Enaex 2016 dá nova oportunidade de avanços no comércio exterior

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O lançamento do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2016), a ser realizado em novembro, no Rio de Janeiro, foi marcado por uma espécie de balanço do atual momento do setor no Brasil. E mais do que notícias positivas, o que há, por parte dos empresários, são expectativas sobre os rumos que o governo vem sinalizando tomar para tornar o País mais competitivo na disputa pelos mercados externos.

O lançamento do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2016), a ser realizado em novembro, no Rio de Janeiro, foi marcado por uma espécie de balanço do atual momento do setor no Brasil. E mais do que notícias positivas, o que há, por parte dos empresários, são expectativas sobre os rumos que o governo vem sinalizando tomar para tornar o País mais competitivo na disputa pelos mercados externos.

Organizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o Enaex é um evento de referência do setor, realizado anualmente e que reúne empresários, executivos, especialistas e autoridades do governo. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é uma das apoiadoras do Encontro e foi em sua sede do Rio de Janeiro que o lançamento da edição deste ano foi realizado.

Reformas para melhorar competitividade

O chefe da Divisão Econômica da Confederação, Carlos Thadeu de Freitas, foi um dos convidados para falar no evento de lançamento do Enaex 2016 . Ao analisar o atual cenário, destacou que, apesar de inconsistências em algumas ações do governo, como a adoção de uma política monetária contracionista enquanto mantém a parte fiscal em expansão, a entrada de dólares no País deve aumentar e ter impacto no câmbio. “Os indicadores da economia estão melhorando e, com a possibilidade de o novo governo ser confirmado, aumenta a atratividade para os investidores estrangeiros”, observou Carlos Thadeu. “Há previsões de que o dólar possa até fechar o ano em torno de R$ 3,00, o que não é impossível, a depender do cenário político e das ações do governo”, completou o economista da CNC, ressaltando que a competitividade do comércio exterior brasileiro ainda é muito dependente do câmbio. “A adoção de reformas que diminuam os custos e a burocracia para as empresas seria o melhor caminho para diminuir essa dependência”.

O embaixador Luiz Felipe Seixas Corrêa, presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais (Ceri), da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), afirmou que, embora o cenário externo não seja tão favorável, com fatores como as incertezas decorrentes da vitória do “brexit” no referendo que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia, o País pode se beneficiar de algumas medidas no âmbito interno. “Há uma movimentação do atual governo no sentido de eliminar redundâncias na máquina federal que prejudicam o fortalecimento do comércio exterior, o que poderá estimular o aumento das exportações brasileiras”, avaliou o embaixador.

Diálogo do setor privado com o governo

Foi este o ponto também destacado pelo presidente da AEB, José Augusto de Castro. “Além das reformas estruturais nas áreas trabalhista, previdenciária e tributária, é preciso investir em infraestrutura, principalmente transporte”, alertou. “Se nós fizermos isso, damos um grande passo para reduzir os custos internos e tornar o comércio exterior brasileiro mais competitivo”, completou José Augusto, lembrando a importância de um evento como o Enaex 2016 para que os empresários do setor sejam ouvidos. “O Enaex aproxima setor privado e governo para discutir as possibilidades e soluções que possam incrementar as exportações. Somente juntando esforços é que conseguiremos superar as atuais dificuldades do País”.

 

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