Destaque da edição:
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O Brasil, o Mercosul e a União Europeia – As negociações entre o Mercosul e a União Europeia ainda não saíram do papel, apesar das manifestações políticas em favor da ampliação da Zona de Livre Comércio como importante fator de expansão do comércio internacional, da movimentação dos investimentos estrangeiros e do incentivo às pequenas e médias empresas. Esses entraves têm muito a ver com a retração da economia argentina, mas igualmente derivam das dificuldades enfrentadas por outros Países, como o Paraguai, que ainda não teve o retorno ao bloco oficialmente informado após o bloqueio, em função de sua incômoda oposição ao ingresso da Venezuela. A Venezuela, com o bizarro regime bolivariano que Nicolás Maduro herdou de Hugo Chaves, enfrenta difícil situação econômica e social, na qual a inflação acelerada e o desabastecimento dos produtos essenciais resultam em choques constantes entre oposição e governo. Com quase dois meses de intensas manifestações nas ruas de Caracas, os ministros da Unasul decidiram intervir, para tentar estabelecer um diálogo entre governistas e oposicionistas. A situação econômica da Argentina também desperta preocupação. Um ministro das finanças com forte viés ideológico, a maquiagem dos índices de inflação agora abandonada, o déficit em conta corrente na faixa de US$ 12 bilhões com escassez de reservas, as restrições à compra de moeda estrangeira, o dólar paralelo 50% acima da cotação oficial, o imperativo da redução de gastos públicos na área de energia e até mesmo a especulação de uma possível renúncia da presidente formam, numa síntese estreita, o quadro atual.
Outras matérias:
Mais competitividade para as empresas de menor porte – Em recente audiência pública, a Câmara dos Deputados colocou em debate o PL nº 6558/2013, de autoria do deputado Otávio Leite. O objetivo da audiência, ocorrida na Comissão de Finanças e Tributação, foi discutir os aspectos econômicos relacionados à proposta de lei, que visa expandir o acesso ao mercado de capitais às empresas de pequeno e médio porte no Brasil. Estiveram presentes representantes de algumas entidades, dentre elas da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, do Banco Central (Bacen), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e da BM&FBovespa. O PL nº 6558/2013 institui o Programa Brasil + Competitivo, de intensificação da competitividade empresarial sem ampliação da despesa pública. As empresas elegíveis ao Programa são as sociedades enquadradas fora do escopo da Lei das Sociedades Anônimas (nº 6.404/1976 e nº 11.638/2007). Esta lei determina que as empresas não consideradas de grande porte são aquelas com valor total de ativos inferior a R$ 240 milhões, e receita bruta anual inferior a R$ 300 milhões. De acordo com o texto do Projeto de Lei, estas organizações terão acesso a segmento especial de negociação na Bolsa de Valores. Em 2005, a BM&FBovespa criou o Bovespa Mais, canal idealizado especialmente para empresas médias, que possibilita a realização de captações menores. O Bovespa Mais permite efetuar a listagem sem oferta, ou seja, a empresa pode se manter listada na Bolsa e tem até sete anos para realizar a oferta pública inicial de ações (IPO). Isso permite que elas tenham mais tempo para trabalhar na profissionalização do negócio, para posteriormente realizar o IPO.
Apesar do desaquecimento, desempenho do comércio varejista continua se destacando em relação à indústria – 2014 deverá ser o décimo primeiro ano consecutivo no qual o comércio varejista apresenta resultados mais favoráveis do que a indústria. Enquanto a média das taxas de crescimento anual do volume de vendas do comércio varejista nos últimos dez anos foi de 7,5%, a média de crescimento da produção física industrial no mesmo período foi de 2,7% ao ano. Para 2014, espera-se um crescimento do volume de vendas do varejo de 4,9%, enquanto a expectativa para a produção industrial é de uma expansão de 1,2%. O crescimento do varejo está associado a uma expansão também expressiva da demanda interna, com destaque para o consumo das famílias de bens e serviços. A dinâmica entre crescimento do crédito e da renda, apoiada em bons fundamentos macroeconômicos, favoreceu o setor durante esse período. De 2004 a 2013, a massa de rendimentos ampliada (que consiste na soma dos rendimentos dos trabalhadores e dos benefícios sociais e previdenciários) apresentou crescimento médio anual de 5,3%, em termos reais. No mesmo período, o saldo das operações de crédito destinadas às famílias expandiu 15,8%, descontada a inflação.