Sumário Econômico 1384

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Destaque da edição:

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Juros menores mantêm inadimplência estável entre os consumidores – De acordo com o último relatório de operações de crédito divulgado em 30/10 pelo Banco Central do Brasil, em setembro a média diária de concessão de recursos destinados às pessoas físicas teve alta de 7,6% ante o mesmo mês de 2013. Este comportamento se deveu, principalmente, ao avanço de 11,0% nas operações do cartão de crédito. Feitos os ajustes sazonais, houve queda de 4,2%, com destaque para o cartão de crédito (-6,9%). A taxa média de juros ao consumidor (42,8% ao ano) variou 5,5 ponto percentual em relação àquela observada em setembro do ano passado, com avanço mais significativo no custo do cheque especial (+40,0 ponto percentual, para 183,3% ao ano), modalidade que respondeu isoladamente por 3,1% do total demandado pelas pessoas físicas no mês. Os juros das operações destinadas às pessoas físicas atingiram nível recorde em julho (43,2% ao ano) e acusaram, pela primeira vez no ano, queda (para 43,1%) em agosto. Uma dívida baseada na atual taxa média de juros ao consumidor (42,8%) dobra de tamanho em menos de dois anos (23,4 meses). No cheque especial, bastam oito meses para que a dívida dobre.

 

Outras matérias:

Bens duráveis, serviços e administrados ditam a alta do IPCA – A desaceleração da atividade e a piora das condições econômicas ainda não foram suficientes para o arrefecimento da inflação. O IPCA – índice utilizado no regime de metas – vem se situando acima da meta central, que é de 4,5%. No acumulado em 12 meses, o índice superou até mesmo o teto da meta, 6,5%. No entanto, diferentes fatores vêm influenciando o comportamento da inflação ao longo de 2014. A contribuição de alimentos para o desempenho dos preços tem sido uma das mais baixas dos últimos anos. Em meados de 2013, o grupo “Alimentação e bebidas” respondia por aproximadamente 40% da inflação total. Já no presente ano, o mesmo grupo vem contribuindo com 15% no mesmo período. Tal fato é explicado pelo comportamento mais benigno dos preços internacionais de grãos e dos alimentos in natura, que estão compensando a significativa aceleração dos preços das carnes.

Crédito representa 57,2% do PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 1,3% em setembro contra o mês imediatamente anterior, a maior taxa desde dezembro de 2013, 2,4%, e 0,4 ponto percentual acima do resultado de agosto, 0,9%. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 2,9 trilhões no último resultado, representando 57,2% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2014, a variação foi de +11,7%, 4,0 p.p. abaixo da variação de 15,7% observada no mesmo período do ano anterior. O resultado acumulado no ano até setembro foi um crescimento de 6,8%, também abaixo do avanço no mesmo período em 2013 (9,7%). Os empréstimos baseados em recursos livres somaram R$ 1.534,4 bilhões, 30,2% do PIB e 52,9% do saldo total do crédito. Na comparação mensal houve crescimento de 0,7%; em 12 meses a aceleração foi de 4,8%. No acumulado do ano a taxa foi positiva em 1,7%. Este avanço na relação mensal foi influenciado tanto pelo aumento de 0,9% nos empréstimos a pessoas jurídicas (PJ), quanto pelo aumento de 0,6% nos empréstimos a pessoas físicas (PF), nesta base de comparação.

MPEs a partir de novembro – Para as micros e pequenas empresas (MPEs) que já se encontram no sistema, a situação tributária continua a mesma. Mas pode não ser assim para as 450 mil que, a partir de 7 de agosto deste ano, quando da promulgação da Lei Complementar 147, passaram a ter direito a optar pelo regime do Simples Nacional. O número estimado de 450 mil empresas que podem ou não se beneficiar com a opção do Simples Nacional relaciona-se com as MPEs do setor de serviços, atividades até então excluídas da possibilidade de inscrição; mas que, depois do recém-criado Anexo VI, passaram a conhecer as alíquotas incidentes sobre as faixas de faturamento até R$ 3,6 milhões. Então, com a sanção da LC nº 147/2014, praticamente todas as MPEs passaram a exercer o poder de escolha, se querem ir para o regime do Simples Nacional. As atividades que ainda se encontram impossibilitadas desta opção tributária referem-se a setores produtivos predominados por médias e grandes empresas. Pois bem, a partir deste mês, chegou o momento do empresário contatar seu contador para fazer o planejamento tributário, a fim de verificar se haverá vantagens efetivas com a inscrição no Simples, comparando quanto paga de impostos e contribuições no atual regime em que se encontra e quanto poderá vir a pagar se estiver no Simples. Além disso, deve pesar também o custo de outros fatores acessórios, como a diminuição da burocracia, a facilidade de pagamento e a redução do tempo gasto para o cumprimento das exigências fiscais.

E-Book no Brasil – Analistas de comércio eletrônico afirmam – e nós concordamos com isso – que o e-book veio para ficar, e que, dentro de algum tempo, fará com que o tradicional livro impresso tenha um papel secundário no mercado editorial. Os argumentos favoráveis a essa tese têm como lastro o menor custo dos livros virtuais em relação aos convencionais; a facilidade de distribuição e venda; a pouca disponibilidade de espaço para guardar livros em papel; o desenvolvimento de dispositivos mais amigáveis para a leitura do e-book; o desenvolvimento de plataformas que permitem a leitura a partir de qualquer dispositivo, inclusive smartphones, e a disseminação do meio eletrônico e da internet por toda a sociedade. De acordo com dados da pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial, feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), por encomenda da Câmara Brasileira do Livro e do Sindicato Nacional de Editores, o faturamento do mercado editorial brasileiro com os e-books saltou de R$ 3,8 milhões em 2012 para R$ 12,7 milhões em 2013. Mister notar que essa pesquisa é uma estimativa feita a partir dos dados fornecidos por uma amostra – neste ano, composta por 217 editoras, que representam 72% do mercado. Ou seja, os valores podem ser ainda maiores.

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