Sumário Econômico 1383

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Destaque da edição:

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Percentual de famílias endividadas recua em outubro de 2014 – Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), que a CNC divulga mensalmente, mostram que o percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 60,2% em outubro de 2014, o que representa uma queda em relação aos 63,1% observados em setembro de 2014, como também um recuo em relação aos 62,1% de outubro de 2013. Acompanhando a queda do percentual de famílias endividadas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso diminuiu na comparação mensal, de 19,2% para 17,8% do total. Houve redução do percentual de famílias inadimplentes também em relação a outubro de 2013, quando esse indicador alcançou 21,6% do total. De maneira semelhante, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, apresentou diminuição em ambas as bases de comparação, alcançando 5,4% em outubro de 2014, ante 5,9% em setembro de 2014 e 7,3% em outubro de 2013. A proporção das famílias que se declararam muito endividadas diminuiu entre os meses de setembro de 2014 e outubro de 2014 – de 11,5% para 11,0% do total de famílias.

 

Outras matérias:

Vendas do varejo deverão ter o menor crescimento desde 2003 – As vendas do comércio varejista brasileiro registraram alta de 1,1% em agosto, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em 15 de outubro pelo IBGE. Esse aumento mensal foi particularmente influenciado pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e por tecidos, vestuário e calçados, que auferiram altas de 7,5% e 3,2%, respectivamente. As vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, por sua vez, decepcionaram, variando -0,1% no mês. Considerando os resultados das vendas do comércio automotivo (-2,5%) e de materiais de construção (+0,2%), o varejo ampliado oscilou -0,4%. Regionalmente, o acréscimo real das vendas adveio do maior dinamismo na região Nordeste (+2,2%). No plano estadual, destacaram-se as variações de +4,7% (Ceará) e +4,6% (Rondônia). Na comparação interanual, houve recuo de -1,1% em relação a agosto de 2013, especialmente em decorrência dos ramos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+7,2%) e de artigos de uso pessoal e doméstico (+4,4%), o pior desde outubro de 2003. O comportamento dos preços no varejo voltou a desacelerar. Em relação ao mês anterior houve alta de 0,2%, a menor inflação nessa base comparativa desde setembro de 2013.

Mercado espera IPCA de 6,45% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (24/10), a mediana das expectativas para o IPCA permaneceu em 6,45%. As projeções para 2015 também ficaram estáveis em 6,30%, 0,20 p. p. abaixo do limite superior (6,50%) e similar, apenas um pouco abaixo do resultado esperado para este ano. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,50% para outubro e 0,58% em novembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,49% para outubro e 0,58% para novembro, semelhante ao mercado. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2013 foi de 5,91%, enquanto o índice acumulado nos últimos 12 meses até setembro deste ano foi de 6,75%, acima do teto da meta de inflação. Projeta-se a taxa de juros Selic para o final de 2014 de 11,0%, ou seja, sem mais alterações do Banco Central ao longo deste ano. A previsão é que em 2015 haja novos aumentos e que a Selic termine o ano em 11,50%, abaixo da estimativa anterior, 11,88%. A próxima reunião do Copom será em outubro (dias 28 e 29).

Algumas melhorias com a LC nº 147/2014 – Enquanto os agentes econômicos vão reagindo ao resultado das urnas, com humor ou frustração – não importa – a despeito de quem tenha vencido, neste período pós-eleitoral pelo menos uma coisa se pode ter certeza com relação ao passado, presente e ao futuro, nos próximos quatro anos: o País não pode parar. Não pode ficar preso ao sentimento de alegria ou tristeza decorrente da disputa eleitoral, porque a demanda interna ou externa necessita do fluxo de bens e serviços finais produzidos para que suas necessidades possam vir a ser satisfeitas; assim como os capitais precisam das oportunidades para que possam movimentar-se de modo a realizar negócios e os investimentos possam fluir através da eficácia marginal do capital. E para que isso não venha a acontecer, para que a economia siga em frente produzindo os bens e serviços necessários, expandindo o volume de emprego e renda, o segmento das empresas de menor porte precisa ampliar suas conquistas, melhorar o arcabouço legal que o convalida diferenciadamente das médias e grandes, exatamente como expressa a CF de 1988 no Artigo 179, e mais recente aconteceu com a promulgação da LC nº 147/2014 em 07 de agosto, quando foi feita ampla revisão nos termos da LC nº 123/2006, a Lei Geral das MPEs.

Incentivo fiscal para reuso de água – A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) entrou em pauta no dia 28 deste mês, e poderá votar o projeto que concede redução de 75% do Imposto de Renda e isenção da contribuição de PIS/Pasep e Cofins para empresa que produzir ou distribuir água de reuso. A medida incentiva a reutilização de água não potável, para evitar que água tratada seja usada na geração de energia, resfriamento de equipamentos, limpeza de ruas e praças e vários outros processos industriais, irrigação de jardins, desobstrução de tubulações e combate a incêndios. Para esses casos, poderá ser feita a reutilização de água proveniente de esgoto e de demais efluentes líquidos domésticos e industriais, desde que dentro de padrões definidos para as modalidades de uso pretendidas. O PLS nº 12/2014, do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), é voltado a empresas que fazem a adequação a esses padrões e a distribuição dessa água reaproveitada, como forma de reduzir seu custo e ampliar sua utilização nas cidades brasileiras.

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