Sumário Econômico 1356

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Destaque da edição:

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Receita dos serviços tem crescimento real de 1,1% em janeiro – Segundo os últimos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada recentemente pelo IBGE, a receita bruta dos serviços registrou retração de 9,4% em janeiro na comparação com o mês anterior, revertendo a alta de 7,7% da leitura antecedente. Esse desempenho foi decisivamente influenciado pelo comportamento das receitas dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-14,5%). Especificamente no mês de janeiro, a receita dos serviços sofreu oscilações negativas decorrentes de fatores sazonais, ainda não expurgados pelo IBGE. Na comparação anual, houve incremento de 9,3% em relação a janeiro de 2013, sendo os serviços prestados às famílias (+12,2%) o segmento que mais se destacou nessa base comparativa. Em contrapartida, os serviços variados de manutenção, reparação e apoio à agropecuária (+6,9%) seguraram uma alta mais expressiva do faturamento das atividades terciárias.

 

Outras matérias:

Percentual de famílias com dívidas recua em março de 2014 – O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro recuou entre os meses de fevereiro e março de 2014, passando de 62,7% para 61,0% do total. Também houve queda em relação aos 61,2% de março de 2013. Apesar da diminuição do percentual de famílias endividadas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou na comparação mensal, passando de 19,7% para 20,8% do total. Houve alta também do percentual de famílias inadimplentes em relação a março de 2013, quando esse indicador alcançava 19,5% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, também apresentou elevação nas comparações mensal e anual, alcançando 7,1% em março de 2014, ante 5,9% em fevereiro de 2014 e 6,3% em março de 2013.

IPCA esperado para 2014 alcança 6,28% – No último relatório Focus, divulgado pelo Banco Central em 21 de março, a mediana das expectativas para o IPCA aumentou pela terceira vez consecutiva, alcançando 6,28%, ficando cada vez mais distante da meta de 4,50% (diferença de 1,78 ponto percentual). As projeções para 2015 aumentaram em 0,1 p.p., e a mediana foi para 5,80% – 0,7 p. p. abaixo do limite superior (6,50%). A curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,83% para março e 0,60% para abril. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,84% para março e 0,64% para abril, próximos ao mercado. Segundo o IBGE, o IPCA de 2013 ficou em 5,91%, enquanto o IPCA de fevereiro de 2014 foi de 0,69%. O índice acumulado nos últimos 12 meses foi de 5,68%. Após a taxa de juros Selic terminar o ano de 2013 em 10,0% e ter aumento em 0,75 ponto nos primeiros meses do ano, espera-se, para a próxima reunião do Copom (dias 1º e 2 de abril), que continue a aumentar a taxa, porém em um nível menor. Projeta-se um novo aumento de 0,25 ponto na meta, subindo de 10,75% para 11,00%. A previsão é de que a Selic termine 2014 em 11,25%, com mais aumentos ao longo do ano. Para 2015, a estimativa é de 12,00%.

O rating e os riscos associados ao Brasil – O rebaixamento feito pela agência internacional de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) no rating brasileiro – que passou de BBB para BBB- na última semana do mês de março de 2014 – é uma comprovação dos maiores riscos associados ao País através da visão dos investidores externos. Outra comprovação dessa piora pode ser vista ao analisar a curva de CDS (Credit Default Swap) brasileira, que está bastante distanciada dos outros países latino-americanos. No início de março, o CDS brasileiro para um título de dez anos estava cotado 76,7 pontos acima daquele do México e 84,5 acima daquele do Chile, a 158,5 pontos-base. No início de 2013, à distância para o do México era de apenas 25 pontos. O debate sobre a política monetária americana indubitavelmente tem reduzido a atratividade dos emergentes, mas o descasamento do CDS do Brasil em relação ao dos outros membros do grupo mostra que o receio com o País não é explicado somente por esse movimento. O Brasil tem riscos diferenciados, e por isso está pagando um prêmio mais elevado.

Recuo da ICF em março reforça moderação do consumo no primeiro trimestre – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo de 3,3% (125,5 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 5,1% em relação a março de 2013. Alta mais forte do nível de preços no mês, manutenção de um elevado nível de endividamento e crédito mais caro mantiveram a intenção de consumo em um ritmo inferior. Apesar do resultado, o índice mantém-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável. Na comparação mensal, todos os componentes da pesquisa apresentaram variações negativas. Além dos fatores já mencionados, mesmo ainda em um patamar favorável, os índices relacionados ao emprego e a renda também refletiram um menor otimismo das famílias com o mercado de trabalho.

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