Um dos mais respeitados especialistas na área de relações do trabalho, o professor José Pastore conclamou os líderes sindicais patronais presentes ao Congresso Nacional do Sicomércio 2015 a não desperdiçarem as oportunidades que o atual cenário oferece para a promoção das mudanças trabalhistas e previdenciárias de que o Brasil precisa. “Historicamente, as mudanças nesses setores ocorrem nas crises, e não nos momentos de normalidade. Assim, se temos, no momento, problemas, temos também oportunidades para mudar”, disse Pastore.
Um dos mais respeitados especialistas na área de relações do trabalho, o professor José Pastore conclamou os líderes sindicais patronais presentes ao Congresso Nacional do Sicomércio 2015 a não desperdiçarem as oportunidades que o atual cenário oferece para a promoção das mudanças trabalhistas e previdenciárias de que o Brasil precisa. “Historicamente, as mudanças nesses setores ocorrem nas crises, e não nos momentos de normalidade. Assim, se temos, no momento, problemas, temos também oportunidades para mudar”, disse Pastore.
Ao observar que as oportunidades não são autorrealizáveis, ou seja, requerem ação para serem aproveitadas, o professor enfatizou a necessidade de diálogo, não só no âmbito do comércio, mas também nos demais setores. “É hora de diálogo e de união. Sempre que os empresários se mobilizaram foram bem-sucedidos nas questões de interesse do setor”, lembrou o especialista, citando a revisão da ratificação da Convenção 158 da OIT e a PEC da redução da jornada de trabalho como exemplos de efetividade na mobilização dos empresários. “Quando há a união e o fortalecimento do associativismo, as chances de sucesso aumentam. E os empresários e sindicatos do comércio contam com entidades efetivas, como a CNC e as federações, para apoiá-los nessas questões.”
Essa mobilização é necessária, segundo Pastore, em razão de um cenário em que, além da crise, há um fortalecimento das entidades sindicais laborais, cada vez melhor organizadas, e um intervencionismo crescente nas esferas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, anulando, muitas vezes, os avanços obtidos nas negociações coletivas. Ele enumerou diversas decisões do governo federal e da Justiça do Trabalho e propostas legislativas que merecem a atenção dos diversos setores empresariais.
Para enfrentar o atual momento de crise, Pastore sugeriu, ainda, aos empresários que é preciso vencer o clima de desconfiança característico desses momentos e se tornar parceiros dos funcionários. “É um momento em que a transparência conta muito. Evitar ficar em cima do muro, reforçando os valores da empresa e o papel dos gestores para que eles atuem para reduzir o potencial de crises”, orientou o especialista.
O Congresso Nacional do Sicomércio está sendo realizado no Rio de Janeiro de 28 a 30 de outubro. Líderes sindicais patronais do setor terciário de todo o País estão reunidos para debater questões como terceirização, produtividade, modernização das relações do trabalho e custos trabalhistas, com o objetivo de fortalecer a representação dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo.