Sumário Econômico 1426

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Destaque da edição:

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Efeitos da retração na atividade econômica nas contas externas – O Banco Central (BC) divulgou recentemente o resultado de setembro do setor externo do País, que demonstrou que a retração da economia brasileira tem se intensificado e produzido efeitos também nas contas externas. As transações correntes, nos dez meses acumulados até setembro, registraram saldo negativo de US$ 49,7 bilhões, montante 33% inferior ao déficit do mesmo período do ano passado. A recuperação do saldo da balança comercial tem contribuído para a queda progressiva no déficit nas transações de bens e serviços com o exterior. Nesse sentido, os saldos negativos menores nas contas de serviços e rendas (-17% e -20%, respectivamente), também influenciaram de maneira positiva a conta corrente. A balança comercial tem apresentado sucessivos saldos positivos, em razão da queda mais acelerada nas importações de bens, explicada pelo desaquecimento do cenário atual. Enquanto as exportações tiveram redução de 17% até setembro, as importações caíram 24%. Assim, o saldo comercial FOB, que entre janeiro e setembro de 2014 foi de -US$ 1,9 bilhões, acumula no mesmo período desse ano, +US$ 8,9 bilhões. Ressalta-se as quedas generalizadas nas classes de produtos, com destaque para as variações negativas observadas nos Básicos (-22,2%) e nos Manufaturados (-11,5%). Em relação às importações, foram registradas variações negativas em todas as categorias de uso, e que o grupo de Combustíveis foi o que apresentou a maior queda, -45,2%. O declínio no valor importado de Bens de consumo duráveis também foi expressivo, -21,9%, resultado, em grande medida, das reduções nas compras de automóveis de passageiros.

 

Outras matérias:

Movimentos recentes nas dívidas dos emergentes – A dívida de mercados emergentes, antes em rápida expansão, já mostra sinais claros de contração. O mês de outubro foi o terceiro mês consecutivo em que novas emissões por parte dos governos e das companhias dos mercados emergentes são menores do que os pagamentos aos investidores. Estes fluxos líquidos de títulos públicos e corporativos para investidores, que totalizam US$ 40 bilhões desde agosto, são os maiores e mais longos desde 2010, de acordo com dados do Morgan Stanley. No entanto, alguns analistas acreditam que a retração das dívidas dos emergentes é um efeito de curto prazo, em vez de uma reversão duradoura, apesar das preocupações crescentes sobre a crescente dívida das empresas. Brett Diment, diretor de dívida de mercados emergentes na Aberdeen Asset Management, diz que a contenção foi impulsionada por uma escassez de emissão por empresas na Rússia e no Brasil, dois dos maiores mercados, uma desaceleração que já se espalhou para a Ásia. Dado o último trimestre, as preocupações em torno da China, os investidores estão pouco ativos. Eles teriam que desembolsar muito”, diz Diment, que acrescenta que, graças a uma onda de emissão corporativa no início do ano, muitas empresas estão agora com um colchão de financiamento. Os mercados de dívida foram, em grande parte, fechados para entidades dos emergentes em 2008 e 2009, por conta da crise financeira global, mas foram reabertos em 2010, provocando uma onda de emissão. Grande parte dessa emissão foi de papéis de cinco anos, que agora estão amadurecendo.

Inadimplência volta a aumentar em setembro – Os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 0,8% em setembro de 2015, contra o mês imediatamente anterior, 0,4 ponto percentual abaixo do maior resultado do ano, ocorrido em março, de 1,2%. Em janeiro, houve a menor taxa do ano, com queda de 0,2%. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,2 trilhões no último resultado, representando 55,0% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em setembro de 2015, a variação foi de +9,1%, 2,4 p.p. abaixo da variação de 11,5% observada no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano até setembro, o resultado foi um crescimento de 4,7% no crédito. Em relação ao crédito com recursos livres para Pessoa Física (PF), a taxa média de juros mostrou aumento em 1,1 p.p. no mês, alcançando o nível de 62,3% a.a. em setembro, o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011. A última queda registrada foi em dezembro do ano passado, com redução de 1,5 p.p. na taxa básica de juros. Em relação ao final do ano passado, dezembro de 2014, já houve um aumento de 12,7 p.p.. Contra o mês de setembro de 2014, houve avanço ainda maior, de 13,0 p.p.. Cheque especial, com juros de 263,7% a.a., foi o maior desta¬que, seguido por Aquisição de outros bens (86,6% a.a.). Enquanto Aquisição de veículos teve a menor taxa, 25,6% a.a., Cheque especial foi a categoria com maior aumento na taxa de juros, tanto na comparação com setembro de 2014 (+80,3 p.p.) quanto em relação a agosto de 2015 (+10,5 p.p.). Crédito pessoal e Aquisição de outros bens foram as únicas modalidades com redução em suas taxas na comparação com o mês anterior, -0,7 p.p. e -0,1 p.p., respectivamente. Em relação ao mesmo período de 2014, todas as taxas aumentaram.

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre qualidade do ar – A poluição atmosférica pode ser definida como qualquer forma de matéria ou energia com intensidade, concentração, tempo ou características que possam tornar o ar impróprio, nocivo ou ofensivo para a saúde, inconveniente ao bem-estar público, danoso aos materiais, à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e para qualidade de vida da comunidade. De uma forma geral, a qualidade do ar é produto da interação de um complexo conjunto de fatores, dentre os quais se destacam a magnitude das emissões de poluentes, a topologia e as condições meteorológicas da região, favoráveis ou não à dispersão. A gestão da qualidade do ar tem como objetivo garantir que o desenvolvimento socioeconômico ocorra de forma sustentável e ambientalmente seguro. Para tanto, se fazem necessárias ações de prevenção, combate e redução das emissões de poluentes e dos efeitos da degradação do ambiente atmosférico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a necessidade de reduzir as emissões de poluentes, como o carbono negro, o ozônio, o metano e o dióxido de carbono, que provocam mais de sete milhões de mortes associadas à poluição do ar por ano. Em relatório publicado em 22 de outubro de 2015, a agência da ONU citou as cidades brasileiras de Curitiba e Porto Alegre como exemplos bem-sucedidos de planejamento urbano orientado para a redução da poluição. O levantamento da Organização propõe medidas que podem aliviar a pressão dos gases sobre o clima e a saúde humana.

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