Sumário Econômico 1423

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Destaque da edição:

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Confiança do comércio registra a 11ª queda em 12 meses – O subíndice que mede as condições correntes (Icaec) foi o componente do Icec a registrar as maiores quedas, tanto na evolução mensal (-8,3%) quanto em relação ao mesmo mês do ano passado (-46,5%). Desde março de 2013, a avaliação do estado corrente da economia brasileira tem concentrado as piores avaliações por parte dos empresários. Pelo quinto mês consecutivo esse item específico registrou a maior queda mensal (-14,8%) dentre todos os quesitos pesquisados. Na opinião de 93,9% dos entrevistados, a economia está pior que no mesmo período do ano passado – o maior percentual de insatisfação já registrado em 55 meses de pesquisa. A região Sudeste ultrapassou a região Sul, registrando o menor grau de satisfação no corte geográfico (19,7 pontos na escala que vai de 0 a 200 pontos). Em termos nacionais, a decepção por parte dos comerciantes alinha-se à evolução da economia brasileira nos últimos meses. De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, o IBC-Br apresentou retração de 2,7% nos sete primeiros meses de 2015 – tendência semelhante à da variação do volume de vendas do comércio varejista, que acumulou recuo de 2,4% nos sete primeiros meses do ano, fazendo desse período de 2015 o pior desde 2003 (-5,4%). O percentual de empresários com perspectiva de deterioração do cenário econômico voltou a crescer em setembro. Para 46,9% dos entrevistados a economia vai piorar nos próximos meses (25,3% esperam por piora acentuada). Esse é o terceiro menor grau de otimismo em relação a esse quesito na história do Icec, ficando atrás apenas de abril e maio deste ano, quando, respectivamente, 50,1% e 48,9% dos entrevistados tinham essa opinião.

 

Outras matérias:

Indústria continua tendência de queda – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial se retraiu 1,2% em agosto deste ano, depois de crescimento de 0,4% em maio. Essa foi a tercei¬ra queda consecutiva. Em agosto de 2014, ao contrário do resultado deste ano, houve avanço em relação a julho, com uma variação positiva de 0,3%. Desde o início do ano passado, esse foi o décimo terceiro mês com retração, em comparação com o mês imediatamente anterior – dados com ajuste sazonal. Apesar dessa queda, a indústria extrativa mostrou aceleração (0,6%). Esse foi o primeiro resultado positivo depois de três meses seguidos de retração. Enquanto a indústria de transformação recuou 1,2%, seguindo a tendência negativa iniciada em junho. Houve queda na maioria das categorias de uso analisadas, sendo Bens de Capital o maior destaque (-7,6%). A única exceção foi para Bens Intermediários, em que houve crescimento de 0,2%. Na comparação com agosto de 2014 houve uma queda de 9,0%, repetindo a taxa de julho e continuando a tendência negativa observada desde dezembro de 2013, além de ser a taxa mais intensa desde fevereiro deste ano (-9,30%). Assim como na análise anterior, a indústria de trans¬formação, com recuo de 10,5%, foi a principal influência, sendo que a indústria extrativa acelerou 2,9%. Em ambos os casos houve continuidade de suas tendências, com início em janeiro do ano passado. Diferentemente do observado na comparação anterior, quando consideramos o mesmo período do ano anterior todas as categorias de uso recuaram, com Bens de Capital mostrando o maior resultado negativo (-33,2%), seguido por Bens de Consumo Duráveis, com retração de 14,6%. Equipamentos de transporte industrial foi a atividade com maior queda (-42,9%).

A Parceria Transpacífico e as possíveis consequências – A Parceria Transpacífico (TTP) é um acordo entre 12 países (Estados Unidos, Japão, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) cujo objetivo oficial é promover a facilitação e incrementar comércio, serviços e investimentos entre os membros. Desde 2010 a TTP estava sendo discutida, e após cinco anos, as negociações foram concretizadas na segunda-feira (05/10/2015). É um dos maiores acordos regionais da história, tornando-se extremamente benéfico a seus participantes, os quais são responsáveis por 40% da produção global. Mas para os Países que não foram incluídos, pode gerar consequências comerciais e econômicas. No Brasil, por exemplo, uma das consequências pode ser a perda de mercados, pois os participantes da Parceria deverão privilegiar as transações entre si. De acordo com a OMC, 24,5% das exportações brasileiras são destinadas a esses países; e ha¬vendo priorização do comércio entre eles, as exportações brasileiras para os destinos em questão poderão ser reduzidas em até 2,7% (US$ 6,1 bilhões), segundo a Fundação Getulio Vargas. Um setor que possivelmente será afeta¬do no Brasil é o de carne de frango, cuja produção vinha crescendo seguidamente, em especial para o abastecimento da demanda asiática. Em 2014, as exporta¬ções de carne de frango representaram 3,06% do valor total de mercadorias brasileiras vendidas no exterior, ocupando o 6° lugar no ranking dos principais produtos nacionais exportados. Sobre o valor total de vendas externas desse produto, 16% têm como destino o Japão, e 4,4%, Cingapura, dois países membros que deverão optar por favorecer outros mercados partícipes, fato que deve prejudicar o Brasil nessa área.

Estudo analisa chumbo em tintas – A Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Meio Ambiente (Ascom/MMA) divulgou estudo realizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) de resultado da análise de 17 marcas de tintas imobiliárias, sendo 12 do tipo esmalte sintético e cinco do tipo verniz. O estudo, realizado em parceria com o MMA e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), visa avaliar a concentração de chumbo nos produtos, pelo perigo que a substância, em níveis acima do permitido, representa para a saúde humana e para o meio ambiente. Duas marcas de esmalte sintético foram consideradas não conformes, uma delas por apresentar concentração de chumbo 200 vezes maior que o limite estabelecido pela Lei Federal nº 11.762, de 1º de agosto de 2008. O ensaio de concentração de chumbo em esmalte sintético e verniz foram conduzidos pelo Laboratório de Análises Químicas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), acreditado pelo Inmetro. “A exposição ao chumbo pode causar várias doenças, principalmente em crianças. A tinta com chumbo se deteriora ao longo do tempo, e as pessoas podem inalar ou ingerir partículas desse metal pesado por meio de poeira doméstica, lascas de tinta ou solo contaminado”, segundo a diretora de Qualidade Ambiental na Indústria Letícia Carvalho, acrescentando que o Brasil estuda aderir à Aliança Global para a Eliminação da Tinta com Chumbo (Gaelp).

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