Receitas de serviços caminham para primeira queda anual em 2015

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Em agosto, o volume de receita do setor de serviços recuou 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados hoje (15) pelo IBGE. Essa foi a quinta queda consecutiva nessa base comparativa. As maiores retrações ocorreram nos serviços variados de manutenção, reparação e atividades de apoio à agropecuária (-12,5%) e nos serviços prestados às famílias (-8,2%). Dos cinco grandes grupos de atividades pesquisadas, apenas os serviços de informação e comunicação registraram crescimento real recente em relação a agosto de 2014 (+0,2%).

Em agosto, o volume de receita do setor de serviços recuou 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados hoje (15) pelo IBGE. Essa foi a quinta queda consecutiva nessa base comparativa. As maiores retrações ocorreram nos serviços variados de manutenção, reparação e atividades de apoio à agropecuária (-12,5%) e nos serviços prestados às famílias (-8,2%). Dos cinco grandes grupos de atividades pesquisadas, apenas os serviços de informação e comunicação registraram crescimento real recente em relação a agosto de 2014 (+0,2%).

“O resultado adverso do setor de serviços ao longo 2015 é mais um reflexo natural da atual recessão econômica, caracterizada pelos reflexos negativos sobre o mercado de trabalho e sobre o nível de confiança dos empresários”, afirma Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo ele, a forte retração nas despesas com serviços por parte das famílias alinha-se à queda na massa de rendimentos verificada nos últimos 12 meses e ao impacto restritivo ao orçamento imposto pelo reajuste tarifário este ano.

Pela primeira vez, a PMS contou com um deflator específico da receita nominal. A inflação média nas atividades contempladas pela PMS ficou em +4,5% entre agosto de 2015 e o mesmo mês do ano passado, destacando-se as maiores variações nos serviços variados de manutenção, reparação e atividades de apoio à agropecuária (+7,3%) e nos serviços profissionais administrativos e complementares (também +7,3%). As maiores oscilações de preços nos últimos 12 meses ocorreram nos transportes terrestre (+11,7%) e aéreo (-16,2%).

No acumulado do ano, o volume de receitas dos serviços acusa retração de 2,6%, registrando-se quedas em todos os cinco grupos de atividades. Esse resultado se contrapõe aos avanços verificados em 2014 (+2,7%), 2013 (+4,1%) e 2012 (+4,3%). Em termos regionais, o recuo na receita real em 2015 ocorre de forma generalizada. Apenas duas das 27 unidades da Federação ainda não apuram queda no acumulado do ano: Rondônia (+6,1%) e Tocantins (+0,5%). As maiores quedas foram registradas nos Estados de Maranhão (-10,3%) e Amapá (-10,1%).

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