Sumário Econômico 1433

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Destaque da edição:

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Inadimplência continua a aumentar – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 0,6% em novembro de 2015, contra o mês imediatamente anterior, após retração de 0,2% em outubro. Taxa similar à ocorrida em janeiro. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,2 trilhões no último resultado, representando 53,8% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em novembro de 2015, a variação foi de +7,4%, 4,3 p.p. abaixo da variação de 11,7% observada no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano até novembro, o resultado foi um crescimento de 5,3% no crédito, bem abaixo do avanço de 11,3% demonstrado em 2014. Os empréstimos baseados em recursos livres somaram R$ 1.614,3 bilhões, 27,3% do PIB e 50,8% do saldo total do crédito. Na comparação mensal, houve avanço de 0,7%, contra uma queda de 0,5% observada no mês anterior e aumento de 0,6% em setembro. Em janeiro, foi o menor resultado de 2015 até o momen¬to, quando os empréstimos para estes recursos caíram 0,7%. Na comparação em 12 meses, a aceleração foi de 4,1%, enquanto no acumulado dos 11 meses houve crescimento de 2,4%, o sétimo mês consecutivo com variação positiva neste quesito e a taxa mais intensa do período. Este avanço na relação anual foi influenciado pelo aumento de 2,4% nos empréstimos a pessoas jurídicas (PJ), enquanto os empréstimos a pessoas físicas (PF) evoluíram 2,3% positivamente. Nos últimos 12 meses, os empréstimos PF mostraram avanço de 3,8%, bem abaixo da média geral (+7,4%).

 

Outras matérias:

Indicadores sociais – Nada como iniciar 2016 mostrando alguns aspectos da textura da sociedade brasileira levantados pelo IBGE para 2004-2014, e apresenta¬dos em 2015. As informações servem para identificar a moldura da nossa população sob determinadas observações, como a sócio demografia e os residentes em domicílios. Algumas destas variáveis aceleram no tempo para projetar 2060. Inicialmente, é bom dizer que a população brasileira cresceu de 184 milhões, em 2004, para 202 milhões em 2014. No ano base, os brancos predominavam, participando com 51,2%. Dez anos depois, a predominância passou para os pardos, com 53,6% do total. No bolo da miscigenação, tem-se o processo de envelhecimento dos brasileiros. Até 2030, teremos perfil etário descrito na forma de um quadrilátero isósceles; para chegar em 2060 meio que em ponta cabeça – formato parecido com pentágono. Quer dizer, no primeiro corte (até 2030), a base ainda será alta e constituída por jovens de até 29 anos (45,7%), com grande população entre 30 e 59 anos (40,6%). O destaque da mudança social estará no envelhecimento: os com 60 anos ou mais subiram de 9,7% do total em 2004 para 13,7% em 2014; depois poderão subir para 18,6% em 2030; e darão um salto para 33,7% em 2060. Com o aumento, em menos de meio século nesta faixa de idade, um em cada três cidadãos terá 60 anos ou mais.

Em defesa do clima – COP 21 – Encerrada em 12 de dezembro de 2015, a 21ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 21), teve como resultado final um acordo que promete trazer melhorias ao futuro do planeta. Instituída em 1992, a Conferência reúne 195 países para discutir o desenvolvimento sustentável global. Em 2015, com a presença de 45.000 participantes, ao contrário do que foi visto nas edições anteriores, a reunião trouxe o primeiro acordo universal sobre o clima. Após intensa negociação, em que o Brasil assumiu papel decisivo, os países que integram a COP 21 estabeleceram compromissos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa: limitar o aumento de temperatura a 1,5°C; criar um fundo anual de US$ 100 bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020 para projetos de países em desenvolvimento, para limitar o aquecimento global; e reuniões a cada cinco anos para negociar a ampliação dos cortes de emissão até serem zeradas. Para entrar em vigor em 2020, o acordo deverá ser ratificado pelo menos por 55 países que produzam pelo menos 55¢ das emissões de gases estufa. E qualquer país poderá se retirar do acordo quando bem entender.

Presente de Natal – De acordo com os primeiros dados apurados por diversas instituições ligadas ao comércio, as vendas de Natal – sendo considerado o período de 18 a 24 de dezembro – caíram em todas as regiões do País. Segundo o indicador Serasa Experian, o faturamento no período natalino despencou 6,4%, e na cidade de São Paulo, a mais importante do Brasil, a queda atingiu 6,1% em relação ao mesmo período de 2014. Ainda de acordo com a entidade, foi o pior desempenho do varejo para as vendas de Natal desde a criação do indicador, em 2003, considerando a comparação com o ano anterior. Da mesma forma, os demais órgãos de pesquisa apresentam índices convergentes, todos variando entre -5% e -7%. Por outro lado, superando as expectativas – que apontavam elevação de 22% – as vendas de Natal no varejo virtual brasileiro registraram novo aumento este ano. O faturamento do comércio eletrônico apresentou crescimento nominal de 26% na comparação com 2014, chegando a R$ 7,4 bilhões, segundo a E-bit/Buscapé, setor de pesquisa em e-commerce do Buscapé Company. Para esse estudo, foi considerado o período de 15 de novem-bro a 24 de dezembro.

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