Destaque da edição:
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Menor otimismo volta a derrubar a confiança do comércio – Em outubro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou queda mensal de 1,6% na série com ajuste sazonal. A correção de -2,6% no subíndice que mede as expectativas foi a principal causa do resultado mensal negativo. As intenções de investimentos e a avaliação das condições correntes também oscilaram negativamente, embora em menores magnitudes (-1,0% e -0,9%, respectivamente). No comparativo anual, a queda de 11,1% foi a segunda maior do ano, afastando, pelo menos no curto prazo, a percepção de retomada no nível de atividade no comércio. Aos 111,5 pontos, restando menos de dois meses para o final do ano, o resultado de outubro consolidou 2014 como o ano de menor confiança por parte dos empresários do comércio desde a criação do índice, em 2011. A queda de 0,9% em relação ao mês anterior levou o subíndice que mede a percepção das condições correntes a registrar o patamar mais baixo da série histórica do Icaec. Embora o nível de satisfação com as condições atuais do setor e das empresas dos entrevistados tenham registrado as primeiras altas mensais desde o último mês de julho, a forte deterioração na avaliação das condições econômicas correntes (-4,1%) impediu um resultado positivo do Iceac. Em relação a outubro de 2013, houve queda de 16,9%.
Outras matérias:
Intenção de Consumo das Famílias apresenta novo recuo em novembro – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou queda de 0,8% (120,6 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e recuo de 6,1% em relação a novembro de 2013. O encarecimento do crédito, a persistência inflacionária, com manutenção de um patamar mais elevado do nível de preços e um menor otimismo em relação ao mercado de trabalho impactaram negativamente sobre a Intenção de Consumo no mês atual. No entanto, mesmo com o recuo, o índice ainda permanece acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável. O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou queda de 0,5% na comparação mensal. As famílias com renda acima de dez salários mínimos apresentaram aumento de 2,0%. O índice das famílias mais ricas encontra-se em 122,0 pontos, e o das demais, em 120,5 pontos. Na mesma base comparativa, os dados regionais revelaram que a maior queda ocorreu na região Sudeste, com retração de 2,4% e a melhor avaliação ocorreu na região Nordeste, com estabilidade do índice.
Balança comercial: queda na participação da China – A balança comercial encerrou o décimo mês de 2014 com déficit acumulado de US$ 1,87 bilhões, influenciado pela queda de 4,2% nas exportações – que acumularam US$ 191,9 bilhões – em comparação ao saldo acumulado até outubro de 2013. As importações, por sua vez, apresentaram redução igual, -4,2%, e somaram US$ 193,8 bilhões. O volume de comércio com o exterior registrou US$ 385 bilhões, também experimentando redução de pouco mais de 4%. A queda nos valores das vendas ao exterior é explicada pela redução de 10% nas exportações de manufaturados, e de 3,8% nas vendas de semimanufaturados. As exportações de produtos básicos mantiveram- se estáveis este ano, em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, porque, apesar do aumento de 8,9% no volume exportado, calculado pela Funcex, registrou-se redução de 6,3% nos preços desses produtos.
Indústria recua 2,1% ante setembro de 2013 – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial retraiu 0,2% em setembro deste ano, queda menos intensa ao longo de 2014, após um crescimento de 0,6% em agosto e 0,7% em julho. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. A Indústria extrativa recuou 0,2%, o primeiro resultado negativo após seis meses de oscilações positivas. Enquanto a de Transformação recuou 0,1%, após dois meses consecutivos de crescimento. Houve avanço na maioria das categorias de uso analisadas, sendo Bens de capital o maior destaque (+1,9%) e Bens intermediários (-1,6%) a única exceção. Na comparação com setembro de 2013 houve uma queda de 2,1%, continuando a tendência negativa observada em dezembro de 2013. Diferentemente da análise anterior, a Indústria de transformação, com recuo de 3,3%, foi a principal influência, sendo que a Indústria extrativa acelerou 9,4%. Em ambos os casos houve continuidade de suas tendências. Ao contrário do observado na comparação anterior, as categorias de uso recuaram em sua maioria, com Bens de capital mostrando o maior resultado negativo (-7,9%), a única exceção foi Bens de consumo semi e não duráveis, com crescimento de 1,6%.
Feijão resistente ao estresse hídrico é estudo do Instituto Agronômico (IAC) – Cultivado por pequenos e grandes produtores, em diversificados sistemas de produção e em todas as regiões brasileiras, o feijoeiro reveste-se de grande importância comum e social. Dependendo do cultivar e da temperatura ambiente, pode apresentar ciclos variando de 65 a 100 dias, o que torna uma cultura apropriada para compor, desde sistemas agrícolas intensivos irrigados, altamente tecnológicos, até aqueles com baixo uso tecnológico, principalmente de substância. O Instituto Agronômico (IAC) tem como objetivo desenvolver ações de pesquisa sintonizadas com as demandas do setor agrícola. Diante desse fato, têm sido incorporados nos projetos de pesquisa da instituição anseios atuais do setor produtivo, principalmente relacionados à busca pela sustentabilidade da agricultura, diante das transformações climáticas e dos compromissos sociais e ambientais. Os pesquisadores do IAC, de campinas (SP) buscam desenvolver plantas mais resistentes ao déficit hídrico, capaz de se desenvolver com volume de água até 30% menor que o atual.