Luiz Fux toma posse na Academia Brasileira de Filosofia

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O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, assumiu em 19 de setembro, durante cerimônia Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, a cadeira 56 da Academia Brasileira de Filosofia, cujo patrono é Alfredo Augusto Becker. 

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, assumiu em 19 de setembro, durante cerimônia Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, a cadeira 56 da Academia Brasileira de Filosofia, cujo patrono é Alfredo Augusto Becker. 

O presidente da Confederação, Antonio Oliveira Santos recebeu Fux ao lado do acadêmico, consultor jurídico da Presidência da entidade e ex-relator geral da Constituinte, Bernardo Cabral. A saudação a Fux em nome da Academia coube ao professor Cândido Mendes. 

No evento, o ministro Fux falou sobre a moderna filosofia do processo civil brasileiro, destacando as bases conceituais dos trabalhos da Comissão de Juristas instituída pelo Senado Federal e liderada por ele para elaborar o anteprojeto de um novo Código de Processo Civil (PLS 166/2010). 

O presidente da Academia, João Ricardo Moderno, conduziu a cerimônia de posse que sucedeu a palestra de Fux. “A CNC é indispensável para os destinos da Nação. Seu Conselho Técnico é um dos mais impressionantes grupos do pensamento brasileiro”, disse Moderno, ao se referir ao órgão de assessoramento da CNC responsável por estudos sobre temas econômicos, sociais e políticos relevantes para o comércio e o Brasil e liderado pelo ex-ministro da Fazenda e consultor Econômico da entidade, Ernane Galvêas. 

“A Academia reúne pensadores de diversas áreas, e Fux é uma grande figura do pensamento jurídico nacional, um símbolo sob o ponto de vista ético, moral e intelectual”, disse Moderno, ao se referir ao mais novo membro da Academia. Segundo ele, o grupo que tem por objetivo estatutário a defesa, a divulgação e a preservação da cultura filosófica brasileira, da memória dos seus membros, do elogio da inteligência crítica por meio dos principais profissionais nas mais diversas áreas do pensamento, além da organização de eventos filosóficos nacionais e internacionais. 

O jornalista André Tapajós, mestre de cerimônia na posse, destacou que, na Academia, são 60 cadeiras para membros titulares, além de membros correspondentes em vários países do mundo, como França, Portugal, Estados Unidos, Japão, Espanha, Suíça e Itália, e em instituições como o Collège de France, em Paris. “A Academia Brasileira de Filosofia foi credenciada pela Academia da Suécia a indicar candidatos ao Prêmio Nobel de Literatura, o que é uma honra excepcional em razão de a instituição brasileira ter somente 25 anos”, complementou o jornalista. 

Em seu discurso de posse, Fux agradeceu a Deus e à família. “Hoje em dia, o exercício da magistratura reclama que os juízes procedam a reflexão filosófica das demandas. Hoje o cidadão reclama por uma justiça humanizada e reflexiva, e o estudo da filosofia é fundamental para que os juízes possam atender a essas exigências sociais”, disse. 

Além de João Ricardo Moderno e do ministro Fux, compuseram a Mesa de abertura da cerimônia o acadêmico Bernardo Cabral; Sérgio Paulo Rouanet, representando a Academia Brasileira de Letras; Luis Mauro Ferreira Gomes, presidente da Academia Brasileira de Defesa; Adolfo Martins, presidente do grupo Folha Dirigida; Aspásia Camargo, deputada estadual; Cláudio Pereira de Souza Neto, secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Adilson Macabu, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Marfran Martins Vieira, procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, além do monsenhor Sérgio Costa Couto, representando o Cardeal do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta. 

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