Destaque da edição:
Destaque da edição:
Confiança do comércio cai pela 7ª vez em 2015 – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), registrou em agosto variação de -0,9% em relação ao mês de julho, já descontados os aspectos sazonais. O resultado correspondeu à 7ª queda mensal do indicador em 2015 e foi particularmente influenciado pela deterioração na percepção das condições correntes (-2,5%). Os subíndices relativos às expectativas (-0,2%) e às intenções de investimentos (-0,6%) acompanharam esse movimento, embora em menor intensidade. Atualmente no patamar mais baixo desde março de 2011, a confiança dos empresários do comércio caiu 24,6% em relação a agosto do ano passado, sinalizando mais um trimestre de perdas para o setor. O subíndice que mede as condições correntes (Icaec) foi o componente do Icec a registrar as maiores quedas, tanto na evolução mensal (-2,5%) quanto em relação ao mesmo mês do ano passado (-45,5%). Em termos históricos, a avaliação do estado corrente da economia brasileira é o quesito do Icec com pior avaliação dentre os empresários do comércio desde abril de 2011.
Outras matérias:
Comércio Brasil–Estados Unidos – 2ª parte – Dando continuidade ao artigo publicado na última edição do Sumário Econômico, destacamos a seguir outros pontos da agenda bilateral entre Brasil e Estados Unidos, objeto do interesse privado. No campo da facilitação do comércio, através do livre trânsito de pessoas, cujo primeiro passo será a adoção do Global Entry (já referido na edição anterior) a sequência natural – que pode ocorrer de forma concomitante – será a participação do Brasil no Visa Waiver Program, que preconiza a isenção de visto para brasileiros que ingressarem nos Estados Unidos para turismo ou negócios, por um período de, no máximo, 90 dias, com concessão de reciprocidade pelo Brasil. Mas para participar do Visa Waiver Program (VWP), é preciso que a porcentagem de vistos negados não ultrapasse 3%. Atualmente, nega-se 3,2% dos vistos solicitados por brasileiros, o que poderia ser resolvido com vontade política. O cumprimento do requisito permitiria ao Congresso americano autorizar o Executivo a inserir o Brasil na lista de países beneficiados. Paralelamente a esse processo, três acordos de trocas de informação sobre passaportes, informações criminais e terrorismo teriam que ser negociados pelos órgãos competentes de ambos os países. Como é um acordo que depende mais de vontade política do que de parâmetros técnicos, não há como prever uma data provável.
A nova versão ISO 14001:2015 – Neste mês deverá ocorrer o lançamento oficial da norma ISO 14001:2015, que estabelece normas para implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). A partir de então, as empresas que já possuem o certificado terão um período de transição de três anos para se adaptar às novas exigências do padrão internacional. Todas as normas ISO são avaliadas a cada cinco anos, para decidir se uma revisão é necessária, de modo que as mesmas se mantenham atualizadas e relevantes para o mercado. A nova norma ISO 14001:2015 irá atender às mais recentes tendências e garantir sua compatibilidade com outras normas de sistemas de gestão, como a ISO 9001. Nesta revisão, a norma será adequada à nova padronização de normas de sistemas de gestão, facilitando sua análise e implementação. É o resultado da aplicação do “Anexo SL”, que nada mais é que a estrutura das novas normas de gestão. A estrutura da norma passará a ser: 1 – Escopo; 2 – Normativas; 3 – Termos e definições; 4 – Contexto da organização; 5 – Liderança; 6 – Planejamento; 7 – Suporte; 8 – Operação; 9 – Avaliação do desempenho e 10 – Melhoria.
Celeiro do mundo – Depois de descoberto, o Brasil inseriu-se no contexto da acumulação internacional de riquezas na condição de primário exportador, valendo destacar os períodos de maior exportador mundial em decorrência dos ciclos econômicos dos considerados “produtos-rei”, ao passo que a produção das manufaturas era pouco significante. Comprando do estrangeiro quase tudo que era produto, constituiu perdas nas relações de troca, o que desequilibrou o comércio, o Balanço de pagamentos e gerou dívida externa. A partir da primeira metade do século XX, notadamente no período entre guerras mundiais, com o avanço do processo de substituição das importações e poucas décadas depois, com a industrialização de base, é que o País se fortaleceu, mesmo que ainda apresentando vulnerabilidade externa diante de momentos de diminuição da demanda internacional. Atualmente, o setor da agropecuária, ainda que com peso relativamente menor na formação do valor adicionado da economia do que naquela época, vem contribuindo com quase 5% do PIB nacional e tem crescido sistematicamente. A extensão territorial do Brasil; terras disponíveis; uso da inovação; mecanização da produção; adoção de técnicas de plantio para evitar a erosão do solo; insumos; e evolução da produção da lavoura familiar são fatores entre outros que explicam o porquê da elevação da produtividade da terra, por que o agronegócio é tão responsável pelo desempenho da balança comercial brasileira e por que o País tem-se apresentado ao mercado global como um dos maiores celeiros do mundo.