Segundo a pesquisa mensal de comércio divulgada hoje (14/08) pelo IBGE (PMC), o volume de vendas do comércio varejista apresentou variação +0,8% em relação a junho de 2013, resultado mais fraco desde março último (-1,1%). As maiores altas ocorreram nos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (+7,9%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+7,7%). Por outro lado as vendas de livros, jornais, revistas e papelaria apresentaram o pior desempenho ante os demais setores (-12,1%), segurando uma oscilação mais expressiva do indicador.
Segundo a pesquisa mensal de comércio divulgada hoje (14/08) pelo IBGE (PMC), o volume de vendas do comércio varejista apresentou variação +0,8% em relação a junho de 2013, resultado mais fraco desde março último (-1,1%). As maiores altas ocorreram nos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (+7,9%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+7,7%). Por outro lado as vendas de livros, jornais, revistas e papelaria apresentaram o pior desempenho ante os demais setores (-12,1%), segurando uma oscilação mais expressiva do indicador. No acumulado do ano Acre (+11,8%), Rondônia (+9,4%) e Ceará (+8,8%) têm se destacado positivamente.
Na série livre de influencias sazonal, as variações frente ao mês anterior no comércio de livros, jornais, revistas e papelaria (-5,3%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,2%) se sobressaem. Na mesma base comparativa, o varejo ampliado que agrega os resultados do comércio automotivo (-12,9%) e materiais de construção (-3,9%), acusou retração de -3,6%. Em relação a dezembro o varejo fecho o primeiro semestre no vermelho (-0,8%), resultado que não ocorria desde 2003 (-1,6%).
Pelo terceiro mês consecutivo a inflação perdeu força no varejo (+0,5% sobre maio). Destaque para os recuos de 0,5% tanto no comércio automotivo, quanto nos artigos de informática e comunicação.
Apesar disso, a escalada na taxa de juros cobrada no crédito ao consumidor ao longo de 2014 levou esses segmentos a registrar quedas expressivas nas vendas. Segundo dados do Banco Central do Brasil a taxa média dos empréstimos e financiamentos às pessoas físicas (43,0% ao ano) é a mais alta desde abril de 2009.
O resultado fraco do mês de junho levou a CNC a revisar para baixo sua previsão de crescimento do volume de vendas em 2014 (de 4,4% para 4,0%). Ao final do ano deverão sobressair-se os ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (+8,0%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+6,6%).