navios podem ser atendidos simultaneamente. O porto está capacitado para receber megacargueiros, e desde 2015 atracam, semanalmente, navios de 336 metros. Conta com capacidade de armazenagem de 1,5 milhão de toneladas de granéis sólidos para importação; de três milhões de toneladas de granéis sólidos para a exportação; de 974 mil metros cúbicos de granéis líquidos; 19 armazéns e 450 mil contêineres movimentados anualmente (para fins de comparação, Santos movimenta dois milhões de contêineres; e Rio Grande, 430 mil).

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