Sumário Econômico 1424

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Destaque da edição:

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ICF renova mínima em outubro – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou queda de 1,8% (78,4 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e 35,5% em relação a outubro de 2014. A queda da ICF em outubro decorre da continuidade da deterioração dos fatores determinantes da piora das expectativas ao longo dos últimos 12 meses: aceleração da inflação, enfraquecimento da atividade eco-nômica, com reflexo crescente no mercado de trabalho, e aumento da incerteza política. A queda no consumo pode ser vista por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. As vendas do varejo apresentaram, em agosto, na comparação com julho, queda de 0,9% – a maior retração para o mês desde 2000. No ano, o recuo acumu¬lado é de 3%. O índice permanece em um nível me¬nor que 100 pontos, ou seja, continua abaixo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual. O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou queda de 1,4% na comparação mensal. As famílias com renda acima de dez salários mí¬nimos também apresentaram recuo, de 3,3%. O índice das famílias mais ricas está em 78,1 pontos, e o das demais, em 78,5 pontos. Os índices abertos por faixa de renda também continuam abaixo dos 100 pontos. Na base de comparação mensal, os dados regionais revelaram que a maior retração ocorreu na região Centro-Oeste (5%), em que o índice perma¬nece abaixo de 100 pontos, em con-junto com todas as outras regiões. A avaliação menos desfavorável ocorreu na região Sul, com aumento de 1,6%.

 

Outras matérias:

Volume de receita dos serviços cai pelo quinto mês seguido – Em agosto, o volume de receita do setor de serviços recuou 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Pes¬quisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados em 15/10 pelo IBGE. Essa foi a quinta queda consecutiva nessa base comparativa. As maiores retrações se deram nos serviços va¬riados de manutenção, reparação e atividades de apoio à agropecuária (-12,5%) e nos serviços prestados às famílias (-8,2%). Dos cinco grandes grupos de atividades pesquisadas, apenas os serviços de informação e comunicação registraram crescimen¬to real recente em relação a agosto de 2014 (+0,2%). Pela primeira vez, a PMS contou com um deflator específico da re¬ceita nominal. A inflação média nas atividades contempladas pela PMS ficou em +4,5% entre agos¬to de 2015 e o mesmo mês do ano passado, destacando-se as maiores variações nos serviços variados de manutenção, reparação e atividades de apoio à agropecuária (+7,3%) e nos serviços profissionais administrativos e complementares (também +7,3%). As maiores oscilações de preços nos últimos 12 meses ocor¬reram nos transportes terrestre (+11,7%) e aéreo (-16,2%). No acumulado do ano, o volume de receitas dos serviços acusa re¬tração de 2,6%, registrando quedas em todos os cinco grupos de atividades. Esse resultado se con¬trapõe aos avanços verificados em 2014 (+2,7%), 2013 (+4,1%) e 2012 (+4,3%). Em termos regionais, o re¬cuo na receita real em 2015 ocorre de forma generalizada. Apenas duas das 27 Unidades da Federação ainda não apuram queda no acumulado do ano: Rondônia (+6,1%) e Tocantins (+0,5%). As maiores quedas foram registradas nos estados do Maranhão (-10,3%) e Amapá (-10,1%).

Energia elétrica fotovoltaica – O aproveitamento da energia gerada pelo Sol, inesgotável na escala terrestre de tempo, tanto como fonte de calor quanto de luz, é hoje, sem sombra de dúvida, uma das alternati¬vas energéticas mais promissoras para enfrentar os desafios do novo milênio. E quando se fala em energia, deve-se lembrar de que o Sol é responsável pela origem de praticamente todas as outras fontes de energia. Em outras palavras, as fontes de energia são, em última instância, derivadas da energia do Sol. De acordo com o Ministério de Mi¬nas e Energia (MME) a geração de energia elétrica fotovoltaica (ener¬gia pelo raio do sol) alcançará sete mil megawatts (MW) no Brasil até 2024. Atualmente, a fonte é respon¬sável por 0,02% da potência elétrica do País. Os dados constam no plano Decimal de Energia Elétrica 2024 (PDE 2024), que está em processo de consulta pública conduzida pelo MME. Segundo o planejamento para a próxima década, a potência insta¬lada de eletricidade a partir do Sol representará quase 4% da potência total brasileira de 2024. Um significativo potencial de oferta de energia proveniente de recursos re¬nováveis é previsto no período de dez anos. A participação da fonte solar, somada à energia eólica, biomassa e das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) deve corresponder a 28% na matriz de capacidade, e a uma parcela de 17% na mesma matriz. As quatro modalidades deverão alcançar potência instalada próxima de 60 GW, três vezes a potência de 2014, com 22 GW.

Restrições ao consumo – No corrente ano, o comércio tem sofrido perdas consecutivas, refle¬tindo a queda do consumo, com destaque para o período mais recente. Segundo o IBGE, até agosto deste ano o varejo retraiu -3,0% em relação aos oito primeiros meses de 2014. Taxa de retração que pode ser considerada forte frente ao movimento de vendas dos últimos anos. E relativamente pequena diante das ex-pectativas para o fechamento do ano, em torno de -6%. Este ano irá cravar o pior desempenho desde 2003. A situação é também de preocupação quando se observam as vendas de um mês contra o mesmo mês de 2014. No intervalo de junho a agosto, as taxas mensais foram as seguintes: -2,7%; -3,9% e -6,9%. Com relação ao enfraquecimento do mercado, estudo da Consultoria Ten¬dências estima que o poder de compra dos brasileiros deverá encolher perto de R$ 280 bilhões em 2015 (-7,84% diante de 2014), continuando em 2016, mas numa proporção inferior (-1,42%). Em apenas dois anos o nível de consu¬mo recuará ao patamar entre 2011 (R$ 2,74 trilhões) e 2012 (R$ 2,88 trilhões), depois da trajetória de crescimento por uma década (2004-2014). Dois fatores irão contribuir fortemente para que isso venha acontecer: a inflação, que vem deteriorando a renda; e os juros, que têm sobrecarregado os pagamentos das dívidas. Assim, a taxa esperada para o desemprego pode atingir 8% neste ano; e subir até perto de 9% em 2016. Já a inflação deve estabelecer¬-se ligeiramente abaixo de 10% e muito provavelmente devido ao mercado fraco, poderá recuar para 6,5% ano que vem.

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