Sumário Econômico 1378

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Destaque da edição:

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Percentual de famílias com contas em atraso fica estável em setembro de 2014 – De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 63,1% em setembro de 2014, diminuindo em relação aos 63,6% observados em agosto de 2014, mas aumentando em relação aos 61,4% de setembro de 2013. Apesar do recuo do percentual de famílias endividadas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso ficou estável na comparação mensal, em 19,2% do total. Houve queda no percentual de famílias inadimplentes em relação a setembro de 2013, quando esse indicador alcançava 20,6% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, apresentou queda em ambas as bases de comparação, alcançando 5,9% em setembro de 2014, ante 6,5% em agosto de 2014 e 7,0% em setembro de 2013. O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 75,1% das famílias endividadas, seguido por carnês, para 17,3%, e, em terceiro, por financiamento de carro, para 14,1%. Para as famílias com renda até dez salários mínimos, cartão de crédito, por 76,2%, carnês, por 18,4%, e financiamento de carro, por 11,3%, são os principais tipos de dívida apontados. Já para famílias com renda acima de dez salários mínimos, os principais tipos de dívida apontados em setembro de 2014 foram: cartão de crédito, para 70,8%, financiamento de carro, para 27,4%, e financiamento de casa, para 18,1%.

 

Outras matérias:

Vendas do varejo têm maior queda desde 2008 – Em julho, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu 1,1% na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada recentemente pelo IBGE. A queda no mês foi puxada pelos ramos de móveis e eletrodomésticos (-4,1%) e de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,3%). O varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (+4,3%) e materiais de construção (+3,8%), acusou variação de +0,8% na mesma base comparativa. A queda de julho foi a maior desde outubro de 2008 (-1,1%). Na comparação com o mesmo mês do ano passado houve queda de -0,9%, sendo os ramos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+6,1%) e artigos de uso pessoal e doméstico (+5,9%) aqueles que registraram os maiores avanços no período. No acumulado de 2014 o varejo registra crescimento de 3,5%, e as atividades que mais têm contribuído para esse resultado são: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+3,0%) e artigos de uso pessoal e doméstico (+9,0%). Em contrapartida, o ramo de livros, jornais, revistas e papelaria, com variação de -6,5%, tem impedido um crescimento maior das vendas. Após a divulgação dos resultados de julho, a CNC revisou sua previsão anterior de crescimento do volume de vendas do varejo para este ano de +4,0% para +3,7%. Já o varejo ampliado deverá crescer 0,5% neste ano. Deverão se destacar positivamente ao final de 2014 os segmentos de farmácias e perfumarias (+7,5% sobre 2013) e artigos de uso pessoal e doméstico (+8,0%). Já a variação dos preços no comércio deverá ficar em 5,8% em 2014.

Franchising no RJ – Como vem acontecendo há alguns anos, desta vez no período de 25 a 27 de setembro em curso, a cidade do Rio de Janeiro sediará a Expo Franchising ABF (Associação Brasileira de Franchising). Quanto à exposição do Rio de Janeiro, a organização estima que o público seja 5% superior ao do ano passado, podendo alcançar mais de 27 mil pessoas. A expectativa é, também, que a feira possa movimentar mais 5% em negócios, ao redor de R$ 190 milhões. Com a desaceleração da economia, os negócios buscam se adaptar aos sinais dos tempos. Assim, o empreendedor poderá encontrar mais opções de microfranquias (investimento inicial de até R$ 80 mil), bem como empreendimentos reestruturados para ocupar espaço menor, consequentemente sendo uma versão mais barata da franquia.

Licenciamento ambiental – O licenciamento ambiental é um importante instrumento de gestão da Política Nacional de Meio Ambiente. Por meio dele, a administração pública busca exercer o necessário controle sobre as atividades humanas que interferem nas condições ambientais. Dessa forma, tem por princípio a conciliação do desenvolvimento econômico com o uso dos recursos naturais, de modo a assegurar a sustentabilidade dos ecossistemas em suas variabilidades físicas, bióticas, socioculturais e econômicas. Deve, ainda, estar apoiado em outros instrumentos de planejamento de políticas ambientais, como a avaliação ambiental estratégica e a avaliação ambiental integrada, bem como em outros instrumentos de gestão – zoneamento ecológico, planos de manejo de unidades de conservação, planos de bacia, atendimento ou atividade potencialmente poluidora. O interessado deverá dirigir sua solicitação ao órgão ambiental competente para emitir a licença, podendo ser o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os Órgãos Estaduais de Meio Ambiente (Oemas) ou os Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Ommas). O órgão ambiental poderá estabelecer prazos de análise diferenciados para cada modalidade de licença, em razão das peculiaridades da atividade ou do empreendimento, bem como para a formulação de exigências complementares, desde que observado o prazo máximo de seis meses a contar do ato de protocolar o requerimento até seu deferimento ou indeferimento, ressalvados os casos em que houver Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e/ou audiência pública, quando o prazo será de até 12 meses.

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